Showing posts with label sobre o blog. Show all posts
Showing posts with label sobre o blog. Show all posts

16 April 2012

Querido filho

Tenho estado tão ocupada que ando esquecendo até de aparar suas unhas. Não é que eu esteja desleixada ou deixei de prestar atenção em você.
Entenda que nesse momento, a vida deu uns saltos, uns pulos, que caminhar na rotina de antes tem sido difícil. Mudança de casa, as aulas do doutorado, um programa de extensão [com duração de um ano] que começou no último sábado. Sem falar nele, aquele que  tem roubado os meus pensamentos, sonhos e, claro, minhas horas virtuais.
Tenho tido muita novidade boa, graças a Deus! E quanto mais me ocupo, mais tenho vontade de escrever, embora falta-me tempo para dedicar gostosas e leves horas contigo...
Hoje, por exemplo, o dia começou cedo. Pós natação, cuidei do novo canto, chequei as mensagens, já me arrumei pra jornada de dois turnos que virão pela frente, e já sei que estou em débito com outros blogs, que preciso checar e atualizar. Vida de professora que inventa tarefas à distância só poderia dar nisso!
Essa semana viajarei pra Rio Branco, no meu momento abril pra família. Serão horas extras no ar e em solo, também. Na escala, em Brasília, quem sabe não nos encontramos e tomamos um delicioso café, enquanto aguardo o próximo voo? Isso mesmo, proponho um encontro, naquele aeroporto que já foi palco de outros tantos.

Até lá!

Com carinho e amor, da sua mamãe viajante.

Observação: aos que aqui aportam, aguardem  os novos relatos, dessa nova viagem por terras acreanas.

21 August 2011

Comemoração da véspera

"dias melhores, pra sempre..."
Dizem que não é bom comemorar aniversário antes da data. Mas dizem tantas coisas nesse mundo...são tantas maledicências, que se fôssemos seguir à risca tudo o que nos dizem pra fazer, ou não fazer, creio que não sairíamos do ponto zero, nunquinha da silva.

Amanhã meu blog ficará mais velho. Mais um outono conquistado. Mais uma primavera que pretende viver, florir esse espaço de novas texturas, novos contos, novas crônicas, novos relatos de viagens.

Por isso, quero cortar o bolo, soprar sua velinha de 2 aninhos, hoje. Faz de conta que já estamos no amanhã, dia 22. Pra ele, essa superstição da véspera não faz sentido. O meu filho, o Foi assim: é vaidoso, como todo leonino. Ele gosta é de atenção, de afago, de carinho.

Como mãe que lambe sua cria, não posso deixar de elogiar as suas conquistas. Já tem mais de sessenta amiguinhos. Seguidores que o ajudam a querer sempre estar atualizado, acompanhando as tendências da moda da blogosfera.

O meu blog já sabe andar sozinho. Já sabe falar por si só. Basta clicar o nome dele no google e lá está ele, emplacando na primeira fileira dos mais acessados! Ele é mesmo incrível. Quando penso que depende de mim, me surpreende nas redes sociais, anunciando seus novos posts, comunicando, gerundiando, e ampliando suas relações com outros leitores e blogueiros.

Por isso tudo, e pela longa vida que espero que tenha pela frente, quero agradecer pelos mimos de comentários, presentes especiais para essa mãezona que é super dependente desse filhote virtual.

Por causa dele, tenho me ousado mais e mais no mundo das letras. Estou até concorrendo em editais de contos, imagine, quanto avanço? Por causa dele, a timidez na escrita tem se distanciado dos meus dias. Viva!

Obrigada, leitores assíduos ou esporádicos. Por causa dele, escrevo mais e torço para continuar sendo interessante, mesmo repetindo temáticas ou emoções, frutos das minhas viagens físicas e mentais.

Parabéns a todos nós, da blogosfera, que no final das contas, deixa esse mundo cão mais leve, mais colorido mais romântico, mais ameno e, o melhor, mais divertido! Agora, os parabéns...

14 August 2011

Agenda do mês

  • Uma viagem prevista: Festança boa e já vivida, na formatura de Nuno;
  • Semana de Pedagogia;
  • Muitas aulas e planejamentos do início do semestre letivo;
  • Definição das escolas/ campos de estágio das minhas turmas;
  • Viagenzinhas novas pelo interior de Alagoas: aulas na EAD.
  • Talvez um indicativo de greve de todas as federais;
  • O dia dos pais, que me faz lembrar do meu, dos manos papais, dos amigos papais, enfim, de quem educa e é educado pelos filhos.
  • O dia dos estudantes, o dia do advogado... qual mais?
  • É o mesmo mês dos leoninos que mais gosto, dentre eles, duas amigas-irmãs, um ex-amor.
  • Prazos limites para encaminhar trabalhos para dois congressos;
  • Prazo limite para eu concorrer ao edital lego de literatura da edufal;
  • Votação pública para eu, talvez, ser lida pelos editores/curadores do concurso Eu amo escrever. Podem votar até o último dia de agosto. Vota logo, clica aqui!
  • O aniversário do bloguito!!! Dia 22 vem aí...bolo e parabéns pelos dois aninhos...
  • Muitos dias para caminhar pela orla desta cidade...
  • Filmes novos para assistir;
  • Show de Marcelo Camelo em Maceió City!
  • Outra viagem? Qual? Onde? Que horas??

