A mesa sobre #opressões, da qual fui convidada por Rafael Morais Adelson Silvestre Jr. CA Sebastião da Hora foi muito prazerosa. Estar entre estudantes-calouros(as) de Medicina, que acabaram de chegar na universidade, com toda a ansiedade pelo mundo a descobrir, por aqueles característicos brilhinhos nos pares de olhos, me fez entender um pouco mais sobre meu percurso como pesquisadora e como profissional da educação. A minha tese foi apresentada novamente, hoje! Para mim,significou mais do que o dia 12 de novembro de 2015. Porque já revisitei os escritos, já escrevi novos artigos sobre e estou disposta a continuar pesquisando mais. Quando terminei a apresentação, estava agitada, satisfeita, sentindo calor, com muita vontade de continuar ali, dialogando.
Minha vida acadêmica, definitivamente, não cabe (nem quero que caiba) no lattes. De todas as experiências que tenho vivido, as atividades de ensino e extensão, sem dúvida alguma me edificam como educadora e muito mais como ser humano. Pouco me importa se isso se transforma em ponto, se estou mais ou menos produtiva, se sou citada ou não. Aos moldes da "indústria" que nos exigem e nos estimulam a produzir mais e mais, sem ao menos refletir se o que estamos produzindo tem ressonância na vida prática,essas produções não me representam. Estou muito feliz de poder fazer parte de um coletivo de mulheres, homens, lgbts, que lutam pelo fim das opressões e por muito mais liberdade e autonomia, muito mais que servir à essa lógica capitalista, esquizofrênica, empresarial e neoliberal do nosso tempo. Obrigada aos que me fazer produzir ciência para intervir na realidade da qual faço e me sinto parte.
Showing posts with label cartaspráninguém. Show all posts
Showing posts with label cartaspráninguém. Show all posts
22 June 2016
14 April 2016
Nada de nada
Nada justifica a indiferença. Nada justifica o ódio. Nada justifica a ira. Nada justifica a inveja. Nada justifica a ganância. Nada justifica a vaidade. Nada justifica a prepotência. Nada justifica se sentir superior ou melhor que alguém. Nada justifica a intolerância. Nada justifica o preconceito. Nada justifica a apatia de tantos. Nada justifica a guerra. Nem o poder, nem o dinheiro, nenhum cargo, nenhuma hierarquia, nenhuma relação. Estou compreendendo que muros estão sendo criados, no imaginário e nos espaços físicos também. Não imagino que um país possa se desenvolver desconsiderando a ética e a democracia como princípios da sociabilidade. A barbárie que estamos vivendo é mesmo aterrorizante.
27 March 2016
DESABAFO
Em todos esses anos de "rede", não me lembro de ter ido na página de ninguém para deixar registrado um comentário raivoso ou desrespeitoso. Se eu não gosto do que vejo ou leio, eu não curto, não compartilho. Posso até me posicionar e contra-argumentar, mas não escrevo desaforos, nem desqualifico o que aquela pessoa acredita ser legal, divertido e bacana de publicar. Viva a nossa preciosa liberdade de expressão. Eu respeito.
Me faz bem estar entre os que defendem a democracia. Gosto de fazer parte dos que lutam para que haja clareza e transparência nos processos a que estamos implicados. Gosto de vizinhos. Gosto de dar bom dia, boa tarde, boa noite. Gosto de dizer obrigada. Gosto de pedir perdão. Gosto de dizer "boa sorte". Gosto de compartilhar escritos que me afetam. Gosto de doar. Gosto de elogiar. Gosto de validar afetos. Gosto de parabenizar e comemorar as minhas e as conquistas alheias. Gosto de dar dicas de emprego. Gosto de mediar escritas, de dizer que paralisação é com S e não com Z. Gosto de agradecer. E gosto, sobretudo de ser sincera. E tenho feito muitos amigos, felizmente.
Mas tenho observado que esse não é um jeito de [con]viver de todo mundo. Com certeza discordar é normal! Óbvio que aprendemos e crescemos considerando a diversidade. Desqualificando, não. Eu não me incomodo com os que pensam diferente. A questão é mais que política ou ideológica. É humana. Das relações que se aprendem enquanto nos educamos para viver em sociedade. Toda forma de intolerância deve ser combatida.
Mas a palavra, ah, as palavras, muitas vezes tem sido mal ditas (ou malditas?).
