Showing posts with label aeroporto. Show all posts
Showing posts with label aeroporto. Show all posts

22 April 2017

tem uma mentira aí


1) a capoeira sempre foi um sonho. Sou baiana mas não tenho jinga. Parecia uma robocop na roda;
2) a natação é pura hipnose. Amo de paixão, principalmente boiar;
3) Odeio academia. Aquela coisa de 1, 2, 3... step by step nunca vai me representar;
4) as caminhadas me fazem feliz. Volto saltitante toda vez que crio coragem;
5) nunca fiz balé. Acho lindo, mas inacessível. Um luxo para poucos.
6) aprendi a dança da manivela no carnaval da Bahia.
7) eu já caí da bicicleta, sentei no chão e chorei, em plena luz do dia, na orla de Maceió.
8) nunca tive um par de patins. Isso doeu na infância.
9) já saltei de paraquedas no aeroporto de Vitória da Conquista.
10) na escola, morria de medo de jogar baleado e receber uma bolada. Era alvo fácil das meninas mais corajosas e perversas.

15 June 2015

tenho direito de ser repetitiva

Só pra dizer que estou amando a minha vida. E que se tivesse que vender carro, fazer empréstimo, enfrentar burocracia nos consulados e na universidade, aguardar conexões exaustivas, perder dinheiro, dormir poucas horas, errar caminhos, subir mais escadas, enlouquecer com o frio, fotografar até folhas no chão, tudo, tudinho, eu faria tudo de novo. A vida tem me ensinado que é melhor correr riscos que ver a banda passar.

12 March 2015

ela ama contar causos

Ela odeia chegar atrasada para qualquer compromisso que assuma. Geralmente sai de casa mais cedo e sempre comemora quando consegue encontrar o endereço, seguindo dicas virtuais ou dos amigos. Mas

26 February 2015

o mundo é só consumo

Jakarta é a capital da Indonésia. Segundo o que li aqui na internet, é referenciada como sendo uma cidade, apenas por ter o status de capital. Na verdade, é ainda bem provinciana. Eu não saí do aeroporto. Não tive vontade por vários motivos... e observando, ao longo de cinco horas, percebi três coisas: os banheiros do aeroporto são muito sujos e isso me fez odiar estar aqui. TODAS as pessoas estão de olhos cabisbaixos. As mulheres, certamente, porque as suas vestes impõem isso e TODO o resto de olho na tela do celular, inclusive eu, nesse exato momento. A terceira coisa é percebida em qualquer outro lugar do mundo: tudo gira em torno do consumo. Lembrancinhas simbólicas do lugar estão sendo vendidas por preços abusivos. O resultado: lojas esvaziadas. O turismo precisa ser de outra natureza, gente. Arte, cultura, música. Tanta coisa boa que deve ser produzida aqui e só nos apresentam imãs e afins. 

8 November 2014

"você não sabe o que é farinha boa..."

Era uma vez uma pessoa muito apaixonada por beiju, assim, escrito com U ao final e sem acento tônico. O beiju tem outros nomes. Pode ser chamado de tapioca também. É feito de aimpim. O aimpim tem outros nomes também. Pode ser chamado de mandioca, ou de macaxeira, que não por acaso, é o apelido dessa pessoa, entre os amigos dela em Maceió. 

10 March 2014

enquanto isso no cenário mundial...

Todos de cabeças baixas, parecendo que estão mesmo cabisbaixos, tristonhos, melancólicos. Pode ser nada disso. Ou estão concentrados em algum trabalho, imersos num diálogo sério ou simplesmente passando o tempo; ou estão namorando [sendo seduzidos ou seduzindo], ou apenas se divertindo em joguinhos e vídeos engraçados, tão risonhos que ficam. Fazem caretas, abrem abas, fecham janelas, clicam aqui, ali....
Fato é que restaurantes e [mais especialmente] aeroportos são os melhores lugares para percebermos o quanto as pessoas não mais se conversam e não se olham mais nos olhos. Os olhos [agora] estão plugados. Vivem enfeitiçados nos pequenos telefones de mão. #nós #asredes #osnós #ainternet



Publicado originalmente no mundinho azul na mesma data.

6 July 2013

depois da tempestade...

