Enquanto as estagiárias realizam suas entrevistas, estou eu, aqui, sentada numa jardineira de pedra, no pátio da escola, campo de estágio em Gestão. Lá fora, o pipoqueiro faz a festa, com um montão de crianças à sua volta.
Ao meu lado, uma dessas, com seus 11 ou 12 anos, deposita seus biscoitos e sua água, num cantinho, e olha à sua volta. Parece procurar entretenimento, e sai à caça. Do outro, um grupo conversa, animadamente, enquanto o lanche não vem. À minha frente, mais estudantes. No meu fundo musical, ouço o burburinho de suas muitas vozes, os seus gritos, os seus passos, as suas corridas.
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28 September 2011
16 August 2011
Presente marinho
Uma viagem romântica? Como é isso? Como começar a escrever um conto, cujo título já vem pronto, sugerido por ele? E agora, como faço para escrever sobre nós dois, sem parecer tão escancaradamente meloso? Não imagino. Sou açúcar, para sempre, a partir de hoje.
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Ele se intitulou “mar”, o “mar de ju”, ou seja, o meu mar. Então fechei os olhos e escutei o som que vinha do mar, pra lembrar dele, do meu mar. Me lembrei de tudo o que fomos, no passado. Da saudade entranhada, dos mínimos detalhes vividos. Deu vontade de voltar a me banhar, naquele mar de memórias prazerosas.
Experiência inusitada essa. Ganhar o mar de presente, num título de um conto.
Já me presentearam com a lua cheia. Na época, fiquei demasiadamente feliz. E passei a olhar a lua com mais carinho, mais paixão, mais amor. E por causa da lua cheia que um dia ganhei, resolvi presenteá-la também.
Presente caro. Raro. Vale mais que mil palavras, mais que um milhão de jóias, ganhar uma lua de presente.
Presente caro. Raro. Vale mais que mil palavras, mais que um milhão de jóias, ganhar uma lua de presente.
Agora, imagine ganhar a imensidão do mar, inteiro, com todos os seus mistérios e belezas, todo pra você? Já pensou o que é receber esse magnânimo presente, assim, do nada, numa noite que a lua está minguando e ele, o mar, agitado e prepotente, aceita com prazer, receber o reflexo minguante, em suas ondas?
Emoção: foi como ter ele de volta, em meus braços. Sou pura felicidade. De saber que tenho agora a lua e o mar, em mim.
E quem é o senhor das marés, que diz ser meu? Ele é uma alma boa, do bem, que destoa das demais. Tem um humor que adoro. Um jeito de dizer as coisas que me faz sorrir e ficar boba. Ele tem um olhar terno, e ao mesmo tempo forte, daqueles que quando olhamos, parecem ser dois faróis que brilham somente em nossa direção. Como se ele só enxergasse a mim, à sua frente, e nunca tivesse prestado atenção em qualquer outra coisa, entre o céu e o mar.
E, como o mar, ele é devastador. Abriu a minha mente. Me desnudou a alma. Desbravou meu coração. Estudou e conheceu o meu corpo. Mergulhou nos meus desejos. De certo, também aprendeu a me amar.
Agora seremos dois cúmplices e inesquecíveis um pro outro: a Ju do Mar e o Mar de Ju.
1 August 2011
Quase uma política
Resolvi encarar a candidatura. Foi assim: um prazer! Os amigos estão apoiando e já conto com um eleitorado cativo, esperando pra ver meus escritos sendo publicados. Então, me candidatei. Espero que a experiência me faça mais feliz. Por enquanto, estou gostando de pedir votos e checar no site o aumento de acessos.
Se der certo, e meu conto for publicado, prometo encarar a escrita de novos contos, crônicas...EU PROMETO!!! (mais jargão que isso, impossível!).
Assim, para quem já votou, ou ainda não decidiu votar, entra lá, leia e se gostar, divulgue para os amigos e vota, vota, vota...abaixo, o resumo do conto (concurso com tema viver melhor realizado pela Cantão, cadastrado no site http://euamoescrever.com.br).




