Dia 22 de agosto de 2019 meu bloguito ficou 1 ano mais velho. 1 mês atrás a mamãe dele estava às voltas com a visita de avaliadores externos do Mec, para fins de recredenciamento da educação a distância da Ufal.
Dito isso cabem minhas desculpas, por esse atraso no registro de minhas felicitações ao môblog, por não ter conseguido pausar e escrever sobre essa data tão redonda, tão decenal, tão importante em minha trajetória como blogueira.
10 anos atrás eu vivia viajando de ônibus, pelas estradas da Bahia, aos finais de semana, para ministrar aulas de pós-graduação em Psicopedagogia. Por falar nisso, já me lembro que 2009 foi um ano que quase não curti minha morada em Salvador. A onda de trabalho era assustadora.
E de lá pra cá, será o que mudou? Mudou muita coisa em mim, na minha caminhada, mas o trabalho sempre foi prioridade, isso se manteve.
10 anos passaram voando, mas lentamente. Vivi cada mudança como se fosse a última. Festejei cada novo endereço, mesmo ciente de que era provisório. A provisoriedade vem me acompanhando e essa sensação de que "ainda vou mudar de novo" é uma constante em meus dias.
10 curtos anos me fizeram passear e atuar em diferentes espaços da educação, nos três setores da sociedade. Trabalhei em instituições privadas, mergulhei no universo das ONGs e, a partir de 2011, cá estou eu, dedicada exclusivamente à educação superior pública.
A escrita acadêmica e também a escrita livre permearam boa parte dessas experiências.
Aprendi a fazer relatórios técnicos, projetos pedagógicos, artigos científicos, organizei um livro, defendi uma tese e a partir dela, publiquei "Tem preto de jaleco branco?"
Já os desabafos espontâneos, por meio de crônicas e diários de bordo me renderam a calmaria. O blog sempre foi meu espaço predileto para despejar meus sentimentos, só que o ingresso no serviço público federal me despertou para militância, para necessidade de escrever sobre as muitas indignações que fui acumulando, nos últimos 8 anos.
O blog nasceu em 2009 e foi criado por uma pessoa muito diferente da que sou hoje e de quem estou me tornando. Há quem sinta saudade daquela blogueira das narrativas autobiográficas. Eu sinto saudade dessa fase, de mim, claro, da minha juventude, da minha leveza também.
Mas é importante destacar que gosto muito mais de mim agora, assim mesmo, do jeito que me manifesto. A ingenuidade foi sendo diluída e sumindo, a partir das águas de março de 2011, quando em apenas 1 mês de universidade pública, quando a ficha caiu, eu já me sentia profundamente comprometida com debates importantes envolvendo desigualdades étnico-raciais, democracia, a onda privatista na educação e a consequente descoberta da necessidade de rever tantas coisas em mim, para compreender melhor meu papel nesse cenário.
Lembro que na nomeação para o cargo de docente do magistério superior, da rede federal, eu assinei o documento de posse já consciente dessas transformações tão necessárias quanto urgentes.
10 anos se passaram e essa liberdade de escrever tem sido muitas vezes cerceada ou criticada, pelos leitores e leitoras que me seguem e dão retornos tão importantes.
Eu não faço ideia de como conseguirei resgatar aquela comicidade tão presente em meus textos de antes. Talvez a comédia não seja o meu forte. Talvez a melancolia me represente mais. Escrevo com paixão sobre as ausências físicas de pessoas muito amorosas e queridas que partiram desse tempo e espaço e, infelizmente, nunca mais vou poder conversar olhando nos olhos.
10 anos se passaram, meu corpo mudou, meu cabelo mudou e, sem dúvida nenhuma, minha apreensão do mundo, graças aos céus e orixás, também segue mudando.
Por isso a minha alegria ao finalizar essa reflexão. O foiassimdoispontos continua sendo meu, meu espaço livre, sem patrocínio, com minhas marcas, com minhas angústias, com minhas franquezas e com minhas fragilidades.
Me sinto e sei que sou muito mais humana e interessada na humanidade que antes. E os meus textos vão continuar refletindo quem escolho ser, considerando as minhas experiências como pessoa, como mulher e como profissional. Desejo mais 10, 20, 30 anos de escritos reflexivos e que a minha escrita continue me acalmando!