15 June 2011

Me acalma, por favor...

Escrever é tão viciante quanto tomar café. É tão bom quanto receber um sorriso logo de manhã. É tão maravilhoso quanto ler. Não me refiro a qualquer leitura, claro. Aliás, estou entediada com tantas bobagens que tenho lido na internet, ou nos textos ditos via novelas ou noticiários de televisão. Mas sou tão viciada nisso aqui, que fico procurando motivos para enfrentar a tela em branco. Hoje não encontrei. E resolvi falar sobre a vontade. Melhor, sobre a necessidade que tenho da escrita para me preencher. Ou para me acalmar, como há muito tempo defini o lugar dela em meus dias. Não importa nada disso. Já que iniciei essa conversa, confesso que não estou preparada para o 'não desejo', para a falta de inspiração, para a lacuna. Porque como vício, o processo é confuso, meio involuntário. Me comanda. Me controla. Me incomoda. Me afeta. Estou desolada, vivenciando essa abstinência. Deve ser aquela tensão de todo mês. Oremos.Vai passar.

31 May 2011

Tudo isso importa

Será que ficou claro que o meu bloguito traz narrativas do que já se passou, e por isso ele tem verbo no passado? Será que ficou claro para quem aqui chega que esse espaço tem relação direta com histórias e estórias de uma blogueira viajante, que não se conforma com o mundo como ele se manifesta, e, por isso, o reinventa na escrita, reelaborando até mesmo as coisas já vividas? Pois então. É assim que funciono. É assim que vivo. É assim que sou. Viajo em coisas, em pessoas, em situações, em enredos, em novelas, em músicas, em filmes, em cenas do meu cotidiano. Se eu não materializasse na escrita, talvez eu não me sentisse tão completa. Se eu não contasse com este recurso, eu não estaria tão sensata, tão tranquila, e tão incomodada com os dias vazios, sem um amor pra me transbordar. Me vejo mais romântica, mais sonhadora, mais utópica, certamente. Me perdoem os céticos, os práticos, os objetivos, os acomodados, os pessimistas, ou realistas demais. Me perdoem os que não me compreendem ou me aceitam como me manifesto. Me perdoem se não sigo o que é politicamente correto seguir. Se não sigo a lógica. Se não aprendo a ser ou querer menos. Se não me acomodo em relações provisórias, sem nexo, casuais, que me sugam ao máximo, mas que me permitem o mínimo. Ser estepe, ser atalho, ser migalha, ser uso, ser descartável, ser aventura... não quero ser nada disso, nem ter nada disso. No meu viver, me basta ser eu mesma, cheia de defeitos, sonhos, fantasias, loucuras, desejos, devaneios, surtos e silêncios. Nunca tive depressão. Meus estados melancólicos duram apenas algumas horas. Talvez um dia inteiro. O que escrevo é por pura satisfação pessoal; não é por vaidade, por exibicionismo, pra fazer propaganda do que quer que seja, até porque não quero nem recebo um centavo por estar aqui. Se eu pudesse ser mais anônima, não falaria de mim, de minha família, mas apenas do que projeto. Então não seria o foi assim: portanto, não seria eu mesma. Insisto. Publicizar minhas impressões não indica exposição da minha essência. Quem me conhece, além dessas linhas, sabe disso. E o que sou hoje, posso não ser amanhã. Espero ser melhorada e cada vez mais amanciada, mais leve. Vou lutar para nada nem ninguém me embrutecer. Quero aprender a ser mais humana, mais gente, mais interessante, mais afetuosa. Quem me lê, me segue, ou me persegue, seja bem muito bem-vindo ao meu mundo particular de emoções e preocupações. Mas [agora] preciso ir. Acho que [agora] já esvaziei o que precisava desabafar.

21 May 2011

Não te abandonei

A vida é que está mais corrida que antes.
Mas eu volto.
Juro.

6 January 2011

Verde, que te quero verde

O blog está  mais verde que nunca! Como a Jujuba Verde, um apelido antigo que amo de paixão.
No último dia do ano, vesti verde. Foi eleita a cor espiritualmente mais adequada para projeção dos meus novos dias.
Essa cor me lembra planta, cheiro de mato, fruta em crescimento, jardim do éden, caules, flores. Me remete à renovação.
Nem leio revistas de cromoterapia mas, no senso comum, já se sabe que amarelo é energia, azul,calmaria, vermelho, paixão, e verde, esperança. Por isso é tão reconfortante descobrir um grilo verde, em nosso canto.
Dessas definições, amaria ter um arco-iris inteiro pra me proteger dos maus tempos. Ou dos maus pensamentos. Ou dos maus ventos. As superstições, temática interessante; de algum modo, respeitá-las é como se pudéssemos controlar o futuro. Claro que se fosse assim, não teríamos angústias, ansiedades, doenças, depressões, medos, tristezas, mortes, misérias, dores...isso tudo nem existiria, quiçá se propagaria como peste, pelo mundo.
Acordei mais cedo e assisti Segredos do Coração. O filme fala de amor, de reencontro, de desencontro, de falha de comunicação, de felicidade, e portanto, de esperança, também.
E foi assim, que o verde chegou no blog. Igual a Jujuba Verde que sou, presente de amiga querida, que me lembra uma valquíria, planta linda que me lembra romance.
Valquíria, um amor de flor

