Estou de olhos fechados. Eu e minhas viagens. Sempre embarcando em sonhos. Não sei aonde estou. O pensamento voa tão longe e tão alto que não consigo visualizar terras, mares, casas e prédios, muito menos aquelas "maquetes", pequeninas e minúsculas, que conseguimos visualizar, quando sentados olhamos para baixo, pela janela de um avião. Daqui de onde estou, não consigo ver vida circulando. Sinto apenas os meus pés fora do chão. O coração, sombrio, também não sente o que é real. Talvez esteja tão frio, que sequer sinto o pulsar costumeiro. Não estou ofegante. Dos devaneios que faço, ou dos que aqui registro, resta apenas a certeza que estou indo, indo, indo.... me pergunto se é para longe de mim. Fujo para longe de mim? Daí vem
ELE e me responde de imediato, e lindamente que, "aonde quer que eu vá, levo você no olhar..."*.