Showing posts with label Diário de bordo. Show all posts
Showing posts with label Diário de bordo. Show all posts
22 September 2019
19 June 2019
teste
Faz tempo que deixei de consumir roupas e sapatos.
Confesso meu vicio. Eu já fui muito viciada, consumista, que entulhava a casa com novidades no vestuário. Bastava o inverno apontar na esquina, e lá ia eu, correndo pra ver o lançamento das botas, minha maior coleção.
Quando me dei conta de que já era adulta, passei a me deliciar com a montagem da casa dos meus sonhos.
Por isso minha surpresa hoje, quando percebi o quanto estou feliz e alheia aos modismos. Há bastante tempo que eu não me encantava com alguma peça numa vitrine. Eis que meus olhos cintilaram, com um coração em cada um, ao ver a calça listrada mais linda e mais minha cara que existe.
Eu estava calçando havaianas, de mochila, cara lavada, e adentrei a loja sem sequer prestar atenção em que loja eu estava entrando, afinal “eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome” e quase nunca presto atenção em marcas!
Pois bem, perguntei pra vendedora que me mediu de baixo pra cima, começando pelas unhas expostas e recém-pintadas de “nude”.
- quanto é essa calça?
- qual?
- essa aqui!
- ah... deixa eu ver...
(aposto que sabia de cor, mas queria me humilhar)
- 636.
- como?
- 636 reais.
- ah, tá.
Não preciso dizer que não comprei, né? Prefiro investir num tapete pro meu quarto. Durará mais invernos e aquecerá meus lindos pés!
#elaadoracausos
Confesso meu vicio. Eu já fui muito viciada, consumista, que entulhava a casa com novidades no vestuário. Bastava o inverno apontar na esquina, e lá ia eu, correndo pra ver o lançamento das botas, minha maior coleção.
Quando me dei conta de que já era adulta, passei a me deliciar com a montagem da casa dos meus sonhos.
Por isso minha surpresa hoje, quando percebi o quanto estou feliz e alheia aos modismos. Há bastante tempo que eu não me encantava com alguma peça numa vitrine. Eis que meus olhos cintilaram, com um coração em cada um, ao ver a calça listrada mais linda e mais minha cara que existe.
Eu estava calçando havaianas, de mochila, cara lavada, e adentrei a loja sem sequer prestar atenção em que loja eu estava entrando, afinal “eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome” e quase nunca presto atenção em marcas!
Pois bem, perguntei pra vendedora que me mediu de baixo pra cima, começando pelas unhas expostas e recém-pintadas de “nude”.
- quanto é essa calça?
- qual?
- essa aqui!
- ah... deixa eu ver...
(aposto que sabia de cor, mas queria me humilhar)
- 636.
- como?
- 636 reais.
- ah, tá.
Não preciso dizer que não comprei, né? Prefiro investir num tapete pro meu quarto. Durará mais invernos e aquecerá meus lindos pés!
#elaadoracausos
11 September 2017
daí que ganhei o dia num banheiro público
Daí você entra apressada no banheiro, com muita vontade de encontrá-lo limpo, com papel e avança em direção à cabine disponível. Como não tem nenhuma livre, recua e fica ali, se apertando e torcendo pra vagar logo e chegar a sua vez.
Nesse momento de alívio (quase) imediato, a porta se abre e dá de cara com um lindo sorriso, seguido de:
- professora Jusciney?
- oi querida, como você tá?
- eu tô bem...
- que bom...
Daí você sai do "box" e o sorriso continua ali, presente, entre uma pia e outra e aí você se dá conta de que aquela menina quer continuar o papo do reencontro. Então você lava as mãos e pergunta:
- como está a turma?
- ah professora, eu não sei... já fiz mestrado e já estou no doutorado.
- hein? como é que é? quando você foi minha aluna?
- eu fui sua aluna em 2011, em Ciências Sociais.
- mas faz muito tempo... e lembrou de mim? Desculpa, mas são muitos alunos, muitas turmas...
- é, eu imagino... mas sua aula é ótima.. a senhora é inesquecível.
- ah... que lindo... assim eu fico emocionada... e veio visitar a Ufal?
- pois é... acabei de me inscrever num concurso pra substituto no Instituto de Ciências Sociais...
- ah... que legal, você vai passar! E como se chama?
- Noélia.