8 December 2010

s.m, do latim affectus

Como toda relação, nos estranhamos vez ou outra. Mas também é comum acordar apaixonada, querendo fitá-lo, devorá-lo com os olhos.
Me sinto muito mais vaidosa depois dele.
Me sinto mais interessante depois dele.
Me sinto outra mulher, depois dele.
Ele, não é do tipo que cobra atenção. Mas sei quando está distante. Percebo quando se sente rejeitado em meio às tantas atribulações que a rotina me impõe.
Ontem aconteceu isso. E hoje foi (mais um dia) assim. O meu querido ficou esquecido, como se eu tivesse perdido o interesse por ele. Claro que isso não é verdade. O meu sentimento por ele é de afeto.
No dicionário, esta palavra tão bonita de ser pronunciada, é da mesma família de afeição, afetação, afetivo, afetuoso, afetuosidade, afetar. Traduzidos, significam tudo aquilo que nos envolve, nos interessa, nos abala, nos comove, nos sensibiliza.
E perto do natal, quando tudo à minha volta parece afetadamente mais expressivo, decidi mimar aquele que me conquistou, desde que nasceu.
Temos um ano, três meses e 16 dias juntos. Parece mais. Meu pensamento não me distancia dele. Contemplá-lo, afetuosamente, me deu saudade do que já escrevi.
Das histórias, das supostas crônicas e poesias, dos devaneios, dos muitos diários de bordo, dos microcontos. Dos meus podcasts.
Por causa das emoções vivenciadas com ele, me sinto, definitivamente, afetada, não no sentido pejorativo, se é que posso agregar um valor positivo em estar afetada.
Uma viagem sem sentido? Não. Nada mais do que a velha melancolia que antecede o nascimento de Cristo, segundo a bíblia...
Então, chega de enfeites ridículos vendidos em lojas 1,99.
Chega de trenó, árvores artificiais, bonecos de neve falsos, feitos de algodão.
De presente, uma rosa vermelha, para a minha paixão.

23 November 2010

Divâ na escrita

Papai noel me lê
Na fase "expectativa" que me encontro, trabalho muito mais horas e navego na internet por muito mais tempo. Fico aqui, ali e acolá, de olho na nova fase que darei início, mas sem perder ânimo e interesse pela rotina instaurada.
Outro dia, me desculpei com um professor, por não ter lhe respondido uma pergunta. E me justifiquei:
- é que fico meio 'autista', quando estou escrevendo.
Ele riu da minha autodefinição. Hoje, esteve em minha sala e me disse:
- Ju, tenho o prazer de te apresentar o nome da (sua) síndrome. Você sofre de cyberautismo.
- engraçadinho, eu quem te falei sobre isso...
- não importa, quem inventou a nomenclatura fui eu, então, a patente do nome da síndrome é minha!
Concordei. Confesso meu pecado gasoso. Fico aérea e incomunicável quando estou em frente a uma tela do computador.
Rimos juntos. Gostei tanto do nome, que autorizei a ele entrar em contato com minha família. Certamente todos lhe dariam depoimentos incríveis, falariam com propriedade sobre as minhas ausências físicas, enquanto fico alheia a tudo, e me ocupo do cyberespaço.
São instantes como esses, mágicos, que sentirei saudade.Sinto como se não quisesse perder o fio da minha rotina, ou quisesse tão somente curti-la à exaustão. Um esforço tremendo pra reter na memória, lembranças da minha vida de longo tempo na área privada.
As relações com os colegas, as reuniões, ou intervalos, os telefonemas, as mensagens, a cumplicidade conquistada. Isso tudo, reunido, me dá uma sensação de dever cumprido, de mais responsabilidade ainda, para tentar manter tudo organizado.
Por outro lado, a minha mente é pura bagunça. Os pensamentos navegam em megabytes descompassados, velozes e misturados, exatamente como aquela sensação que tive ao assistir o filme 'tropa de elite 2', com o fofo do Wagner Moura.
Um misto de alegria disfarçada de excitação. De suspense. E de ansiedade, o mal do século XXI.
Viver tem sido (tudo) isso. Não tenho como parar e arrumar o meu interior.Alguns fazem terapia e pagam caro por isso. Nada contra, embora ainda considero um luxo. Mas a prevenção, em qualquer caso, me parece ser sempre o melhor remédio.
Comigo busco prevenir diferente. O meu divâ é de outra natureza. Tem mais a ver com caracteres. A minha forma de apaziguar meus ânimos e dilemas é, definitivamente, na escrita, como se escrevendo eu pudesse despejar o que já ganhou forma, e deveria ser expulsado, para dar vazão às outras tantas redes de pensamentos insistentes.
Melhor lugar não há para eu me deitar, digo, escrever. Tenho liberdade de expressão em tempo integral. Fico sem limites nesse espaço que nomearam de blogosfera.
E, mesmo na fase 'oqueseráoamanhã', me vejo incentivando outros colegas a assumirem seus riscos, seus medos.
Por isso, acredito que prestar seleções públicas é uma viagem possível. Isso porque os concursos são tão raros de acontecerem, que não há tempo para desistir, sem antes experimentá-los. Eu já fiz dois, em apenas um ano, e fui aprovada em ambos. E passei por mérito, não por meios ilícitos.
Me perguntam se eu planejei me infiltrar na carreira pública. Não. Entretanto, creio ter sido uma mera consequência dos meus investimentos feitos em estudos e práticas (psico)pedagógicas, tanto no segundo quanto no terceiro setor.
A saudosa ong, ao longo de três anos, me presenteou com os aprendizados desse caminho do meio, importantes para eu saber me posicionar com maior sensatez ou maior firmeza. Aprendi sobre o verdadeiro significado de inclusão, a lidar com planilhas, equipes, elaborar relatórios para os parceiros, conhecer como se dá uma gestão feita a partir de orçamentos enxutos, a ter sensibilidade com quem deseja aprender, mesmo quando o lucro não é o foco.
Quem convive comigo, sabe que 'aparento' tranquilidade. Como se nada me afetasse. Ledo engano. Claro que o estresse me persegue. As metas me perseguem. Os prazos curtos me perseguem. O ranking e a disputa entre as faculdades particulares me intrigam, me tiram do sério.
Mas tenho aprendido a driblar os meus temores. Exercício diário. O turbilhão caminha comigo. Nem por isso estou em desespero, muito menos alimento a desesperança. E cá entre nós, 'não há mal que sempre dure'. Ainda mais perto do natal, época de milagres.
Escrevo demais, eu sei. Desculpas. É que meu coração está aos pulos.