Minhas viagens para o norte do país tem sido sempre penosas e intensas. Descubro maravilhas naturais e belezuras de pessoas. E me deparo com situações que não tenho controle algum sobre os eventos. São horas de espera nos aeroportos, conexões enfadonhas, dores musculares e sustos indevidos. Essa última foi assim:

10 November 2012

A paquera continua

Já visitei São Paulo algumas vezes, desde os meus tempos de adolescente, quando era magricela e de olhos curiosos. Tudo bem, os 15 anos ficaram para trás e a magreza, infelizmente, também. O olhar continua questionador, que gosta de vasculhar até o que é impossível de se enxergar.
As  idas para Sampa sempre aconteceram em função de eventos de trabalho e congressos de Psicopedagogia. Só mais recentemente, vivi dias de turista em férias, em janeiro de 2011, quando escrevi o post Gotículas da nova paquera, numa tentativa de registrar minhas novas impressões da selva de pedra.
Lembrando sobre o que já conheci por lá, me dou conta que cheguei até Guarujá, a terra prometida [ou mais próxima] para se curtir os veraneios. Me lembro vagamente de ter conhecido a vila, o comércio local, as praias de areia dura, cinzenta, de ondas fortes e gigantes.
foi assimque aconteceu uma nova viagem, desta vez, para outro 'pedacinho' desse estado gigantesco.

4 September 2012

"...como ver o mar..."

Já li a mesma frase umas trocentas vezes. Já ouvi muitas pessoas também repetirem essa máxima. Não deve ser mentira. Como algo falso poderia ser propagado com tanta exatidão? Aposto que se dissessem isso, naquela famosa brincadeira "telefone sem fio", ainda assim, a mensagem seria idêntica: o amor chega quando menos se espera!
Ocorre que a maior parte das pessoas não está preparada para comemorar sua chegada, sem suportar a espera, sem criar expectativas, sem curvar-se à ansiedade. Mas concordo, ora bolas. Também acredito que paixões arrebatadoras, ou histórias lindas de amor, acontecem naturalmente, sem hora marcada, cabelos alinhados e unhas perfeitas. E geralmente nascem de repente, do nada, quando menos estamos adequados fisicamente. 
Pensando nessas coisas, resolvi narrar um encontro inusitado, que resultou em amor, só não sei se pra vida toda, ou "até que a morte os separem". 


26 July 2012

Um leão no aquário

A aeronave estava aterrissando e o piloto nos deu as boas vindas ao aeroporto Luís Eduardo Magalhães. Correção em tempo hábil: Aeroporto Dois de Julho, nome-presente para os saudosistas que entendem que Salvador é maior que uma família de políticos bem sucedidos e mandões.
Obviamente, como em toda aterrissagem bem sucedida, a comissária de bordo comentou sobre o tempo, horário local e procedimentos extras para os que continuariam em viagem.

25 August 2011

Mofando num saguão

Foi assim: passei a ser uma viajante, também, desde que comecei a trabalhar no extremo sul do estado. As siglas SSA, CGH, GRU, SDU, VIX não são mais estranhas para mim, ao contrário, fazem parte de minha rotina de percursos entre casa, trabalho e entretenimento.

28 May 2011

"Tripulação, pouso autorizado"

Nossa tristeza do retorno é sempre tão previsível quanto as alegrias do reencontro. Estávamos as três enfileiradas, numa aeronave lotada e silenciosa. A conexão Porto Velho-Brasília ocorreu numa madrugada de segunda-feira. Todos aparentavam o desejo de dormir, tão logo as luzes se apagassem. Ninguém queria lanchinho insosso. Aposto que só desejavam compensar o sono interrompido. Menos eu. Quem dera eu conseguisse dormir durante um vôo. A pressão nos ouvidos não permite.

30 March 2011

Na fila de espera...

As filas me adoram. Não conheço mais ninguém que sempre pega as maiores filas. Quanto mais tenho pressa, mais espero em bancos, caixas de supermercado, banheiros de boate ou festas fechadas, check ins, e, claro, as esteiras com minhas bagagens. Abaixo, uma espera, daquelas, na esteira de número 3, no Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim. Confira!
----------------------
Horário Local: 17h35