- Noélia... me conta aí do seu doutorado... o que está pesquisando? onde está fazendo?
- ah... uma pesquisa sobre o pensamento desviante na igreja universal do reino de deus, na Universidade Federal de Campina Grande.
- uau... o que será que vem por ai?
- ruptura, professora....
Daí que abri o meu sorriso também, desejei sorte no concurso e na vida.
Daí que num meio de uma segunda meio chuvosa, me apareceu Noélia e seu sorriso encantante com efeito dominó. Com tanta miséria humana alardeada pelos 4 cantos, eu penso que ainda é possível (e necessário) se animar.
#elaadoracausos #serdocenteéomáximo
(fim)
1 November 2016
sobre o dia do FICO
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades".
"Verdade que uma escolha sempre implica numa renúncia".
"Não dá para fazer uma omelete sem quebrar uns ovos"".
"Uma renúncia nem sempre é prejudicial ou nos fará infelizes".
"O mais legal do fim de um ciclo é saber que vem outro, logo em seguida".
"Verdade que uma escolha sempre implica numa renúncia".
"Não dá para fazer uma omelete sem quebrar uns ovos"".
"Uma renúncia nem sempre é prejudicial ou nos fará infelizes".
"O mais legal do fim de um ciclo é saber que vem outro, logo em seguida".
Parecem bem simples esses pensamentos. Mas carregam grandes significados e sentidos. Dependem do tempo para cada um de nós.
Para mim, significam muito.
Para mim, decididamente, viver na corda bamba, na dúvida, não deve ser coisa boa nem para librianXs. (risos)
Enfim, que os novos rumos e deliciosas novidades cheguem (com vontade) em meus dias.
A partir de hoje, viverei numa "Outra Maceió".
Aos meus sonhos, que não envelhecem jamais, sigo com o meu desejo de continuar sonhando em ser feliz.
E quero construir a minha felicidade aqui mesmo, nessa terra ESCOLHIDA, cheia de encantos e sofrimentos, dos quais me sinto responsável e por isso estou obstinada em querer contribuir para romper muros, desfazer nós e (quem sabe) construir outras pontes.
28 July 2016
enquanto chove...
Na rua onde moro também habitam alguns moradores de rua. Esteja chovendo ou não, todas as noites, antes de dormir, dedico um tempo em silêncio, pensando sobre isso, ainda que de modo distanciado. Tenho consciência dos meus privilégios, sim, mas isso não me impede de procurar por eles/elas, pelas crianças que crescem e brincam, resistindo às condições adversas, desfavoráveis e perigos presentes no "nosso" entorno.
Claro que gostaria de não vê-los mais ali, sem teto, naquele chão frio, sujo, impróprio para menores, maiores, jovens ou idosos/as. Gostaria de saber que receberam (por direito) dos poderes públicos,um endereço fixo, uma casa de verdade, e não de improviso, para que pudessem residir e desfrutar de um lar, com a mesma dignidade que eu ou qualquer outro ser humano deve ter.
Em dias chuvosos como esse, aproveito para agradecer e também esperançar.
Agradeço pelo aconchego do meu lar, pelo meu trabalho, por todas as minhas conquistas, pela comida que nunca falta e sobretudo pela possibilidade de estar sempre indignada frente à essa realidade, que é gritante e salta aos meus/nossos olhos.
Os moradores da minha rua não são e nem estão invisíveis. Ao menos para mim, nunca estarão. Espero que eu consiga continuar esperançando que essa dureza e crueldade sejam solucionadas pelo Estado que, no meu entendimento, tem o dever de cuidar e proteger a sua população vulnerável.
Claro que gostaria de não vê-los mais ali, sem teto, naquele chão frio, sujo, impróprio para menores, maiores, jovens ou idosos/as. Gostaria de saber que receberam (por direito) dos poderes públicos,um endereço fixo, uma casa de verdade, e não de improviso, para que pudessem residir e desfrutar de um lar, com a mesma dignidade que eu ou qualquer outro ser humano deve ter.
Em dias chuvosos como esse, aproveito para agradecer e também esperançar.
Agradeço pelo aconchego do meu lar, pelo meu trabalho, por todas as minhas conquistas, pela comida que nunca falta e sobretudo pela possibilidade de estar sempre indignada frente à essa realidade, que é gritante e salta aos meus/nossos olhos.
