7 November 2010

Confinada, num m² familiar

O dia de ontem mesclou boas novas, encontros e reencontros. Viagem rápida de avião, o suficiente para um bom cochilo, ler a revista da cia aérea, observar à distância a dinâmica dos passageiros e das comissárias de bordo. Amo esse movimento. Já no aeroporto, tentei desfazer a impressão de estar em Salvador. As comparações são, às vezes, inevitáveis.

No dia de ontem conheci a capital alagoana que nas últimas eleições insistiu que não quer o PT no poder, com shopping que já cobra acesso, que tem ruas limpas, amendoeiras verdes, trânsito intenso e rápido, violência crescente, padaria chique com restaurante com menu elegante e caro.

Foi assim, a minha primeira impressão de Maceió.

Estou hospedada num apartamento da minha amiga querida, que mais parece um sonho: confortável, espaçoso para pessoas espaçosas como eu, com uma varanda ampla, de onde vejo o mar, lá no final da curva.

O dia de hoje começou quando fui dormir ontem, à meia-noite, após produzir, enfim, o plano de atividades acadêmicas. Nem estranhei a cama, tamanha a familiaridade que sinto quanto estou em companhia de amigos de verdade, em paz, com minha consciência e com meu desejo de acertar. Levantei às sete e meia, tomei banho, preparei o café, bebi água, tomei iogurte e organizei a área do estudo.

Por ora, nada de ir até a orla que ainda não conheci, nem baladinhas, ou cinema, nem tentar matar minha louca curiosidade sobre o jeito de ser dos moradores, dessa nova cidade a ser ainda descoberta por mim.

No dia de hoje, porém, não poderia deixar de vir aqui , para descarregar esse barulhinho insistente  na minha mente carregada de temas, subtemas, dos dez diferentes pontos da área de pedagogia, que preciso me aprofundar. O trabalho é exaustivo. À minha frente, livros, textos e esse teclado, que exige um tempo dedicado, para me concentrar no meu propósito.

Confinamento aceito!

O dia de amanhã será de provação, a primeira que gostaria de driblar, para estar feliz no dia seguinte, e no outro, e no outro...

4 comments:

  1. Que delícia!

    É como quando vou fazer projetos em outras cidades... há um misto de alegria e desespero! Alegria pela novidade e por estar em um lugar diferente, aquela coceirinha boa, de curiosidade, e desespero porque são no mínimo 8 horas de trabalho denso, duro e tenso alocado em uma sala no cliente.

    Relaxa que vai dar tudo certo! E sobrará tempo para viver o local!

    Beijos!

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  2. Nesta fase, fui aprovada com nota 9!! Beijos, nos três, pela excelente conspiração!!

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