Que sigamos nessa luta diária por um projeto de sociedade que talvez não exista, em tempos de barbárie e tanta falta de respeito.
Se a sexta foi santa, que o domingo seja de paz. E que na segunda não esqueçamos de agradecer pelo trabalho que desenvolvemos com ética e seriedade. Seja em que esfera for, pública ou privada.
Marcadores:
campanha,
cartaspráninguém,
desabafos,
educação,
liberdade
12 October 2015
pergunta rápido!
Medo?
Perder minha memória.
Saudades?
Da família.
Desejos?
Praia, amigos e um churrasco!
Sonho?
Com goiabada!
Surpresa?
Receber uma ligação em tempos de whatsapp...
Felicidade?
Não sei defini-la.
Alegria?
Dar (e receber) um abraço apertado.
Meta?
Tese revisada até sexta.
Vontade de...
ter duas vidas!
A próxima viagem?
Ainda em aberto.
Como comemoro?
Comendo.
E a dieta?
Segunda que vem.
Perder minha memória.
Saudades?
Da família.
Desejos?
Praia, amigos e um churrasco!
Sonho?
Com goiabada!
Surpresa?
Receber uma ligação em tempos de whatsapp...
Felicidade?
Não sei defini-la.
Alegria?
Dar (e receber) um abraço apertado.
Meta?
Tese revisada até sexta.
Vontade de...
ter duas vidas!
A próxima viagem?
Ainda em aberto.
Como comemoro?
Comendo.
E a dieta?
Segunda que vem.
9 October 2015
a criança já era
Não, não consigo mais postar fotos da minha infância. O momento da adulta (que pretendo me tornar) exige de mim tal adequação. Tive momentos lindos de vida em família até os 12 e meio, mais ou menos. Me lembro que desde cedo eu tive liberdade irrestrita para ir e vir, sair e viajar com os amigos. Talvez a minha sorte é ter aprendido a fazer uso com sentido, desse "estar livre pelo mundo". Mas adolescer foi muito custoso, sem ter meu pai por perto. A morte é ridícula e invasiva na vida da gente. Poderia ser diferente. Não faço ideia de como. Assim, penso que amadurecer é tão difícil quanto necessário. De fato fui uma criança muito feliz. Mas fazia muita careta e também chorava muito. Nada mudei. Nem numa coisa nem em outra. Hoje o dia começou de madrugada, vendo um reencontro muito lindo no aeroporto: casal de enamorados se reencontram, após um ano, trocam alianças e juras de amor, aos pares de olhos curiosos naquele saguão. Hoje teve a defesa do meu amigo, outro momento lindo. Consegui definir quando será a minha, para logo mais. Tudo lindo. O dia foi longo, mas também triste. Minha mãe tomou uma queda, num piso escorregadio. Tava escuro e ela não percebeu que estava molhado. Felizmente não foi nada sério e ela está cercada de cuidado pelos nossos. Mas não quero acreditar que seja a primeira queda de outras tantas. Sinto muito por não poder estar ao lado dela, fazendo parte dos seus dias, dores, sustos e das pequenas e simples alegrias do cotidiano. A velhice bate à nossa porta e é impositiva. Eu não me lembro mais da voz do meu velho. Nem do cheiro, ou do seu olhar. Não há o que comemorar sabendo que a memória falha, com mais frequência. Nada mais de querer ver foto daquele tempo.
29 September 2015
"hoje me sufoca de saudade"
Saudade de um tempo que está no passado. Saudade de quem fomos juntos. Saudade dos nossos olhares. Saudade da nossa cumplicidade, lindamente construída, alheia às tragédias do cotidiano, dos horrores das guerras por território e por poder. Saudade do romance no ar. Saudade das surpresas que fazíamos um pro outro. Saudade das cartas prometidas. Saudade daqueles planos de viagens, que ainda faríamos juntos. Saudade das mensagens divertidas. Saudade dos nossos códigos. Saudade dos nossos melhores abraços. Saudade da gente na rede na varanda, resolvendo nosso barulho interno, em completo silêncio. Saudade das nossas músicas, compartilhadas pelo celular. Era um eterno e maravilhoso pingue-pongue. A bola caia, mas sempre voltava redonda, disponível. E o nosso sorriso também vinha junto. Saudade de saber sobre seu dia. Saudade de te contar o que me fez sorrir hoje ou da bobagem mais boba cometida. "Você que eu não conheço mais", me lembra uma triste canção de Roberto & Erasmo.