- Ai, nem acredito que já chegamos! Estou ansiosa para curtir o Rio!
- Eu também...vamos pegar a bagagem?
- Sim, precisaremos de dois carrinhos...
- Ok, vá logo pra esteira, que eu vou pegar os carrinhos.
(...)
- Oba, que bom que minha bagagem já apareceu...olha a minha mala ali!
- Eu tô tensa...não vejo nem minha frasqueira, nem minha mala...será que minha bagagem foi extraviada? Quanta demora...estou zonza, com tantas voltas dessa esteira!
- Relaxa...já está vindo...sua mala é que cor?
- Vermelha, claro!
- Você marcou sua mala com uma fitinha do Senhor do Bonfim?
- Não...ela é básica, como a dona(:
(...)
- Juba, tem um cara ali do outro lado, te olhando muito.
- É, eu já vi. Mas ele tem um tique nervoso esquisito. Ao mesmo tempo em que me olha, levanta o ombro esquerdo..credo!!!
- E, é mesmo...
Risos
- Vamos olhar pro outro lado!
- Ali tem uma figurinha engraçada, de paletó azul e calça lilás.
- Esse não está me olhando...o foco dele é outro.
- Ihhhhhh, agora é pra você que o cara vesgo, de ombro levantado, está olhando...
- Ai, meu Deus, o que faço? Olho também? Parece ser do bem...
- Não...ihhhhhhh, descobri...não é pra nenhuma das duas... já entendeu, né???
- Ele é vesgo e tem tique nervoso! Tadinho....
- Eita, Juba....será que é aquela a sua mala??
- É ela mesmo! Basiquinha, como a dona! E a frasqueira????
Uma nova espera... só que, naquele momento, o homem de paletó azul e calça lilás já havia desaparecido, com sua mala preta marcada com fitas verdes. Agora, quem estava ao nosso lado, nada mais era do que  o homem vesgo, de ombro levantado, bastante atento ao nosso diálogo e olhando sabe-se lá pra onde...
----------------------
Horário Local: 18h50.

7 November 2010

Confinada, num m² familiar

O dia de ontem mesclou boas novas, encontros e reencontros. Viagem rápida de avião, o suficiente para um bom cochilo, ler a revista da cia aérea, observar à distância a dinâmica dos passageiros e das comissárias de bordo. Amo esse movimento. Já no aeroporto, tentei desfazer a impressão de estar em Salvador. As comparações são, às vezes, inevitáveis.

No dia de ontem conheci a capital alagoana que nas últimas eleições insistiu que não quer o PT no poder, com shopping que já cobra acesso, que tem ruas limpas, amendoeiras verdes, trânsito intenso e rápido, violência crescente, padaria chique com restaurante com menu elegante e caro.

Foi assim, a minha primeira impressão de Maceió.

Estou hospedada num apartamento da minha amiga querida, que mais parece um sonho: confortável, espaçoso para pessoas espaçosas como eu, com uma varanda ampla, de onde vejo o mar, lá no final da curva.

O dia de hoje começou quando fui dormir ontem, à meia-noite, após produzir, enfim, o plano de atividades acadêmicas. Nem estranhei a cama, tamanha a familiaridade que sinto quanto estou em companhia de amigos de verdade, em paz, com minha consciência e com meu desejo de acertar. Levantei às sete e meia, tomei banho, preparei o café, bebi água, tomei iogurte e organizei a área do estudo.

Por ora, nada de ir até a orla que ainda não conheci, nem baladinhas, ou cinema, nem tentar matar minha louca curiosidade sobre o jeito de ser dos moradores, dessa nova cidade a ser ainda descoberta por mim.

No dia de hoje, porém, não poderia deixar de vir aqui , para descarregar esse barulhinho insistente  na minha mente carregada de temas, subtemas, dos dez diferentes pontos da área de pedagogia, que preciso me aprofundar. O trabalho é exaustivo. À minha frente, livros, textos e esse teclado, que exige um tempo dedicado, para me concentrar no meu propósito.

Confinamento aceito!

O dia de amanhã será de provação, a primeira que gostaria de driblar, para estar feliz no dia seguinte, e no outro, e no outro...

26 September 2010

Instantes mágicos

Encontro inusitado
Voos cancelados. Partidas com atrasos. Olhou em volta, desanimada, empurrou o carrinho, apinhado com sua bagagem e se dirigiu à imensa fila do check in. Ele era o penúltimo, daquela longa espera. Mais um dia de sorte, enfim!
--------
Quase um desencontro
Muito atrasada, correu todo o aeroporto e falou ofegante com um atendente da cia aérea. Ouviu um "Senhora, dirija-se àquele balcão, para que lhe informem se há algum vôo disponível para hoje". Era o dobro do valor, a nova a passagem. Fez contas de cabeça, desesperou, mas passou o cartão, afinal, alguém a esperava.
--------
Reencontro
Demora na esteira. Nada de avistar a mala, com uma fita rosa do senhor do bonfim. Ufa, lá vem ela. Saiu de lá, com pressa. Os olhos pareciam dois faróis, a procurar, procurar...Do lado de fora do desembarque, lá ele estava em pé, ansioso. Eram mais dois faróis à procurar, procurar...acharam um ao outro,e se fitaram longamente.
--------
Encontro às claras
Precisavam fugir dos colegas de trabalho. Marcaram na livraria do andar térreo. Ele apontou o livro na vitrine, que lhe lembrava a história deles: "O corpo fala". Sorriram juntos. Entre as prateleiras, aconteceu o beijo mais esperado...

