No alto dos meus quarenta e tantos anos penso que já aprendi o que são perdas e o que são ganhos.
Ano passado eu me despedi de um primo querido, de dois tios amadíssimos, de uma amiga-irmã que jamais vou deixar de lamentar a sua ida tão absurda.
Também sofri e sofro pela partida da filha de outra amiga-irmã, como se minha sobrinha fosse. E penso que ainda é. E ainda sinto a saudade de todas essas perdas irreparáveis.
Mas mesmo diante de perdas tão duras e difíceis eu sei reconhecer os meus ganhos. E são muitos!
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10 August 2019
16 February 2019
o céu em festa no seu dia
Hoje eu acordei, depois de uma noite com insônia, e lá fui eu conferir os aniversariantes do dia.
Isso faz parte da minha agenda diária: espalhar afeto a quem me afeta. Dar os parabéns a alguém de quem gosto é como reafirmar o compromisso com a lealdade.
Ser leal significa legitimar cumplicidade, estar perto na dor e na alegria. É um vazio imenso não fazer um textão pra minha amiga que hoje completaria 56 anos.
Ela amava me ler! Cobrava mais escritos. Dúzia de vezes dizia que me considerava “uma das escritoras mais sensíveis”.
Saiba que eu amaria escrever pra você me ler hoje, minha irmã de fé. E gostaria de poder te dar um abraço, saudar sua nova primavera, aquariana com ascendente em peixes.
Queria te falar da minha saudade da nossa convivência, de enfrentarmos nossos infernos astrais de mãos dadas, de poder festejar sua data e planejarmos a minha, que está quase na esquina. Mas quis a vida terrena deixar você partir. É um lamento que faço principalmente quando estou muito feliz. E aprendi que devo celebrar chegadas e não partidas. É mais animador. Por isso, agradeço de novo e sempre muito por nossos quase 8 anos de amizade, aprendizados, alegrias e partilhas, creio eu, por sermos tão diferentes.
Espero que esteja descansando, num lugar de leveza, luz e magia, como você merece. Que esteja dedicada a cuidar dos seus, acompanhando, com aquele seu brilho nos olhos, a sua netinha em suas conquistas e peraltices.
Com amor de quem sempre torceu por sua paz. ❤️
Isso faz parte da minha agenda diária: espalhar afeto a quem me afeta. Dar os parabéns a alguém de quem gosto é como reafirmar o compromisso com a lealdade.
Ser leal significa legitimar cumplicidade, estar perto na dor e na alegria. É um vazio imenso não fazer um textão pra minha amiga que hoje completaria 56 anos.
Ela amava me ler! Cobrava mais escritos. Dúzia de vezes dizia que me considerava “uma das escritoras mais sensíveis”.
Saiba que eu amaria escrever pra você me ler hoje, minha irmã de fé. E gostaria de poder te dar um abraço, saudar sua nova primavera, aquariana com ascendente em peixes.
Queria te falar da minha saudade da nossa convivência, de enfrentarmos nossos infernos astrais de mãos dadas, de poder festejar sua data e planejarmos a minha, que está quase na esquina. Mas quis a vida terrena deixar você partir. É um lamento que faço principalmente quando estou muito feliz. E aprendi que devo celebrar chegadas e não partidas. É mais animador. Por isso, agradeço de novo e sempre muito por nossos quase 8 anos de amizade, aprendizados, alegrias e partilhas, creio eu, por sermos tão diferentes.
Espero que esteja descansando, num lugar de leveza, luz e magia, como você merece. Que esteja dedicada a cuidar dos seus, acompanhando, com aquele seu brilho nos olhos, a sua netinha em suas conquistas e peraltices.
Com amor de quem sempre torceu por sua paz. ❤️
24 October 2018
um textão, + um desabafo
24 de outubro de 2018.
Hoje meu sobrinho-neto completa 3 anos. Eu tive que sair do grupo de whatsapp dele, porque no dia das crianças comentei sobre o perigo desse discurso de ódio e apologia às armas que o irresponsável do candidato à presidência #JairMessiasBolsonaroNUNCA vem fazendo, estimulando armas e ensinando nossas crianças a fazerem o símbolo do gatilho. É uma dor não estar lá no grupo hoje, pra receber fotos dele, e estar com meus parentes queridos que só querem paz, amor e alegria pra ele e, sei que sim, para todas as nossas crianças.
Queria dizer para meus familiares, meus amigos e colegas, que não sou irresponsável, não espalho fake news e não prego ódio a partido nenhum e nem acho que ESTA ELEIÇÃO SEJA uma eleição de partidos políticos em disputa.
Eu não sou filiada ao PT, nas eleições de 2014 fiz campanha virtual de longe, pois nem estava no Brasil.
Mas fiz campanha sim, pois havia a disputa entre dois candidatos, um pelo PT (Dilma Houssef) e outro pelo PSDB (Aecio Neves).
Naquela ocasião, compreendi que havia uma polarização demarcada entre os que estavam bastante incomodados com o PT no poder e os que buscavam mudanças.
O PT venceu mas não conseguiu governar por muito tempo. Houve disputa política e no dia seguinte ao da votação de segundo turno, um pedido de impugnação da chapa Dilma/Temer.