27 September 2015
sou mais dendê
Hoje eu sou mais dendê que doutoranda faminta para concluir a tese. Hoje eu sou mais caruru que uma doutoranda gulosa pela reta final. Hoje eu sou mais vatapá que uma doutoranda que cheira a felicidade desse término. Hoje eu sou mais camarão seco que uma doutoranda que enlouquece só de ouvir falar em ABNT. Hoje é o dia que mais se parece comigo no ano. Uma chuva de pipoca pra comemorar! Hoje é o dia deles, São Cosme e São Damião, que amam festejar a alegria com doces e guloseimas, lá na nossa Bahia. #receitadeDonaCanô #testadapormim #minhafamíliaprovou
22 September 2015
metas e sonhos
concluir a tese
defender a tese
revisar a tese
virar doutora de papel passado (realizar progressão vertical)
de assistente II para adjunto I (realizar progressão horizontal)
dormir (e ver tv) sem culpa
aprender a tocar violão
voltar para o pilates
fazer ginástica (perder os quilos extras)
ir duas vezes ao cinema na semana
ler um livro de literatura por semana
postar meus diários de bordo daszoropa no bloguito
viajar com meus manos e manas
passar natal com a família
aprender a cozinhar
saber escolher vinho
preparar jantares com os amigos
voltar a caminhar sem pressa
treinar o inglês
deixar o cabelo crescer
eliminar a distância do meu amor
plantar um pé de carvalho
adotar um cachorro
comprar um apartamento
jogar baralho
gastar mais tempo com minha mãe, tios e tias
conversar ao telefone com meus sobrinhos
arrumar meu canto
cultivar hortelã, manjericão e coentro, numa mini-horta na varanda
cuidar da alma
desligar o celular durante as refeições
fazer um curso de decoração de ambientes
continuar militante (luta antirracista)
dançar capoeira
morar noutro lugar
elaborar projeto de pesquisa, para um pós-doc de seis meses (primavera-verão), num país de língua inglesa
escrever um romance
defender a tese
revisar a tese
virar doutora de papel passado (realizar progressão vertical)
de assistente II para adjunto I (realizar progressão horizontal)
dormir (e ver tv) sem culpa
aprender a tocar violão
voltar para o pilates
fazer ginástica (perder os quilos extras)
ir duas vezes ao cinema na semana
ler um livro de literatura por semana
postar meus diários de bordo daszoropa no bloguito
viajar com meus manos e manas
passar natal com a família
aprender a cozinhar
saber escolher vinho
preparar jantares com os amigos
voltar a caminhar sem pressa
treinar o inglês
deixar o cabelo crescer
eliminar a distância do meu amor
plantar um pé de carvalho
adotar um cachorro
comprar um apartamento
jogar baralho
gastar mais tempo com minha mãe, tios e tias
conversar ao telefone com meus sobrinhos
arrumar meu canto
cultivar hortelã, manjericão e coentro, numa mini-horta na varanda
cuidar da alma
desligar o celular durante as refeições
fazer um curso de decoração de ambientes
continuar militante (luta antirracista)
dançar capoeira
morar noutro lugar
elaborar projeto de pesquisa, para um pós-doc de seis meses (primavera-verão), num país de língua inglesa
escrever um romance
21 September 2015
"oh, mundo tão desigual..."
Aí com um discurso lindo, verdadeiro, impactante, feito pela PRIMEIRA atriz NEGRA que ganhou um prêmio cobiçado, eu desabei. Após dias e dias na feitura da tese, pensando a partir de muitos olhares, muitos autores, todos unânimes, com milhões de argumentos que comprovam a falta de oportunidades dos negros, no mundo todo (pior que não é só aqui)... aí, nesse mesmo dia que essa atriz linda comove um monte de gente, em seguida eu escuto na televisão, um adolescente se tremendo de medo, tendo que explicar que não é culpado por nada do arrastão na zona sul carioca, só porque ele "aparenta" ser culpado. É mesmo verdade: não basta ser pobre para aparentar ser bandido, assaltante, marginal, drogado, traficante... e por aí vai... é preciso ser preto, e essa é a condição para se rotular todo mundo num grande balaio. É isso que o policial pensa, no automático, ao vistoriar, com toda a sua "sensibilidade " e levar todo mundo preso, sem nenhuma flagrante, sem nenhuma prova concreta, a não ser a dos grandes olhos raivosos, cheios de preconceito.
