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29 May 2014

a terapia da quinta

Depois de dias inteiros e noites inteiras tentando entender as razões de ser dos espirros e da tosse antipática e insistente, ela chegou sorridente, bem disposta e, sem me pedir licença, começou a limpar os cômodos e meus objetos, que de tão pessoais, compreendeu que deveriam ser manuseados com delicadeza, apenas para retirar a poeira dos cantos mais obscuros. 
Não ouvi um ruído sequer de louça sendo quebrada na cozinha ou da vassoura caindo no banheiro, e, muito menos, de água ou detergente sendo consumidos aos montes. Minto. O barulhinho da máquina de lavar em funcionamento e da arrumação das compras em seus espaços adequados me sugeriram que o trabalho estava indo muito bem. 
Continuou em silêncio, e de uma invisibilidade assustadora [e surpreendente] encerrou a faxina e me disse um cordial "até semana que vem, Ju". Foi então que me deparei com um cheiro maravilhoso vindo de cima do balcão, com um bolo enorme e apetitoso, louco por garfadas generosas. Então, antes de sair, trocamos receitas de molhos e carnes, segredos e gargalhadas. Ser humano único, divertido e leve. Talentosa até o último fio do cabelo. 
E no alto desses meus sonhos descabidos, cá estou eu, escrevendo sobre o que vou fazer, pra me despedir da bagunça e do lixo que eu, doentinha, produzi. Como muito bem me lembra Mariana Soledade: "amiga, a vida não é um filme!" #faxinaéterapia #lávoueu

publicado originalmente no mundinho azul na mesma data.

6 April 2014

eu CURTO vestido CURTO

Nos idos anos 90...

Éramos namorados e tudo indicava que seríamos marido e mulher dali a pouco. O verbo no passado não é só sugestão. O noivado não prosseguiu por uma série de motivos, todos bem justificados. Mas, em uuma noite de inverno, começamos uma briga feia, não sei bem porquê. Talvez pelo ciúme costumeiro dele. Talvez pela minha implicância em insistir ser do contra, quando o assunto diz respeito à minha liberdade para ser do jeito que eu sou, ops, do jeito que eu já era, lá atrás.
- ou ela ou eu!
- hein?
- isso mesmo... ou sua minisaia ou eu.
pensei por 2 segundos e gritei alto:
- ELA!!!!!!!!!!!!!!
- O QUE??
- isso mesmo que você ouviu. Eu fico com ela. Eu não preciso continuar com você, se acredita que a minha roupa é um problema. Não vou deixar de usá-la. Para mim está acabado.
(...)
Alguns muitos anos se passaram e nos tornamos amigos. Ele me confidenciou que aprendeu com a situação. Deixou de ser ciumento.
Eu não acreditei muito na mudança. O jeito de comportar-se diante das mulheres continuava apontando para o seu machismo nada oculto. Eu continuei com o meu guarda-roupa e segui acreditando nisso: somos o que desejamos ser. Não perdi nada. Me livrei de outros dissabores, quiçá, de doses de violência verbal ou até física.

Nos dias atuais...