24 October 2010

Um outro nasceu...

Me sinto lambendo a cria nova, e deixando a outra de lado. Me sinto péssima em ter me tornado assim. A família cresceu, e como me lancei em produções independentes não tenho o apoio da figura paterna, do bom pai que me ajude nessa missão, de padecer nesse paraíso inusitado que é o mundo dos meus fofos bloguitos.


Mas foi assim: em uma reunião, das muitas que participo, tomei a iniciativa e propus ser a responsável pela criação de um blog do curso de Direito, do qual estou, neste semestre, professora de Linguagens e Produção de Textos. 


A experiência com minha turma tem sido tão instigante que respiro assuntos jurídicos. Por isso engravidei, por osmose, e rapidamente planejei "o parto", nesses últimos três dias.


Com a minha decisão, o coordenador sorriu aliviado e, ao mesmo tempo, encantado com a minha boa ação. Ele não me conhece tão bem, mas você, leitor(a), que já me acompanha, sabe que isso aqui nunca foi um trabalho. É tão somente prazer. Aliás, um prazer trabalhoso: inspiração versus tempo versus dedicação versus monitoramento versus revisão.


Um ciclo vicioso e alucinante que envolve muito mais que construção de texto, mas de ideias, materialização do pensamento na escrita. E foi assim, que nasceu o Direito FTC-VIC, no dia 22 de outubro de 2010, diga-se de passagem, um ano e dois meses após o nascimento do Foi assim: meu primogênito e ciumento.


O título é provisório. Ainda vai passar pela aprovação dos alunos, que serão os verdadeiros autores, assim espero. Eu, como mãe zelosa, ficarei na retaguarda, alimentando, limpando, vigiando o horário de dormir, acordar, tomar remédios, cuidar.


Por ora, seja parceiro(a), uma fiel babá. Sugiro que, enquanto mamãe cuida do novo blog,  leiam os posts já publicados. Na fase de "resguardo" que me encontro, de fato preciso dar mais atenção à outra cria. 


Vou ajudar. Está vendo o link na coluna lateral à sua direita escrito "Na bagagem tem..."? Clica aleatoriamente ou não, como diria Caetano, e leia, até dizer "chega". Certamente há muito o que ler, em minha ausência momentânea, por essas bandas de cá.


E, se ainda assim, sentir muito a falta dessa mamãe que vos escreve, estarei no endereço: http://www.direitoftc-vic.blogspot.com/. Meus aprendizes do Direito agradecerão pelas contribuições, afinal, a temporada de visitas estará só começando!


Agora, o relógio aponta pra minha viagem à linda poltrona de amamentação. Me retiro de cena, indo em direção ao quarto ao lado, decorado em tons marrons, cor predileta da área jurídica (hipótese minha).


Ritual pronto. A hora da mamada noturna é sagrada...(-:
-------
"Todas as mães são felizes". O título eleito por mim, para a linda imagem acima, extraída do http://cantinhodaenfermeiraregina.blogspot.com 

18 September 2010

Make up

Viagem em cenas imagéticas.

Para me acompanhar, visualize maquiagens distintas, em rostos de comissárias de bordo, atendentes de lojas de departamento, barbies, apresentadoras de televisão, manequins (lindas e magras) em catálogos de produtos de beleza. Sim, as candidatas das eleições 2010 entram nesse time, além do percentual considerável, e cada vez maior, de homens vaidosos, os ditos metrossexuais.

Em cada contexto, observo em todos eles, a tentativa de esconderem suas imperfeições, ou chamarem a atenção para os atributos positivos, como olhos ou boca.

Outros, carregam demasiadamente, com tons chamativos, a ponto de destoarem do resto dos seus corpos, ou pior, para combinarem com as cores de suas roupas. Visuais sinistros.