Título com trecho da música A novidade, Paralamas do Sucesso, Álbum Selvagem, 1986.
18 September 2015
do tipo que ainda rouba flores
Todo mundo que me conhece sabe que sou assim mesmo: exposta, aberta, que não faço cerimônias, que falo do que sinto, e faço uso desse mundinho azul, como se um diário a céu aberto fosse. Mas pouca gente sabe que tenho um namorado, e que ele odeia a internet. Imaginem só a luta travada: ele não faz compras nem de passagens pela web! Pagar contas? Nem pensar... é muito risco! Não tem Facebook, nem Instagram, nem Twitter. No Whatsapp, nunca publicou uma foto de perfil, porque tem medo de que isso vá parar sabe-se-lá-onde, e só instalou o aplicativo porque eu exigi e, claro, é mais barato para conversar comigo... risos... no Skype só tem a mim, um outro amigo e o irmão adicionados.
É hoje o aniversário desse ser tradicional, avesso às tecnologias. Vida privada, quase cem por cento, não fosse o fato de ele ter se apaixonado por mim, logo eu, que enlouqueço quando estou off line.
Claro que ele não vai ler esse escrito, até porque não fala português! Ainda. Tenho dito que se nós continuarmos juntos, ele vai ter que aprender falar OXENTE, em algum momento da vida. Ele, virginiano, australiano, e com os pais italianos, apaixonados pela Calabria. Eu, aquariana, baiana, de pai e de mãe, apaixonada pelo mundo inteiro.
Nós nos conhecemos numa noite linda, no Rio de Janeiro, em junho de 2014, na fatídica copa que o Brasil perdeu de goleada, para os lindos dos alemães. Nosso segundo contato foi por e-mail e ele demorou muito para me responder, uma angústia (quase 11 horas depois da nossa primeira dura despedida).
Para Marco, meu sincero desejo que ele seja como os gatos, que tenha muitas vidas, que viva muito, muito, muito. Que mantenha essa centralidade que é dele, e que me faz tão bem. E que a gente possa continuar acreditando que amar é possível. Que estradas, mares, rios, oceanos, milhas e milhas, não sejam capazes de nos separar, mais do que aquela distância que a geografia determina. Hoje é o dia desse querido, que escolhi amar para além das tecnologias.
É hoje o aniversário desse ser tradicional, avesso às tecnologias. Vida privada, quase cem por cento, não fosse o fato de ele ter se apaixonado por mim, logo eu, que enlouqueço quando estou off line.
Claro que ele não vai ler esse escrito, até porque não fala português! Ainda. Tenho dito que se nós continuarmos juntos, ele vai ter que aprender falar OXENTE, em algum momento da vida. Ele, virginiano, australiano, e com os pais italianos, apaixonados pela Calabria. Eu, aquariana, baiana, de pai e de mãe, apaixonada pelo mundo inteiro.
Nós nos conhecemos numa noite linda, no Rio de Janeiro, em junho de 2014, na fatídica copa que o Brasil perdeu de goleada, para os lindos dos alemães. Nosso segundo contato foi por e-mail e ele demorou muito para me responder, uma angústia (quase 11 horas depois da nossa primeira dura despedida).
Para Marco, meu sincero desejo que ele seja como os gatos, que tenha muitas vidas, que viva muito, muito, muito. Que mantenha essa centralidade que é dele, e que me faz tão bem. E que a gente possa continuar acreditando que amar é possível. Que estradas, mares, rios, oceanos, milhas e milhas, não sejam capazes de nos separar, mais do que aquela distância que a geografia determina. Hoje é o dia desse querido, que escolhi amar para além das tecnologias.
1 September 2015
mais brisa, por favor!
Setembro carrega quase as mesmas águas de março. Ao invés da ressaca do verão, incorpora uma certa ressaca do inverno, esse nosso aqui do Brasil, tenso, com tantas notícias e eventos tristes. O jeito é aguentar e torcer pela cura milagrosa da temporada das flores, a partir do dia 21. #primaveravemcomtudo #bastadevento
22 August 2015
6 é metade de 12: quase na puberdade!