Os moradores da minha rua não são e nem estão invisíveis. Ao menos para mim, nunca estarão. Espero que eu consiga continuar esperançando que essa dureza e crueldade sejam solucionadas pelo Estado que, no meu entendimento, tem o dever de cuidar e proteger a sua população vulnerável.
11 February 2016
bodas de madeira
um balanço: 5 anos de Universidade Federal de Alagoas. 5 anos residindo em Maceió. 5 anos aprendendo a viver longe dos meus. 5 anos comemorando conquistas, amigos, uma vida em coqueiros. Nada foi assim tão difícil, mas também nada veio de graça. Tudo foi e é bom de se viver: tosse, enxaqueca, tpm, inferno astral, e até essa triste ressaca do carnaval que (felizmente) já passou
7 September 2015
estamos impotentes
Semana passada estávamos nós (45 pessoas), a bordo de um ônibus leito (#sqn) no trajeto Maceió-Brasília-Maceió. Fomos guiados por bons motoristas, mas um tanto quanto cansados desse vai e vem. Eu e Betânia Gomes não desgrudávamos a atenção das manobras radicais e ultrapassagens perigosas que eles realizavam. Corremos muitos riscos, com certeza!
Já somam 15 mortos e 66 feridos nesse grave acidente em Paraty... fico tentando imaginar as perdas dessas vidas, nas respectivas famílias. Em vão.
A verdade é que as nossas estradas (e sinalizações) são muito ruins. Estruturas, carros e motoristas deveriam ser periodicamente avaliados. Talvez muitas dessas tragédias seriam reduzidas.
Já somam 15 mortos e 66 feridos nesse grave acidente em Paraty... fico tentando imaginar as perdas dessas vidas, nas respectivas famílias. Em vão.
A verdade é que as nossas estradas (e sinalizações) são muito ruins. Estruturas, carros e motoristas deveriam ser periodicamente avaliados. Talvez muitas dessas tragédias seriam reduzidas.
30 August 2015
talvez um apelo
Em plena escrita da tese, a pessoa resolve dar uma pausa e viajar de ônibus, com um grupo (desconhecido) de estudantes, saindo de Maceió em direção à Brasília. Decide ir porque sua amiga e colega Betânia Gomes insiste muito. Desafio aceito, passa a conviver por horas e dias e noites com jovens cheios de sonhos, mas indignados com a situação das universidades públicas. Não pensam somente em seus umbigos. Primeira lição. E lutam com toda a energia que carregam. E cantam e brincam e se divertem. Não podemos cerceá-los em seus movimentos. Segunda lição. Daí você, presa a uma situação transitória, e bastante precária, passa a se preocupar com aquela juventude viva, sob sua tutela. Eu que AINDA não sou mãe, me senti co-responsável pela segurança deles. Terceira lição. Eu e Beta nos desdobramos como mães atentas. Ao fim da caravana, com um saldo de 72 horas de estrada, mais 48 horas pelos ministérios responsáveis diretos (do Planejamento e da Educação) para transformar essa dura realidade que nos assola (e por isso a greve se mantém 3 meses depois), a viagem chega ao fim, com todos em paz e (parcialmente) satisfeitos com os resultados.
Eu agradeço aos que nos confiaram essa exitosa missão: Adufal Seção Sindical e a Tiago Zurck e os demais professores organizadores desse evento. Juntos somos mais fortes. Não há polícia militar e repressão que nos retire o desejo de lutarmos. Mas a indiferença nos fragiliza. Não é uma lição... talvez um apelo.
Eu agradeço aos que nos confiaram essa exitosa missão: Adufal Seção Sindical e a Tiago Zurck e os demais professores organizadores desse evento. Juntos somos mais fortes. Não há polícia militar e repressão que nos retire o desejo de lutarmos. Mas a indiferença nos fragiliza. Não é uma lição... talvez um apelo.
3 August 2015
não era para estar aqui
Todo mundo deveria saber: a vida de um docente não é moleza. Os amigos, de outras profissões, se assustam quando falo da carga horária semanal de aulas, momento obrigatório para comparecer ao meu local de trabalho. Ironizam, dizem que a vida de professor com dedicação exclusiva (DE) é muito tranquila. Escuto perguntas assim: "quer dizer que só trabalha 12 horas durante a semana? Você não vai todo dia para o trabalho? Como assim, não odeia segunda-feira? Ah, vida boa, 45 dias de férias e mais os recessos? Nossa, você é que é feliz!!"