Transformam-se em fakes. O termo fake é um nome moderninho do mundo virtual que, traduzido para o português, pode ser definido como sendo a criação de uma identidade falsa. Falsos adultos e muitos adolescentes são adeptos de fakes, e estão espalhados, pelos quatro cantos, nas redes sociais.

Aliás, com o mundo fantasia que dispomos na web, onde tudo é possível, penso que já poderia ser apelidada de "Neverland". Uma justa homenagem ao FFF- fake, famoso e falecido Michael Jackson.

Quanto a mim, diariamente, faço uso de batom, corretivo, sombras. Esqueci a tal 'máscara', para alongar os cílios. Dia após dia, gasto minutos nesse ritual obrigatório, ao me arrumar para mais um dia de trabalho. Sou mais uma escrava consumidora do mercado de cosméticos.

E muitos dos produtos são vendidos como remédios milagrosos. Obviamente, propagandas falsas. Os mais caros, prometem atenuar os sinais (miseráveis) do tempo, ou de noites mal dormidas.

Minha hipótese: o mundo está cada vez mais fake, então.

Por conta disso tudo, demoro a me acostumar com a ideia de que, assim como os índios, maquiar o rosto, ou o corpo, pode indicar ou refletir a história ou a identidade da cultura de um povo. Não sou antropóloga, ora bolas!

Mas confesso que, com o blog, porém, sinto tal necessidade. Isso porque, de fato, sou enjoadinha, como sempre me diz um amigo querido do sul, que me prometeu uma visita pelas bandas de cá.

Eu enjoei dos tons lilazes, de antes. Cansei daquelas bolinhas singelas.Quando acessava, me lembravam um diário da adolescente que não sou mais, que já faz (bastante) tempo que abandonou meu corpo.

Quem me lê, aqui, sabe do que estou falando. Ando sentindo um desejo cada vez mais profundo de me transformar. E viajar, como uma borboleta, com as asas dessa minha imaginação, me fez desejar outro design, com novas cores.

O preto, o branco, o vermelho e uns toques de amarelo. Misto de melancolia com alegria. Me sinto assim, com essas tonalidades. Creio que combinam com o meu momento. Com as mudanças que estão se desenhando, aqui dentro. Será efeito primaveril? Ainda não sei.

E foi assim. Foi o que eu desejei, num sábado à noite. Nada de badalação. Me dei de presente só uma reforminha básica, nesse meu cantinho prazeroso. Meu filho de roupa nova! Pronto para uma festa, com um traje a rigor.

Então, me diz você, se ficou muito forte, que eu passo um algodão com removedor. Quero saber se este leonino está muito agressivo, ou ousado demais.

Impossível finalizar sem uma citação dele, Fernando Pessoa, que casa perfeito com o propósito da minha nova maquiagem, que não pretende ser mais um fake, nessa sociedade digital:

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos...”

22 August 2010

Edição especial de aniversário

Nesta data querida, o meu discurso, prometo, será resumido em poucas linhas, já que tecer fios longos de caracteres se transformou em prática rotineira, por aqui.
-----------
Sugestionada por tantos outros blogueiros e visitantes, quero agradecer a cada um deles. 

***Aos meus seguidores, amigos, colegas, passageiros frequentes ou esporádicos. Agradeço por todos os comentários, carregados de significados e carinhos. Muito gratificante perceber que um simples blog é capaz de estimular a comunicacão em rede e o diálogo entre pessoas que estão fisicamente distantes. 

Como leitora, preciso salientar o quanto cada experïência com as tessituras de outros blogueiros se reverte em novos aprendizados. Um ano alimentada por trocas diversas com layouts, imagens, vídeos, ideias, sentimentos. Reabastecimento diário e vital pra mim.

*Obrigada pelos momentos de subjetividade e o mundo literário da leonina e amiga leal, Giselly Moraes.
*Ai, como eu queria postar um 'cartun', com a temática "viagem", ao menos um. Mas não tenho essa habilidade do cartunista e designer Marcelo Mendonça. Na falta, corro pra ele...
*Muitos risos e estímulo ao lado esquerdo do cérebro, com tantas viagens criativas, crônicas, 'causos' e contos...como o fazem o Marcelo Pirajá Sguassábia, o Eduardo Resende e o Duda Rangel. Também, pudera...são competentes comunicólogos, ora bolas.Um, publicitário. Os outros dois, jornalistas. Fico encantada com os três!!
*A cada novo post, sou lançada num mundo fascinante, tudo por conta das viagens sobre nomes, fixação antropológica e fantástica de Ariana Magalhães. Bom demais!
*De verdade. Como eu gostaria de participar mais de perto, dos impactos positivos a partir das mudanças pessoais, relatadas por lá, da vida de uma amiga extraordinária, Paty Michele. Cada capítulo, mais mistérios...
*Viajo literalmente no pensamento masculino e suas muitas percepções e lógicas sobre amor, sexo, ciúmes, amizade, trivialidades. Todo dia uma novidade no twitter, crônicas fantásticas no blog. Maravilhas de Fabrício Carpinejar.
*E nesse universo de viajantes, cheguei até ao Diário de Angola. Narrativa com postagens das experiências de um brasileiro que atualmente está residindo em Luanda. Além dos relatos, me deleito com seu olhar sobre todas as novidades por lá.