O barzinho com música ao vivo estava apinhado de gente. O burburinho de brindes e vozes eram contagiantes. Impossível ficar triste ou cabisbaixo com tanta gente animada e "azaração" por todo lado. Eu percebi que o cara da mesa ao lado, que estava sozinho, não parava de me lançar olhares. Eu correspondia à paquera, porque queria ver como ele agiria para se aproximar. Gosto de perceber as atitudes assim, quando ainda duas pessoas são desconhecidas.
Ele fez sinal para eu me dirigir ao banheiro.
- O QUE??
Ele fez uma negativa com a cabeça, chateado com a exposição. Provavelmente era tímido.
- ah, ok.
Fui, então, ao banheiro, para tentar entender isso melhor. Ele me seguiu, imediatamente.
- oi!
- isso lá é um bom lugar para um primeiro encontro?
- eu sou tímido!
Bingo.
- ah...
- e você não precisava ter gritado "O QUE?"!!!
- ah, você achou errado?
- sim, eu fiquei envergonhado...
- desculpas!
- vamos sair daqui...
- ah, sim, seria bom...
- e aí?
- e aí, o que?
- e você, está com um short embaixo desse vestido curto?
Ao invés de falar, arregalei os olhos.
- o que foi?
- nada...
- não vai me responder?
- ah, sim... quer dizer, não, não estou com short algum por baixo do vestido.
- sério?
- sério...
- mas é muito curto!
- mas você achou bonito?
- achei...
- e?
- e se você fosse minha namorada eu não deixaria você usar esse vestido.
- ah... mas não sou.
(...)
Obviamente me lembrei da discussão de décadas atrás e a conversa não rendeu. Eu voltei ao meu lugar de origem, sob pena de continuar dando munição para tipos absurdos como esse sujeito.
A origem de todo esse machismo eu nunca pesquisei. Mas condeno, abomino e combato, mesmo que a vítima não seja eu.
Por falar nisso, a recente pesquisa do IPEA apontou que para 65% mulher de roupa curta merece ser atacada. Depois fizeram uma errata e informaram outro percentual: apenas 26%!!!! Apenas? Faça-me o favor: me bata um abacate! "Nada ficou no lugar", diria uma musiquinha fofa de uma mulher desesperada para chamar a atenção da sua paixão. E cá entre nós, violência que venha de palavras ou corpos, não nos emancipa. Seja de que lado for. Melhor lutar por dias com mais paz e menos machismo.


A música citada "Mentiras" é de autoria de Adriana Calcanhotto e faz parte do Álbum Senhas (1992)


4 February 2014

o mundinho azul adolescendo...

Há dez anos atrás não conseguia reter, muito menos lembrar, datas de aniversário dos amigos e parentes. Portanto, não conseguia ser ágil e o tempo escapulia mais rápido. Não dava conta de ligar e parabenizar do meu jeito, cada um dos meus afetos. Hoje é mais fácil identificar quem não está na rede e por isso consigo me fazer presente com quem está ausente.
Há dez anos atrás também não tinha meu próprio espaço de escrita. Além dos blogs, tenho esse canal de comunicação.

12 January 2014

das aparições

Eu devo ser uma falsa viajante. Viajante que se preza, não deveria narrar tudo o que vivencia em suas viagens? Não, eu não estou nesse grupo. Meus diários de bordo praticamente cessaram, mesmo eu tendo tanto pra contar, mesmo eu tendo feito tantas viagenzinhas fantásticas e ricas de emoção. Preciso me explicar. Que essa justificativa sirva [inclusive] para mim.

7 December 2013

oração ao tempo [da qualificação]

me investe de concentração
fazei com que o meu amor pela escrita, me ajude a materializar a tese
me mantenha lúcida nesses momentos de pressão
colabora com o clima lá fora
calor na medida
ou chuva para refrescar as ideias
orienta o meu olhar para as leituras mais pertinentes
me ajuda a identificar o caminho das pedras
me liberte das fugas
mas que o cinema venha sempre como um brinde,
por bom comportamento
que as redes sociais [ou antissociais] se desfaçam dos meus interesses
que eu consiga concluir as metas no prazo
passe devagar até que o volume 1 seja enviado
passe rápido até o momento de eu rever os meus
amém

27 November 2013

suspiro por

Diz ser difícil. É cheiroso. É espirituoso. Viaja mais que eu. Muito mais. Vai sempre direto ao ponto, embora saiba ser subjetivo, sempre. É um bobo querido. Tem um beijo doce, desses que não esquecemos nem engolindo uma saca de sal. Carrega a força do leão e a fragilidade em seu coração. Tem o olhar mais terno que já recebi. Me faz rir por nada. Me encanta pelas palavras. Gosta de escrever cordel. Me conquista pela simplicidade. É dominador. Finge ser dominado. Valoriza quem sou. Escuta o que digo. Lê o que escrevo. Me manda recados curtos e num curto "oi" consegue me endoidecer. Por isso tudo eu não consigo esquecê-lo. Já deletei o seu número de telefone mais de uma vez. Já excluí suas mensagens. Já tentei de tudo, até ordenar ao cérebro que se desfaça das boas sensações vividas. Daí vejo minhas olheiras e lembro das olheiras dele. Deito e me lembro dele. Ouço uma música e me lembro dele. Leio, estudo, trabalho, me canso. Nada me ajuda a esquecer dele. Até nas aulas de pilates me recordo dessa criatura fácil de ser amada, e que tanto admiro. Me presenteia com abraços que acalmam e que instigam. Tem um jeito de me chamar de "anjo", que faz eu me sentir a mais especial das mulheres. Ando sufocada de saudade de tudo que há nele. Até do que nem conheço. Imploro que me faça um poema. E que cante no violão pra mim. Suplico pelo seu afeto.