Óbvio que eu não ignoro essas falas.
Óbvio que eu não ignoro essas falas.
15 June 2015
tenho direito de ser repetitiva
Só pra dizer que estou amando a minha vida. E que se tivesse que vender carro, fazer empréstimo, enfrentar burocracia nos consulados e na universidade, aguardar conexões exaustivas, perder dinheiro, dormir poucas horas, errar caminhos, subir mais escadas, enlouquecer com o frio, fotografar até folhas no chão, tudo, tudinho, eu faria tudo de novo. A vida tem me ensinado que é melhor correr riscos que ver a banda passar.
18 May 2015
sigo morna
Escrever uma tese exige muito estudo, disciplina e inspiração. Não é uma brincadeira. Há pedras no caminho, e, às vezes, até dentro do sapato. Incomodam que só! Perdi dinheiro (ou fui roubada?) justo nessa moeda em alta por aqui, mas em baixa no meu bolso. Bom, eu não escondo o que me deixa fora do ar. Escancaro os instantes felizes e também aqueles que poderiam nem existir.
19 February 2015
há esperança
É muito estranho comemorar na véspera. Dizem que dá azar. Dizem tantas coisas, sobre tantas coisas. Eu não acredito no azar ou na sorte. Não gosto de pensar que sou sortuda ou azarada. Tenho procurado fazer por merecer minhas conquistas. E mesmo quando as coisas não saem exatamente como as planejei, e isso acontece mais do que eu gostaria, ainda assim, não acredito em energias ruins.
10 February 2015
...
1) Lá fora o tentador convite para desfrutar o sol. Aqui dentro, o clima ideal para voltar aos meus inevitáveis estudos. Ah, meu pai querido, sua filha realmente é uma sortuda.
xxxxxx
2) Os dias de inverno desapareceram, ainda que ameacem retornar, mesmo considerando a minha rejeição. Por isso clamo: volta inspiração. Chega bem perto e fica. Estou aqui.
xxxxxx
3) Café da manhã em boa cia. Me sinto casada. Acho tudo isso uma grande e maravilhosa loucura.
14 January 2015
invernou de vez
Agora eu entendo o mau humor de alguns... nossa risada é mais solta, quanto maior a temperatura. A gente sofre com o frio, em todos os dias, e, muito mais, em todas as noites. Loucura quem me diz que sente falta do inverno.
20 November 2014
brincando de ter inverno
Faz mais frio por essas terras. Tem chovido mais do que deveria para nós, pedestres em Lisboa. Eu não sinto vontade de colocar os pés fora de casa. Mas insisto que a vida segue, faça chuva ou não. Ontem inventamos de ir ao cinema. Eu e Camila Silva, parceira bem humorada que topa [quase] todas as aventuras comigo.
Estrago: eu saí do shopping com duas novas botas de plástico, mais meias e echarpes. Mas precisaríamos de roupas à prova d'água e de uma nave também, e claro, Matthew Mcconaughey, para nos conduzir mundo afora, com aquele olhar terno e sorriso quente.
Brincadeiras à parte, voltamos felizes, sem chuva por fora, mas em lágrimas por dentro. O filme é bem futurista, e se passa entre o espaço sideral, nas formas de vida inventadas, em diferentes planetas, com passagens paralelas sobre a vida na Terra.
Penso que a abordagem fílmica é mais amorosa que tecnológica. Amor que rompe barreiras físicas. Amor que rompe "bobagens" como tempos e espaços distintos. Amor que de tão grave, ressoa a partir da gravidade. Amor pela espécie humana, pelo outro.
Ah... tem até diálogo entre pais e filhos. Lembrei do meu querido pai. Escrevo muito sobre [e para] ele. Um dia quem sabe, ainda lhe farei um vídeo também, ainda que não seja em tempo real. Melhor ainda seria receber um dele. Emocionante.
#dicaquente #amocinema
Estrago: eu saí do shopping com duas novas botas de plástico, mais meias e echarpes. Mas precisaríamos de roupas à prova d'água e de uma nave também, e claro, Matthew Mcconaughey, para nos conduzir mundo afora, com aquele olhar terno e sorriso quente.