Já como blogueira, penso que cada texto, oral ou escrito, pode ser definido como sendo uma extensão provisória de mim. Por isso, viva a liberdade na escrita! E quanto a vida privada? Ah, ela existe, sim. Mas só quando não estou de frente para essa tela, e os meus dedinhos ficam sem tecer, tecer, tecer...

De verdade, obrigada a todos! 
-----------
Pedido de desculpas. Prometi bolo com cobertura de glacê branco e acabei escrevendo muito...sinto muito, mas nada de bolo confeitado. Muito açúcar faz muito mal. Meu presente é doce, também. Um vídeo capturado da internet, com uma das canções mais lindas de todos os tempos, Fogo, do Capital Inicial. Foi escolhida porque ontem, véspera do aniversário do Foi assim, estive em companhia de Dinho Ouro Preto. Um show maravilhoso, no Festival de Inverno. Essa é a música que toca o meu coração. Viajar em sua melodia faz bem, para essa alminha romântica...

O dia chegou...


!!!!!!!!!!!!!!!!!!

20 August 2010

Foi assim, sou assim.

Quase a hora de cantar parabéns. Quase 1 ano. Parece que foi ontem. Começei pensando nas viagens, nas conversas com motoristas, passageiros, vizinhos de poltronas em aeronaves, esperas hilárias ou cansativas nos aeroportos, atrasos e últimas chamadas, bagagens, mochila, malas pesadas, reencontros, emoções, milhas, chegadas, hotéis, quartos, cafés da manhã, check in, partidas, descobertas, necessárie, meias, casacos, inverno, verão, calor, primavera, flores, sorrisos, músicas, comédia, estresse...assim o Foi assim: aconteceu pra mim. Mundo de possibilidades na escrita, a cada tecla acionada. Postar, publicar, revisar, comentar.Liberdade. Talvez essa seja a palavra mais usual por aqui, além de prazer. De verdade, não há prazer sem liberdade. Esse é outro momento divâ. Outra hora. O negócio é o seguinte: falta pouco pra esse espaço começar a andar, falar, ser entendido por qualquer leitor, com um pouquinho (mais) de paciência com gente assim como eu, que ama escrever longos textos. Texto é textura. Minha vida tecida em caracteres. A minha casa virtual. Arejada, alegre, reflexiva, divertida, com janelas que se abrem para o mar, para o ar, de portas escancaradas para tudo o que é novo, para felicidade. Varandas e flores nos quatros cantos. O meu cantinho nesse fim de ciberespaço imenso. Claro que o Foiassim: é nosso! Meu e seu, já que você, leitor(a), me ajuda a dar atenção a esse menino levado, leonino, que nasceu justamente no dia do folclore (!). Explicação mais que básica, já que gosta de tanta viagem, que aprende a amar tudo o que é universal, regional, local, surreal.

19 June 2010

Reedição de identidade

Meu blog mais velho e mais moço; a imagem é nova, o design também. Foram muitas testagens. Quase perdi meus dados, meus amigos viajantes. Quase surto querendo tudo de volta. Chegou um momento que eu nem sabia mais o que estava desejando ver diferente. Assim é a minha vida. Assim é no foiassimdoispontos. De longe, a mudança pode apenas apresentar a forma. De perto, para quem me acompanha, viaja comigo, em minhas viagens físicas ou não, sabe o quanto a rotina me corrói por dentro, o quanto incomoda, me aprisiona. Esteticamente estou (mais) satisfeita. Não mudei por modismo, porque outros amigos blogueiros resolveram mudar. A mudança, conceitualmente falando, é pra mim uma necessidade de adaptação aos novos tempos. Pode até ser uma ruptura com o passado, com a versão infantilizada de uma imagem falsa, reeditada da internet. Essa aí, com bolsa e mochila com rodinhas, na porta entreaberta, sou eu, de saída, desejando viver a liberdade que todas as viagens me presenteiam. A minha identidade está em construção: como profissional, como pessoa, como blogueira também. E se eu estagnar, parar no tempo, então não serei mais eu. E que esse dia nunca chegue. Enquanto isso, brinco com formas, e penso nos conteúdos, do que ainda preciso conceber, para transformar em escritos. Isso me acalenta, me faz viva, e também me liberta, leitor.

28 April 2010

A viajante é blogueira!