21 November 2013

somos felinos?

Nossas relações, quando arranhadas, me lembram os antigos discos de vinil: ficam rodando, rodando, sem tocar direito, ou sempre voltam [ou param] justamente naquela faixa mais interessante e linda, do álbum inteiro. Um arranhão é sempre muito sério. Não há removedor para eliminá-lo. Pedir desculpas também não ajuda muito. Por isso, temos que ter cuidado com a nossa comunicação. O outro pode não entender ao pé da letra. Ou entende ao pé da letra. As DRs seguintes são sempre desgastantes e podem até produzir novos arranhões. De um jeito ou de outro, as farpas foram lançadas e passam a ser o que lembramos primeiro, como a vitrola engasgada na faixa 7. Ah... mas isso acontece na era digital com CD ou DVD também?? Ihhh, certamente que não evoluímos, nem com as altas doses de tecnologia que temos à disposição, num apertar de teclas.

28 October 2013

"não tem ninguém ao lado"

Poderia ter me concentrado no prato à minha frente. Ou meditar a partir das marteladas da construção, de uma nova área, naquele mesmo restaurante. Também poderia tentar ouvir o jornal de meio-dia. Poderia ter apreciado mais o bacalhau e suas postas, em meio às cebolas e batatas cozidas. Poderia apenas me concentrar em meus pensamentos, que não me abandonam nem nos horários das refeições. Mas não, lá estava eu, prestando atenção em cores, não aquelas de Almodóvar, nem as de Frida Kahlo, como musicou lindamente Adriana Calcanhotto. Eu não fiz nada disso.

20 October 2013

seu nome é MAGA

Ela é Ariana, mas é de libra. Tem um jeito especial de pensar e dizer coisas. Tem um blog inventivo e divertido, como só ela sabe ser. Tem paixões muito bem delineadas pela família e por animais. Se pudesse, guardaria todos embaixo das suas asas. Ela ainda não voa. Talvez nem saiba que tenha asas. 

21 August 2013

da véspera

Que eu me lembre, nem nos tempos em que eu frequentava uma escola, como uma simples colegial, eu gozei férias em pleno agosto. Os calendários escolares nunca me permitiram tal evento. Portanto, ou estive estudando ou estive estudando e trabalhando. Com quase cinco semanas inteiras, este mês sempre foi vivido à exaustão e com muito cansaço. E foi uma greve de 4 meses, que provocou essa desordem em meu universo particular, sempre guiado pelo "ano letivo".

2 August 2013

meu aMô


Doutoranda que sou, eis que me ordeno parar de blogar. Claro que essa ordem não surtirá efeito, enquanto em mim pulsar esse desejo de escrever sobre o que sinto, e não textos técnicos.
Hoje é um dia daqueles, que gostaria de parar o mundo e descer na próxima esquina. Queria descer ladeira abaixo. Queria mais. Queria que, ao meu lado, estivesse meu Mano Mô. Queria confortá-lo. Queria ser confortada por ele. Queria rir junto. E chorar junto. Fazer qualquer coisa. E também, um dos nossos prediletos programas: ver um filme de ação ou de comédia; depois assistir a novela, sempre juntos.
Recebi uma ligação dele. Lá do norte. Conversamos por quase uma hora. Não faltou assunto. Em alguns momentos ficamos mudos. Mas estávamos ali. Um pro outro. Ele me disse que só queria ser escutado. Eu lhe disse que só queria ouvi-lo. Mentimos. Queríamos também o contrário.
Nossa afinidade é tamanha que até temos pedras na vesícula. Sentimos as primeiras e enlouquecidas dores na mesma semana. Faremos cirurgia no mesmo mês. Não é louco isso? Por que será que somos tão ligados? Nem gêmeos somos. Eu sou mais velha que ele. Ele parece meu pai. Me chama de filha. Eu corro pra ele, quando estou desesperada. Ele hoje me ligou porque sentiu a mesma necessidade.
Eu não tive filhos. Ele também não. Ele se casou e tem ao lado uma mulher que o ama, mais que a ela mesma. Eu, que não me casei e não tenho ao meu lado, alguém que me ame tanto assim, sei que nossos destinos estão selados, desde a maternidade. Brincamos juntos na infância. Curtimos amigos em comum na adolescência. Estudamos nas mesmas escolas. Dividimos a mesa tantas vezes. Brigamos poucas. Não somos de brigas. Somos de "fazer as pazes".
Estou com muita saudade do meu maninho. E queria muito que ele fosse feliz, mais feliz. Porque se ele estiver feliz, também estarei feliz.