11 September 2010

"My mala, onde está my mala?"


Eu tive um colega de trabalho, que odiava quando eu conversava misturando palavras de línguas diferentes. Ele ficava visivelmente irritado, com a minha versão poliglotademeiatigela. Daí pedia pra eu parar, voltar ao 'normal'. Eu insistia mais um pouco, e quando decidia parar, finalizava com a expressão "va bene cáspita!". Ele ria, aliviado, e me chamava de "besta"!

25 August 2010

Notícias velhas por aqui

Já que não estou viajando de verdade, que venham as viagens sobre os noticiários que me incomodaram nos últimos dois dias.
---------
Notícia da véspera, dia 24 de agosto:
Barracas foram destruídas em Salvador. Soube, na verdade, na segunda, por um amigo querido, que reside, por opção, nas famosas Praias do Flamengo. Me ligou incrédulo, chocado, narrando tudo o que viu à caminho de casa. Vi a cena mentalmente, também. A imagem de todas as barracas, literalmente mortas, despedaçadas, na orla da cidade que tanto amo. Perdem os turistas e os baianos. Perdem os barraqueiros e suas famílias. Justificativas existem. A forma agressiva e radical, não me convenceu. Mas concordo com Malu, quando analisou que "é bom não esquecer, das quase sempre péssimas condições sanitárias e higiênicas da maioria das barracas de praia de Salvador".
A estratégia, por outro lado, foi politicamente perfeita, afinal, estamos em vésperas das eleições. Um amigo meu me disse: "Ju, em período de eleição, tudo é política".

Notícia do momento, dia 25 de agosto:
Perde a credibilidade, mais uma vez, a empresa: aeronave com 27 pessoas fez pouso de barriga no aeroporto de Vitória da Conquista.  Não. Perde a cidade inteira. Aquele aeroporto é absurdamente pequeno, desagradável e limitado. Vê-lo na tv, trazendo essa notícia, foi péssimo.
Se eu decidir embarcar para Recife, Aracaju, Sampa, Rio ou Acre, qualquer um desses lugares, terei que voar primeiro para Salvador, e torcer para a aeronave não ter que 'cair de barrigada'. Os políticos poderiam cuidar desse projeto, então. O período é oportuno.
-------------
Se depender de ideias, sugestões, críticas de alguém que ama viajar, aqui estou eu, a postos. E olha que não sou candidata a nada! Cá entre nós, o horário eleitoral está muito pior. Melhor navegar por mais noticiários. Desta vez, vou optar pelo tema 'moda primavera-verão'. O que temos por aí de novidades, mulheres?

14 August 2010

Uma visão ímpar da Toscana

A narrativa aqui é de outra autoria. Trata-se de uma amiga-irmã, blogueira, dona dos Tropos Líquidos.
Divirtam-se! Me retiro, porque a vez é dela!!
-------------
Chegar na região da Toscana é quase como repetir a experiência da Mia Farrow no filme “A Rosa Púrpura do Cairo” – e se ver, repentinamente, dentro de um filme. Apesar de servir à ambientação estrangeira da novela das oito, nem por um minuto reconheço aquele lugar como o que se reproduz nos cenários do Projac, nem mesmo nas cenas filmadas na Toscana real. Minha estada por lá, me lembra mais algumas cenas do filme Beleza Roubada do Bertolucci, que, aliás, é ambientado no interior da França. Vá entender!

Ficamos hospedados em um hotel rural, que é também a casa de campo de uma bela família italiana. Trata-se de uma propriedade antiga, com uma casa principal de grossas paredes de pedra e explosões de flores por todos os lados. O lugar é cercado de campos verdes que se estendem por colinas que mais parecem almofadas arrumadas cuidadosamente em torno das várias propriedades tradicionais da região e das belíssimas cidadezinhas que surgem sucessivamente para qualquer lado que se vá. E falar os nomes dessas cidades é um prazer à parte: Certaldo (Tchertáallldo ), Montespertoli, Castelfiorentino, San Giminiano...
  