O aniversariante me forçou a dormir fora do horário habitual. A tarefa de casa era bem simples: listar as postagens que prometi fazer, das andanças que fiz pelo mundo afora, entre setembro de 2014 e junho de 2015. E exigiu mais: no mínimo 6 grandes postagens. O desafio foi aceito. Resolvi dar um intervalo na tese, de poucas horas, e resolvi voltar a sonhar com a escrita livre.
21 August 2015
choro insistente
Acordei animada com a tese. E com a cara amassada, e com a tpm cada mês pior, sorri pra mim ao espelho. Animadinha, inventei de me conectar, para saber das novidades dos amigos, entre as dez de ontem e as seis desta manhã. Me deparei com notícias tristes, mas também de superação e de amor. Choro pela tristeza alheia e me comovo, igualmente, por compreender que morte e vida fazem parte dessa lógica humana. O choro é só um desabafo de quem não se acostuma com essa lógica e não entende os tais dos "desígnios" divinos.
8 August 2015
não tenho mais dia dos pais (ou devaneios de uma saudosa)
Cadê painho que não volta? Essa viagem dele está demorando muito mais que as anteriores. Não desisto. Continuo à espera que ele chegue, naquele portão, da casa de número 80, de olho no fim da rua Marcelino Rosa, em Vitória da Conquista, Bahia, onde morávamos juntos e felizes: eu, meus manos, meus pais e minha avó Maria Costa. O tempo não vai conseguir apagá-lo da minha memória. Por isso escrevo.
------
Ser pai é também ser mãe. É, sem dúvida, assumir a paternidade no mesmo dia/segundo da maternidade. Não acredito nem acho bonitinho o tipo "pai machista", que após um dia inteiro de ausência, chega em casa, faz gracinha no berço, depois vai para o seu "merecido" banho, e, depois de estar alimentado, liga a televisão, "segura" o filho (só) por 15 minutos, para que a coitada da mãe tome o seu próprio banho, ou prepare a mamadeira seguinte. Não acredito nem acho bonitinho muito menos um "bom exemplo" aqueles pais que fazem uso da máxima (de muitos professores, inclusive): "quebre a cara e se vire". Ser pai é estar presente, é fazer-se presente, com respeito, com educação, com diálogo, com incentivo, e muito abraço. #felizdiadosverdadeirospais
-----
Acho tudo lindo... me emociono com as histórias, com as fotos, me delicio com as homenagens aos pais dos meus amigos, especialmente daqueles que conheço/conheci e percebi o quanto são mesmo amados e cuidados. Queria mesmo saber porque a maioria só faz isso uma vez ao ano, ou duas, no aniversário... eu que perdi o meu aos 12 (por isso sempre o 12), não esqueço de me lembrar da importância dele em minha vida. Enfim... fica a dica.... risos... vamos aprender a valorizar em vida... depois, depois... só restará a saudade, ou talvez a tristeza de não ter aproveitado mais a cia dos nossos pais, dos nossos irmãos, dos nossos amigos... enfim, validar SEMPRE será preciso.
-----
------
Ser pai é também ser mãe. É, sem dúvida, assumir a paternidade no mesmo dia/segundo da maternidade. Não acredito nem acho bonitinho o tipo "pai machista", que após um dia inteiro de ausência, chega em casa, faz gracinha no berço, depois vai para o seu "merecido" banho, e, depois de estar alimentado, liga a televisão, "segura" o filho (só) por 15 minutos, para que a coitada da mãe tome o seu próprio banho, ou prepare a mamadeira seguinte. Não acredito nem acho bonitinho muito menos um "bom exemplo" aqueles pais que fazem uso da máxima (de muitos professores, inclusive): "quebre a cara e se vire". Ser pai é estar presente, é fazer-se presente, com respeito, com educação, com diálogo, com incentivo, e muito abraço. #felizdiadosverdadeirospais
-----
Acho tudo lindo... me emociono com as histórias, com as fotos, me delicio com as homenagens aos pais dos meus amigos, especialmente daqueles que conheço/conheci e percebi o quanto são mesmo amados e cuidados. Queria mesmo saber porque a maioria só faz isso uma vez ao ano, ou duas, no aniversário... eu que perdi o meu aos 12 (por isso sempre o 12), não esqueço de me lembrar da importância dele em minha vida. Enfim... fica a dica.... risos... vamos aprender a valorizar em vida... depois, depois... só restará a saudade, ou talvez a tristeza de não ter aproveitado mais a cia dos nossos pais, dos nossos irmãos, dos nossos amigos... enfim, validar SEMPRE será preciso.