26 July 2013

"faço longas cartas pra ninguém..."

Não cheguei até Natal. Nunca estive em Fortaleza. Duas cidades, em dois estados, que pretendo aterrissar, ainda esse ano. Metas bobas, obviamente, já que posso fazer isso, em dois tempos. Até em um tempo só. A estrada é uma só. Entre curvas, setas e declínios, eu poderei cumprir a promessa de conhecer a região nordestina [na íntegra] e rapidamente.
Estar em João Pessoa, nesse momento em que escrevo, faz parte disso. Mais que participar de um evento, quis muito conhecer a Paraíba e seus encantos. Pouco pude ver e sentir, já que a ida para UFPB era e foi a razão dessa viagem curta, de dois dias e meio.
Voltarei para Maceió sem saber direito como funciona esse estado. Felizmente pude visualizar os coqueiros daqui, e perceber o quanto são tão distintos dos de lá. São pequenos, enfileirados. Dominam a orla, as casas de muros baixos, os suntuosos prédios, as novas edificações, os canteiros das avenidas principais.
João Pessoa é uma capital com ares de interior. Me sinto "em casa", ao lado de minha amiga-irmã Ana e na casa deles, do paraibano e da sua pernambucana, tão acolhedores e humanos.
Os meus diários de bordo, ultimamente, mais parecem devaneios. Procuro dar vida às coisas que sinto. Na escrita parecem menores. Deve ser o clima, que me intimida. A tosse ainda não cessou. O desconforto está presente. Me sinto impedida de fazer mais do que faço. Sinto sono de dia, entorpecida pelo xarope, com gosto de infância.
Meus dias estão bem medianos. Seguem iguais, mesmo estando eu, em lugares diferentes. Um sonho? Ah, como eu gostaria de ter para quem voltar. Fico imaginando o quanto seria bom que alguém estivesse, de braços abertos e olhar terno, me esperando, no desembarque. Quem é mesmo que me espera em solo alagoano? Ah, sim, o meu carro. Está lá, obediente e estacionado, esperando que eu dê uma nova partida. 
Enquanto escrevo, já no inferno astral do môblog, insisto comigo: esqueça essa música ou siga [mais] confiante. 

"lá mesmo esqueci 
que o destino 
sempre me quis só". 

18 July 2013

"Tô bem não, Dona Nalva!"

Essa afirmação, carregada de dor e sofrimento, não é de minha autoria. Uso-a emprestada. Eu e minhas manas. Até minha mãe, a Dona Nalva, de vez em quando a usa. Escutamos de uma linda senhora, já no fim dos seus dias. Aos poucos ela se despedia, desse mundo cruel e perverso. Desse mundo surreal, sem muita esperança e cuidado com quem envelhece. Ou seja, do mundo que não está nem aí para qualquer um de nós. Ela, a senhora ciente e consciente da sua condição, nos deixou um recado. Um ensinamento. Um olhar a mais, para seguirmos adiante. Ou retrocedermos em nossas ações.

12 July 2013

"Aqui está o seu troco, Senhor."

Você chega num posto de gasolina para abastecer seu carro. Olha para o lado. Consulta o relógio e vê que tem um tempinho livre, para gastar, enquanto os pneus são calibrados. Resolve sacar dinheiro, no caixa automático do seu banco, ali pertinho, à sua disposição. Ou resolve entrar na loja e comprar uma bebida. Um bombom de chocolate. Ou preservativos. Entra para dar tempo ao compromisso de mais adiante. Se distrai nas prateleiras, pensando no que precisa. Dedica cinco, dez, no máximo quinze minutos. Daí paga o que decidiu levar. E segue sua vida.