Toda a paisagem é arrematada por ciprestes que ora contornam os campos, delimitando os espaços, ora salpicam graciosamente, assim como os clássicos rolos de feno, os raros campos não fertilizados com uvas e oliveiras. E registro aqui minha emoção em ver uma oliveira de verdade, quase saí correndo pra abraçar uma.

Era verão, por isso o sol se deitava às dez noite e nós, que queríamos aproveitar o clima mais fresco, já que os dias ficavam em torno de 35°, podíamos esticar em torno de uma longa mesa de madeira ao ar livre. Ao anoitecer, se reuniam por lá os hóspedes apreciadores de uma boa conversa e da deliciosa e ritualística comida italiana que não dispensa entrada, primi piatti, secondi piatti e sobremesa, sempre indefectíveis. Pra acompanhar, eles servem sempre o vinho da casa que, óbvio, não levanta dúvidas quanto à procedência e que nos poupa de qualquer preocupação, ou discussão, sobre o que beber.

Apesar de esse ritual todo poder parecer uma grande frescura diante dos nossos costumes, o clima era simples e descontraído, sobretudo pela presença do Davi, assistente da Nona e mineirinho doce, que no dia da minha chegada insistiu em me emprestar seu cartão telefônico para eu falar com minha filha e avisar que estava tudo – muito - bem. Eu já tinha comprado um desses cartões no aeroporto de Roma e não acertara usar, acredite.

Valeu a pena. E digo isto, porque, apesar da licença poética no início do post, minha chegada não foi como um passe de mágica, muito menos rápida. Na verdade precisei pegar um avião em Frankfurt até Roma, num intervalo de troca de avião apertadíssimo, por causa do atraso em Salvador, depois tomar dois trens para chegar em Firenze, um para o terminal de Roma e o Eurostar, para então encontrar os amigos que me levaram de carro até o hotel que ficava em Castelfiorentino, numa região chamada Il Grande Prato. Mas depois de chegar lá, parece que toda essa saga aconteceu em um segundo apenas.

E, sim, não vou resistir em terminar essa minha passagem aqui no Foi Assim: sem usar aquela expressão adorável: Arriverderti!
By G.

3 March 2010

Despedida às 6h

fonte: gif disponível na internet
Lendo um post de uma blogueira querida, sobre sua vida de mãe, não me contive e resolvi imitá-la, no bom sentido; fiquei com vontade de falar sobre minha vida (provisória) de filha, já que as distâncias físicas que nos separam, me impedem de curtir minha mãezita integralmente, de me tornar uma filha zelosa.

21 November 2009

Onde o Rio é mais baiano- parte 1

Sinceramente, optei em escrever sobre essa viagem, concebendo-a desde o embarque em Salvador, até o momento de pisar de novo em minha adorada terrinha. Mas daí, fiquei tensa. Como conseguiria ser objetiva, e não cansar meu querido leitor? O mini-blog famoso, que limita a escrita em no máximo 140 caracteres, certamente já me ajudou a ampliar essa habilidade mas concluí que não havia como resumir tanto, já que foram muitas situações emocionantes e engraçadas, que precisariam (digo, deveriam) estar registradas nesta narrativa.

Assim, para dar a impressão de textos mais curtos, decidi dividi-la em três partes: o antes, uma espécie de bastidores na chegada, o que nos aconteceu durante o casamento, e enfim, os eventos pós bodas de minha prima Paulinha com seu príncipe Léo. Prometo que tentarei contemplar os melhores momentos...para quem quiser tirar um cochilo antes e voltar aqui, fique à vontade...a leitura pode ficar para depois. Sou a favor da liberdade para o leitor! Porque, como bem refletiu Daniel Pennac, o verbo ler não suporta o imperativo. Maravilha! Portanto, vou usar essa lógica aqui em minha escrita, assim me sentirei mais livre para escrever o quanto me der vontade!