Brincadeiras à parte, voltamos felizes, sem chuva por fora, mas em lágrimas por dentro. O filme é bem futurista, e se passa entre o espaço sideral, nas formas de vida inventadas, em diferentes planetas, com passagens paralelas sobre a vida na Terra.
Penso que a abordagem fílmica é mais amorosa que tecnológica. Amor que rompe barreiras físicas. Amor que rompe "bobagens" como tempos e espaços distintos. Amor que de tão grave, ressoa a partir da gravidade. Amor pela espécie humana, pelo outro.
Ah... tem até diálogo entre pais e filhos. Lembrei do meu querido pai. Escrevo muito sobre [e para] ele. Um dia quem sabe, ainda lhe farei um vídeo também, ainda que não seja em tempo real. Melhor ainda seria receber um dele. Emocionante.
#dicaquente #amocinema
22 October 2014
meu primeiro mês naszoropa
A tarefa não é simples. Resumir em caracteres as emoções vividas, os medos, os percalços, os sustos, os avanços, os tropeços, os risos. Mas é gostoso olhar no retrovisor. Aliás. Um dos melhores espelhos que eu conheço. Amo perceber que estou seguindo e logo atrás há vida, há poeira, há árvores, há pessoas, há estradas, há retornos.
6 October 2014
mas o pão continua...
Mais um causo bobo das minhas andanças. Leia se estiver cansado(a) das competições partidárias na mídia e nesse mundinho azul... risos.... não fará mal nem bem.. muito pelo contrário... :)
2 October 2014
estou outra pessoa
UMA semana morando em Portugal, eu me olho e não me reconheço mais. Me parece que envelheci anos. Minhas roupas estão estranhas. Meus sapatos desconfortáveis. Ah, isso não vale, porque meu pé doendo sempre existiu em mim... :) Exageros à parte, penso que me sinto diferente porque acumulei milhas, rugas, ansiedades. São os acúmulos de novas experiências, novos sabores e muitas doses de imaginação, todas rejuvenescidas. Tomara que eu envelheça mais. Ou que a juventude volte bem rápido. Sigo com o olhar em câmera lenta, mas com passos rápidos. Tomara que eu emagreça. Tomara que eu pare de amar os PÃES. Tenho feito caminhadas diárias e nunca subi e desci tantas escadarias como agora. Estou com saudade de dirigir. Fato. Mas dos gastos adjacentes, não. Longe do volante. Bem próxima dos trilhos. Parei de reclamar do preço da gasolina e também de encher o tanque do meu "ex" carro, semanalmente. Já estou com uma carteira para circular em Lisboa; basta recarregar [uma vez ao mês] um cartão de $36 euros e vou poder abusar dos transportes urbanos. Não é que aqui há mobilidade urbana? Eu já sabia que sim. Só nunca tinha experimentado como funcionava na vida real. Ok, isso não é propaganda para o dia 5 de outubro!!! hehehe... eu me sinto bem e me sinto em uma nova casa, mesmo estando em outro país.
26 September 2014
causos de uma distraída
Aí eu fui lá, toda serelepe. Avistei de longe: Show do Maroon5 17jan2015. Corri, quase levo uma queda e comprei o ingresso. Comemorei por me antecipar tanto. Nunca fui tão planejada antes. Mas talvez seja o fuso, a ansiedade, o desejo de estar num show de uma banda que gosto muito. Daí mandei a foto do show pra uma amiga se animar e programar a vinda pra cá. E veio a lupa e me assombrou: 17jun2015. Ohsenhor... no dia do meu retorno para o Brasil..... corri de novo, quase levei um nova queda e, ofegante, apelei para o vendedor. Ele sorriu e disse: ok.
#simplesassim #susto
#simplesassim #susto
sou abençoada
As lágrimas correm soltas... por rever fotos da família e dos amigos na porta da minha nova geladeira; por ser aniversário da minha Tia Lola Gonçalves; por estar tão bem acolhida aqui, nessa cidade que agora moro; e claro, por ser tão sortuda. Não conheço + ninguém que se mudou de país num dia e que já está com toda a nova vida organizada na manhã seguinte. Eu agradeço pelo universo conspirar a meu favor. Ora, eu mereço. Sei disso.#abençoada #ohsenhor #muitassaudades
Subscribe to:
Posts (Atom)