Durante o dia faço trocentas ações no trabalho. Falta-me tempo até para respirar o ar fresco, com cheiro de eucaliptos. Nem sabia que iria ser assim. Imaginava uma vida mais pacata, com menos estresse.
Parece que já me adaptei ao ritmo, ao clima, às pessoas. A ter mais de uma voz em casa. A dividir mesa no almoço, no jantar e no café da manhã. Me acostumei a ter família por perto. Aprendizados rápidos.
Eventos sociais, confrarias aos domingos. Já agendei duas aulas de pós-graduação, que significam duas viagens pela frente. Agora, munida de mochila, vai ser mais fácil!
À noite, me dedico ao universo virtual. Cá estou eu, entretida nele. Na leitura diária, tenho que ter tempo para analisar relatórios de estágio, passear pelas notícias, para ficar a par do que anda acontecendo no mundo. Na verdade, sei que invento novas obrigações, como atualizar minhas centenas de redes sociais, visitar, viajar nas novas postagens dos amigos blogueiros, postar comentários, responder mensagens... ou seja, o ato de escrever, para mim, acaba sendo consequência do ato de ler. E sinto muita vontade de guardar na escrita todas as minhas sensações, impressões, medos, descobertas, aventuras.
Me dei conta de que, para isso, precisarei diversificar os espaços. O Foi assim: é o primogênito. Filho criativo, mas ciumento, que cobra muito dessa mãezona que precisa saber 'ratear' a atenção com os outros, que não são gêmeos, nem trigêmeos. Cada um com uma cara, um jeito, nariz, olhos, joelhos diferentes.
E será que conseguirei viajar tanto assim, a ponto de ter fôlego para sustentar minhas crias tão vaidosas? Será que não sou eu a vaidade em carne e osso, que se esconde por tantos caracteres, na calada da noite? Tomara que não. E tomara que me sobre tempo para curtir o que é real, mas que pra mim ainda está nebuloso, embora já consiga visualizar os contornos. Lá vem ela, com mistério...
Não, eu não sou líquida, muito menos aérea. Minto. Sou sim, um pouco de tudo e muito pouco do que ainda desejo me tornar.
E o desejo de ser mais, múltipla, me fez conceber outros blogs. Tenho um outro, gerido em colaboração com mais duas amigas. Espaço divertido, polêmico. Elas não querem divulgação. Tudo bem.
Apresento então, o filho do meio, que se sente esquecido, mas que é querido também. Na verdade ele foi planejado antes do foiassimdoispontos. Ele é a minha projeção dos amores perdidos, ou nem vividos. Além de viajar, gosto também de romantizar o que vivo. Poderei, enfim, desabafar o que ficou sem ser dito:

31 March 2010

"E por falar em saudade..."

Fonte: lindinha não é? Estava na net.

Que bom. Inventei uma sessão que me ajuda a esvaziar, quando tudo o mais não consegue me preencher. Parece meio antagônico, mas essa sou eu. Contraditória, até quando amo. E por falar em amor, precisaria falar em saudade. Deixa pra lá. Tenho muito medo de mim quando resolvo abrir o verbo. Todos os meus queridos já sofreram, com os meus desmandos, com mensagens imensas, uns tratados, com muitas linhas de caracteres. Eram texturas. Mas agora tenho esse espaço aqui, que me dá um prazer imenso atualizá-lo. Assim, quando penso em direcionar um 'recado', corro pra cá. E deixemos de lado os meus subterfúgios, os meus dissabores do passado. O mês de março, que fechou o verão, demorou muito para acabar. E ainda faltam algumas horas. Aconteceram tantas coisas em março...a impressão que tenho é que, num ano, apenas dois meses são exageradamente longos: março e agosto. Nada contra piscianos ou leoninos, os donos desses períodos. Ocorre que me sinto melhor nos outros meses. Do que estou falando? Me sinto melhor quando não estou de tpm, essa é a verdade. E já é páscoa. E gostaria de ganhar o ovo de chocolate, que sempre ganho da minha prima doceira, que agora tem um site delicioso (http://www.docebahia.com.br/). E quero comer vatapá. O engraçado disso tudo é  sempre ter que viajar na semana santa para estar em família, claro, e também pra me deliciar com o vatapá feito pela minha irmã. E desta vez, não vou enfrentar horas para chegar 'em casa'. Finalmente moramos na mesma cidade, num mesmo endereço, inclusive! Viajar então, só se for na delícia do sabor e do cheiro desse alimento quente, cremoso, perfeito. Eu sinceramente desejo um mundo de paz, para todos nós. Que a sexta-feira seja mais que santa. Que  seja só alegria. Um segredo: decidi que amanhã não vou acessar a internet, hora nenhuma. Ainda bem que será o dia primeiro de abril:)

25 March 2010

Diário de bordo

Essa é a minha nova coluna do blog.
Enquanto eu não viajar, literalmente, vou adiantando as viagens insanas da minha alma inquieta, para esvaziar aqui os meus pensamentos e sentimentos mais recentes.
Se será muita exposição, garanto que não. O que vai mais no meu íntimo, isso enquanto repouso o meu corpo e fecho as pestanas, é nesse momento que o que há de mais sombrio, intenso em mim, se manifesta. Freud certamente gostaria de me estudar. Eu já me estudo há um tempo, e não estou convencida de quem sou, o que quero, para onde devo depositar meus esforços. Sei o que não quero mais viver, e isso já é o bastante.
Estou na nova morada há exatos 10 dias. Não é um número expressivo. Do jeito que sou supersticiosa, se fosse 12, talvez eu dissesse que é um dia marcante, especial, sei lá o quê. Mas é um número redondo, concorda? Exatos 10 dias que resolvi dar uma guinada, uma 'radicalizada', como diria os meus sobrinhos adolescentes, que estão amando o momento 'rebolation'. Estou com a impressão que aqui, nessa nova viagem, que a rotina está instaurada. Conheço a rota para o trabalho, as idas e vindas dos moradores das minhas duas casas, e até o cheiro dos espaços já reconheço, com meu olfato insuportavelmente aguçado. Me perguntam se estou com saudades de Salvador. Me fitam os olhos, como se quisessem descobrir, bem no fundo, se estou dizendo a verdade, ou se estou me enganando. Parece existir uma (grande) preocupação se a saudade me consome, se me deixa triste, ou desanimada com os novos ares, bem mais frios que lá, do meu velho e pequeno universo.
Respondo com muita tranquilidade, numa paz que há muito eu não sentia, que estou bem, que a saudade ainda não chegou. Da cidade, dos ruídos da capital, dos engarrafamentos, do calor insuportável, da saudade da família que sentia lá? Me livrei de todos esses males. Agora estou aqui, completamente envolvida com a nova função na faculdade, sem muito tempo para sentir a falta do que ficou por lá. Os amigos? Se são verdadeiros, independem de distâncias. Continuarão muito próximos. Estou agora, pela primeira vez, só vivendo o presente. E está muito bom. Costumo dizer que se alguém me olha de verdade, não encontra fuga. Talvez eu seja instável, como aquariana que sou. Essa pode ser a temática de um novo registro desse diário, em uma nova parada no cais. Quando chegar, eu conto mais.