Então vamos a ela!
 ----------------------

Parte 1: A viagem mais esperada finalmente aconteceu.
A ida para a cidade do samba, me lembrou Caetano Veloso, porque ele descreve sobre a terra dos globais, com muita propriedade em várias das suas músicas, inclusive essa, título desta história narrada aqui. Como diz na letra, essa viagem foi realmente o retrato da Bahia no cenário do Rio, uma espécie de ensaio da Mangueira, por conta dos preparativos e a alegria contagiante dos descolados integrantes, com direito a tudo: trocentos desembarques e horários de chegada distintos, de locais diferentes, malas, bolsas e celulares de todas as marcas e toques possíveis, mesa (sempre) farta e muita, muita algazarra. Num espaço de 4 dias curtimos uns aos outros, 36 ao todo, fomos a la plaia, bebericamos muitos chops nos bares de Copa (cabana, princesinha do mar...), conversamos e nos divertimos com as histórias e dos micos de todos, nos enfeitamos para as festas: da família reunida, da minha mana aniversariante e dos noivos, motivo maior da nossa viagem ao universo dos cariocas.

No embarque, fui parar na fila imensa dos vôos internacionais, me dei conta do erro, ri sozinha, saí à francesa e acabei me encontrando com os familiares que estavam no ságuão, à espera de outro vôo, diferente do meu. Um café, um pão de queijo e conversa rápida com minha manas e sobrinha, atualização das últimas horas, sob a vigilância de um gentil recepcionista da cia aérea, que me permitiu almoçar às 16h35, antes do embarque.

Me despedi depressa delas e, já alimentada, adentrei a aeronave, procurei minha poltrona e percebi que estava ao lado de um casal muito simpático, ambos com um sorriso acolhedor. Como estava com muita ansiedade, fiquei mais calma, porque entendi que o canal estava aberto para nos conhecermos. De fato, conversamos a viagem inteira.Vi fotos do afilhado da curitibana, conversamos sobre a vida, o casamento deles, a Bahia, Morro de São Paulo e também como era o reveillon no Paraná.  Me lembro que falei do meu blog, e que certamente eles seriam citados, em breve...se vierem aqui, verão que cumpri a promessa!
Duas horas e meia depois, cheguei ao Rio! Peguei minha sacola, subi, chequei os e-mails, visualizei comentários carinhosos postados por amigo querido, me encantei com lembrancinhas cariocas nas lojas, folheei as revistas e em seguida decidi comer batata frita, acompanhada de um "garotinho", já tentando me adaptar ao estilo carioquês de passar o tempo.

Como observadora que sou, fiquei impressionada com meus vizinhos das mesas à minha volta. Tinha um bem ruivo, com óculos de armação cinza chumbo, calças vermelhas, blusa rosa, cachecol lilás, blazer e meias azul marinho e tênis de couro branco com detalhes vermelhos...além de exótico, me parecia um alemão...sorriu pra mim e fiquei desconcertada, afinal estava claro que eu não o estava paquerando, mas conferindo o quanto era diferente dos demais por ali!

Percebi ainda muitos carrinhos apinhados de bagagens e outros tantos com bebês adormecidos...que lugar cheio... as pessoas circulando pela praça de alimentação como se estivesse num shopping center! Que engraçado essa dinâmica desse povo reunido que não se conhece...também vi mais pessoas solitárias como eu, e imaginei o que rondava em cada ser pensante...tristezas por amores perdidos? Viagens canceladas? Atrasados para os encontros? Reuniões de negócios? Espera de familiares vindos de vários lugares, como estava eu aguardando? Depois dessa divagação toda, fechei minha conta e me dei conta que nesse ritmo iria gastar mais do que havia combinado com minha conta bancária. A voz de dentro me disse "moderação, garota...vamos com calma...sequer saiu do aeroporto!" Ri mais uma vez...angustiada e ansiosa pela chegada dos demais!

Então, a primeira leva de seis visitantes chegou, recepcionados por Carmem, madrinha da noiva, meu tio, o pai da noiva, e seu irmão, que foram gentilmente nos apanhar. A pergunta dos três, que nos fizeram repetidamente foi: quantos vão chegar amanhã? Rimos muito, e nem conseguimos responder, porque ficou claro que a multidão baiana dominava literalmente o imaginário de todos os anfitriões!

Enquanto isso, na casa da (tia amada) Lola, dois carros com cinco em cada, chegaram de Ipiaú e estavam perdidos pela nossa senhora de copacabana...mais risos...na manhã seguinte, voltamos ao Galeão (olha a intimidade) para recebermos os novos acreanos: mais seis e meio, considerando Lucas, meu sobrinho de quase 2 anos, o mais fofo dos fofos! Fomos, eu e Mana Dinha com dois primos (Diogo e Cau), em dois carros!!! Confesso que pleiteei em seguir dirigindo, mas preferiram não arriscar, dada a minha dificuldade em seguir esquerdas e direitas...preciso vencer essa confusão tão simples...