-----
"Sem essa de que estou sozinho, somos muito mais que isso..."
#vamosfazerumfilme #LegiãoUrbana #RenatoRusso
----
"Aceitar, né? Fazer o que?" ): Que lindo depoimento. Eu já gostava desse cara... agora gosto mais. Adoro gente simples, que é verdadeiro, que admite erros, que pede desculpas, que faz pensar, que faz sorrir, que faz chorar, que emociona.
----
"Aceitar, né? Fazer o que?" ): Que lindo depoimento. Eu já gostava desse cara... agora gosto mais. Adoro gente simples, que é verdadeiro, que admite erros, que pede desculpas, que faz pensar, que faz sorrir, que faz chorar, que emociona.
Marcadores:
amor,
cartaspráninguém,
cinema,
desabafos,
música,
outros autores
15 July 2015
sem boa noite
A chuva cessou. O movimento dos carros diminuiu. Os sons da madrugada praticamente desapareciam, anunciando que todos estavam dormindo. Nunca tinha pensado em quem não dorme, porque a rua não é lugar para dormir. O ritual de ir na geladeira, escolher entre um iogurte ou um copo de leite, tomar um banho morno, escovar os dentes, confirmar que a porta está trancada, apagar as luzes e, descansar as sandálias ao lado da cama, já convidativa, isso tudo não é uma linda realidade para todos.
8 May 2015
eu vou aprender a tocar violão
Que a solteirice seja sempre uma escolha. Preferir estar junto não pode nunca ser imposição. A pessoa não precisa [ter que] escolher entre casar ou comprar uma bicicleta. São coisas muito diferentes, minha gente... faça o que quiser, e compre o que quiser [se puder]... mais liberdade, por favor.... até no amor precisamos ser livres, afinal, quantos casais existem, estão juntos e são felizes? Desde quando casamento é sinônimo de felicidade ou de realização? Desde quando "estar casado" significa sucesso? E os que estão unidos e se sentem sozinhos??
1 May 2015
segue o jogo
Quando um fim chega numa história, a verdade é que já chega tarde. A gente sente o fim desde sempre, como uma sombra que nos acompanha e até nos ajuda a enfrentar a verdade [sobre o fim], com mais praticidade ou sem tanto "mimimi".
17 April 2015
gerundiando (ou a gestão dos meus dias)
Estou atravessando o último ano do meu doutorado. Com todos os ruídos e motivos de sobra para dispersão, eu estou escrevendo os capítulos, desenvolvendo uma pesquisa de campo em paralelo, revendo a metodologia e planejando as etapas finais da tese, que pretendo que aconteçam entre junho e agosto. Também estou colaborando, com o mesmo entusiasmo, com um projeto de iniciação científica [PIBIC] na universidade em que trabalho. É conflitante e é delícia estar fazendo tudo ao mesmo tempo, mesmo sem qualquer financiamento. E tudo indo, assim mesmo, no gerúndio.
5 April 2015
diário de uma doutoranda
Penso no vestido que eu preciso comprar, para usar no grande dia. Penso tanto sobre o final que, muitas vezes, uma lagrimazinha teimosa foge do meu controle. Hoje é um dia desses. Penso também que o meu pai gostaria de me olhar nos olhos e abraçar a filha-professora-doutora, que escreveu sobre políticas públicas destinada aos seus irmãos, todos os demais negros brasileiros. Penso que é só uma questão de tempo invertido. Melhor, de uma passagem de um tempo por vir. Penso que para escrever uma tese, talvez seja mesmo necessária essa ansiedade pelos finalmentes. Penso no tanto de gente que preciso agradecer. Penso na epígrafe e todo dia me apaixono por uma diferente. Penso na dedicatória. Só não penso que pensar sobre isso já é tempo perdido.... Emoticon wink
24 March 2015
ou seja...
O mais engraçado e louco de se viver uma relação, à distância, nos dias de hoje, é que a distância quem faz somos nós, se assim a desejarmos. É muito fácil estar e sentir-se perto, ainda que em continentes distintos! Ora, eu já estive numa mesma cidade, depois numa mesma região, e, acredite, até num mesmo quarteirão do "amor" desejado. Bobagens. Tolices. Realmente nunca me senti próxima. Não havia oceanos nos separando, mas nunca existiu sequer vizinhança, e, muito menos, cumplicidade.
Subscribe to:
Posts (Atom)