87 votosPara votar, basta clicar aqui e, lá, no coraçãozinho em branco! E torçam...quanto mais, melhor! Obrigada, meus eleitores...
Se der certo, e meu conto for publicado, prometo encarar a escrita de novos contos, crônicas...EU PROMETO!!! (mais jargão que isso, impossível!).
Assim, para quem já votou, ou ainda não decidiu votar, entra lá, leia e se gostar, divulgue para os amigos e vota, vota, vota...abaixo, o resumo do conto (concurso com tema viver melhor realizado pela Cantão, cadastrado no site http://euamoescrever.com.br).
Postado por Jusciney Carvalho Santana em 29.07.11 23:01:50
O conto é uma história de amor que ainda resiste aos maus tempos. Trata-se de um casal intrigante: uma mulher romântica e apaixonada, a própria narradora, e um homem romântico e apaixonado, o próprio príncipe encantado. Morrem de amor um pelo outro. A vida já os uniu diversas vezes. O futuro: nós ou os nós? Não sabemos. Nem ela, nem ele. Mas querem viver melhor. Tomara que juntos, e pra sempre.
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6 July 2010
Já no paraíso, fazendo graça...
Isso não teve graça alguma. Queria conseguir reunir toda a dor, e essa sensação de impotência na escrita. Cada vez mais tenho que recorrer à ela, para conseguir atenuar os grandes dissabores dessa vida terrena.
Ele se foi. Acabei de saber do infortúnio. Era um cara sábio, inteligente, alto, magro, impecável no vestir e também na maneira de tratar a todos. Desses homens cavalheiros, que já não encontramos por aí. São tão poucos que dedicam seus dias e noites para um amor só, uma mulher só. E isso demorou de acontecer para eles. Mas quando aconteceu, foi pra valer, foi de verdade.
A viagem dele, datada de 06 de julho de 2010, nunca deveria ter sido iniciada. Mesmo sabendo que ele partiu para os céus... agora vai parar de sofrer e sentir cheiro de éter, esquecer a palidez das paredes do hospital.
Ele era o tipo de pessoa do bem. Não poderia ter partido, sem dizer adeus, sem fazer um discurso, sem dizer até logo. Tinha que permanecer vivo. Gostava de contar piadas e de explicá-las, até convencer todos a acharem graça delas. Elogiava todo e qualquer alimento à mesa. Elogiava a sua mulher, sua dedicação ao lar, ao cuidar dele. A partir de agora não estará mais por perto, comentando sobre o que lhe interessa, lhe causa alegria ou indignação.
Aquele homem de cabelos grisalhos, parecendo ator famoso de Hollywood, infelizmente não está mais entre nós. E eu, que já o considerava um primo muito especial, me sinto só também. Sem ele para me ouvir e rir das minhas bobagens. Sinto-me impotente pois nem posso abraçar Prito, minha prima que me chama de Juba. Ela, sempre referenciada como sendo uma fortaleza, está inconsolável, sem saber o que fará dos seus dias sem ter pra quem fazer seu café da tarde especial, com direito à pergunta "quer mais meu bem?"
E sobre a morte, cada vez menos eu sei. Essas viagens pro além são todas grandes incógnitas. Já somam por lá pessoas bondosas, cheias de amor pelos parentes e amigos. Uma amiga me disse: "são os desígnios de Deus". Bonito de se repetir.
O meu primo querido reunia beleza, simplicidade e educação. Ele entendia de futebol, de elevadores e de como agradar Joshua, como mais ninguém. Aposto que ele (já) está dirigindo um carro bem bacana, com bancos de couro, vestindo roupas bem passadas e cheirosas. Está feliz, sorridente, atento, tentando encontrar a minha Vozinha, o meu Pai e mais alguns chegados dele, para diverti-los com suas piadas e atualizar a todos sobre nós, pobre de nós, saudosos.
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