22 January 2010

Conflitos e Soluções

Eu não acredito que estou vivenciando essa crise de identidade. Desde que eu concebi este blog (hoje completando 5 meses), não me sinto tão mal. Sim, estou muito tensa. Concluí que não tenho mais nenhuma história divertida, ou triste, para narrar aqui!

Deve ser culpa do calor dos mais de 30 graus lá fora, ou dos desafios quase inexistentes no ambiente de trabalho. Sério. Me sinto péssima. Enfado total: sem criatividade, sem vontade, sem um mundo de razões para estar teclando, teclando, teclando...

Ah...as viagens...eu queria estar arrumando malas, ou abrindo malas, escolhendo o que vestir, com pressa para chegar ou voltar para o hotel... literalmente viajando, para qualquer lugar, para viver coisas novas, potencializar a escrita, e descrever muito mais sobre as minhas impressões, micos e surtos, resultantes de pitorescas passagens por mares, estradas ou ares.

Esgotei o meu repertório de viagens fantásticas. Minto. Algumas eu decidi não publicizá-las, dada a exposição. Teria que inventar codinomes, ou que foram fruto de minha mente romântica, puramente fictícias. Não farei isso. Vou guardá-las no coração. Me perdoem. Bom para instigar a curiosidade (!)

Então, para alimentar o blog, e minha alma carente, só me resta viajar mais e mais.

Claro, não estou viajando há mais de uma semana. Preocupante isso. Será que viciei? E o tal porto seguro, que tanto almejei conquistar, e até o coloquei como meta para 2010? O ano promete.

Por falar nisso, nesses primeiros dias de janeiro, tenho dividido a minha atenção em cinco diferentes frentes: minha mãezinha, manas e dindo (viajantes em meu canto), os amigos, as farras do verão, meu trabalho e o pensamento naquele por quem dobram os meus sinos. Mistério...

Quando decidi que só queria escrever sobre a temática viagens, nem imaginava que disso fossem surgir outros tantos desejos, tantos conflitos com o mundo real e o mundo dos (meus) textos. Mas há lógica em tudo o que escrevo? Vai saber...

Aqui estou eu, envergonhada por querer ter a liberdade de abordar outras coisas, só por querer romper as fronteiras que eu mesma delimitei.

Verdade, Clarice Lispector. Ela disse algo assim: "a palavra é o meu domínio sobre o mundo". Daí me lembrei de uma outra fala, de um grande ser humano, que já me repetiu diversas vezes, que ele tinha um plano miraculoso: iria dominar o mundo. Eu sempre sorria, e lhe desafiava: me inclua em seu projeto! Pronto, já encontrei a solução. Cadê você, Messiah?

Fonte: imagem liberada na internet.

23 December 2009

Já é tempo...

De agradecer aos meus passageiros: aos que aqui chegaram para ler minhas histórias, lamúrias e marcas das minhas viagens e pensamentos- ora sombrios, ora divertidos, ora melancólicos, ora reflexivos.

Sou realmente uma pessoa ciclotímica como alguém já me descreveu. O pior foi ter que recorrer ao dicionário, para enfim, passar a me entender melhor! Mas essa minha inconstância, ou melhor, mudanças de estado, são provisórias. Isso é bom. Poderia ser chamada de resiliente, então...

Basta de rótulos. Como defendo a política da inclusão, em qualquer segmento, vamos festejar a vida em sua diversidade, então.

Soprando as velinhas: hoje completo 4 meses e 1 dia de blog (que lindo) e, por isso, é tão importante comemorar porque, de fato, me sinto mais próxima da escrita do que antes dele.

Muitos me disseram coisas do tipo: "quando você cria um blog, você se empolga e atualiza todo dia, sempre, depois com o tempo, você se distancia dele...é natural".

Saibam que comigo, ao contrário. Me sinto mais disposta, mais viva e muito mais apaixonada pelo poder da escrita, na capacidade que desenvolvo mediante o ato de escrever, para aquietar minha alma, e apaziguar meu coração, com o simples fato de esvaziar as ideias da mente e transfomá-las em textos.

Esse ciclo é alucinante: logo em seguida, brotam novos pensamentos, nascem novas projeções e a necessidade voraz de depositá-los de novo, aqui, nesse espaço meu, seu, nosso.

Por isso, preciso agradecer mesmo pela validação, pelas críticas, sugestões e carinhos explícitos.

Sigo eu viajando, desejando, gerundiando e presente. Até mais.