27 June 2013

enquanto isso na varanda...

Me jogo na rede. Fecho os olhos. Tento pensar em nada. Ligo o notebook no colo. Escrevo. Fico quieta ou caducando com muitas coisas, com os olhos e dedos no teclado, remexendo aqui e ali. Me delicio com a chuva fina a cair. Ou com o sol que chega de repente. Rego as plantas; converso com cada uma, coisas simples como: "bom dia, está lindona hoje!". Comemoro o fato de saber cuidar de cada serzinho vivo e verde nesse metro quadrado. É o lugar mais meu da casa, fora da minha cama. É lá que me envolvo em leituras e correções de provas. Vez ou outra levanto olhar e abro um sorriso ao entender um presente: fitar um novo arco-íris que surge, em meio aos prédios e árvores vizinhas. Escuto [alheia] o vai e vem dos carros, com suas buzinas e seus apressados motoristas ou passageiros. Vejo cenas gritantes ou muito amenas: colisões entre carros, pessoas se desentendendo ou simplesmente ciclistas confiantes e sorridentes. Observo crianças saltitantes, indo para a escola, com suas mochilas e suas lancheiras carregadas de heróis e suas cores cintilantes. Faço e atendo ligações. Desperto curiosidades com os segredos e resenhas contadas às gargalhadas. Lembro de quem está longe. E com quem gostaria de dividir esse mesmo espaço, que acalma e embala. Coloco para inundar minha alma o especial noiteluzidia, de Maria Betânia, pela milésima vez. Suspiro. Chega a noite. Tento em vão esquecer dos compromissos e prazos. Faço muitas caretas. Contemplo a vida acontecer, lá fora e aqui, dentro de mim. Me despeço. Foi e é assim: todo dia eu me despeço de quem eu fui na véspera.

25 June 2013

"por ser de lá..."

Difícil resumir [em caracteres] sobre saudade. Essa danada que me consome e me nutre, ao mesmo tempo. Quando ouço uma canção, quando sinto um cheiro, quando vejo uma foto, quando me deito, quando acordo, quando vejo televisão, quando vou ao cinema, quando me despeço ao telefone, quando chamo por torpedo, quando recebo carinho virtual. Quando me dou conta já estou assim: dominada, apaixonada, muito saudosa.

26 May 2013

uma viajante às avessas

Ela não curte mochilões pesados nas costas, portar garrafinhas de água mineral, andar muito por trilhas, afastar mosquitos, ficar suada, muito menos fazer parte de grupos de turismo. Com todo respeito pelos bons profissionais, essa viajante não suporta ser conduzida por guias. Também não tolera albergues ou hospedagens barulhentas, quartos sem ar condicionado, banheiro sem chave na porta ou água fria no chuveiro. Ama lençóis limpos, macios e nenhuma fresta do dia impondo sua presença, antes das 8h.

20 May 2013

♥...mudaram as estações, nada mudou...♥

Claro que já fiz posts demais dedicados ao legado de Renato, o Russo, e sua Legião, tão urbana e querida. Já ouvi suas canções em momentos diversos, ao longo dos anos. Já chorei e copiei versos em geladeiras, em espelhos, em cartas, torpedos, anotações avulsas de qualquer ordem. Sou o tipo de fã incondicional. 
Tanto faz que um novo filme ou documentário retrate bem ou mal, assim ou assado.

9 May 2013

só as mães são felizes?

Verdade. Eu chamo o môblog de filho. É uma brincadeira óbvia. Sei que ser mãe é padecer no paraíso, não maravilhar-se o tempo todo, como eu sempre faço quando aqui adentro. Mas decidi escrever sobre "ser mãe", para não deixar passar com indiferença um dia tão simbólico, talvez um dos únicos que de fato me emociono e me dedico a enaltecer a minha amada mãezinha, tão generosa e dedicada, que me acolheu em seu ventre e me acolhe continuamente, de tantas maneiras lindas.