Entre 2015 e 2016 vivenciamos um ano dificílimo em todas as áreas, inclusive na educação. Vivenciamos uma greve nas universidades federais que se arrastou por meses a fio.
Eu fiquei muito indignada com a falta de diálogo do então ministro Renato Janine. Criamos uma hashtag na época #dialogajanine. Fizemos inúmeros movimentos e tentativas de diálogo. Fechamos o MEC, o MPOG ( ministério do planejamento).
Enfim, não conseguimos reverter quase nada dos nossos pleitos, todos legítimos. Mas ainda assim, havia empatia pela democracia. Havia mobilização nas ruas. As greves eram consideradas direitos trabalhistas respeitados. Havia o entendimento na presidência da república, que o ativismo político é legítimo.
Pois bem, após um #golpeparlamentar, novos golpes nasceram. Os diálogos pioraram. Os orçamentos para as instituições federais dimimuíram. Os concursos públicos diminuíram para educação básica. O sucateamento da educação pública também piorou.
O #temer aprovou reforma trabalhista, super danosa, gerando flexibilização o que ampliou o desemprego e a precarização das condições trabalhistas.
O #temer, senadores e deputados aprovaram a emenda constitucional 95, que limitou o teto de gastos na área social por 20 anos (eu disse 20 anos), o que em outras palavras, modifica o compromisso do Estado Brasileiro com as áreas sociais, especialmente educação e saúde, como a nossa constituição de 1988 determina.
O #temer e deputados também aprovaram a reforma do ensino médio, danosa demais, que dentre outros prejuízos, desqualifica as políticas curriculares especialmente das ciências humanas também estimula a valorização do ensino privado em detrimento do ensino público.
O #temer parou de investir em farmácias populares e no programa #maismédicos.
o #temer propôs a reforma da previdência que felizmente ainda não foi aprovada, mas que também prejudica enormemente a população que depende do Estado.
E chegamos em 2018, com todas essas medidas desastrosas provocadas por alguém que traiu a sua parceira de gestão pública apenas por vaidade, por poder, não pra cuidar do país e desfazer equívocos e diminuir a crise.
Tudo está sendo destruído por um DESGOVERNO que tem como um dos seus mais assíduos votantes o senhor #JairMessiasBolsonaroNUNCA.
Então, depois dessa exposição, eu só queria dizer que compreendo as mágoas com o PT, mas não compreendo a justificativa de votar em um cara que só quer aprofundar as nossas tragédias sociais.
Ele é homofóbico, odeia pretos, índios, gays, lésbicas, militantes, esquerdistas.
Ele é a favor do armamento.
Ele é um fascista confesso. Os vídeos e as falas dele e dos filhos revelam tratar-se de uma família apoiadora do fascismo.
#BolsonaroNUNCA representa a volta da ditadura, daí a minha aposta em #Haddad.
Daniel, meu sobrinho, é também por seu futuro que escrevo tanto, me preocupo tanto. Me importo com você, lindeza. Me importo com todas as crianças. Me importo com meu país. E amo a minha liberdade de escrever pra registrar a minha indignação frente a essa dura e triste realidade.
E sim, depois do dia 28/10, continuarei usando a cor que eu quiser e na defesa dos princípios que defendo no meu país que eu amo: democracia, amor, paz, justiça social e igualdade de direitos.
Hoje meu sobrinho-neto completa 3 anos. Eu tive que sair do grupo de whatsapp dele, porque no dia das crianças comentei sobre o perigo desse discurso de ódio e apologia às armas que o irresponsável do candidato à presidência #JairMessiasBolsonaroNUNCA vem fazendo, estimulando armas e ensinando nossas crianças a fazerem o símbolo do gatilho. É uma dor não estar lá no grupo hoje, pra receber fotos dele, e estar com meus parentes queridos que só querem paz, amor e alegria pra ele e, sei que sim, para todas as nossas crianças.
Queria dizer para meus familiares, meus amigos e colegas, que não sou irresponsável, não espalho fake news e não prego ódio a partido nenhum e nem acho que ESTA ELEIÇÃO SEJA uma eleição de partidos políticos em disputa.
Eu não sou filiada ao PT, nas eleições de 2014 fiz campanha virtual de longe, pois nem estava no Brasil.
Mas fiz campanha sim, pois havia a disputa entre dois candidatos, um pelo PT (Dilma Houssef) e outro pelo PSDB (Aecio Neves).
Naquela ocasião, compreendi que havia uma polarização demarcada entre os que estavam bastante incomodados com o PT no poder e os que buscavam mudanças.
O PT venceu mas não conseguiu governar por muito tempo. Houve disputa política e no dia seguinte ao da votação de segundo turno, um pedido de impugnação da chapa Dilma/Temer.
Entre 2015 e 2016 vivenciamos um ano dificílimo em todas as áreas, inclusive na educação. Vivenciamos uma greve nas universidades federais que se arrastou por meses a fio.
Eu fiquei muito indignada com a falta de diálogo do então ministro Renato Janine. Criamos uma hashtag na época #dialogajanine. Fizemos inúmeros movimentos e tentativas de diálogo. Fechamos o MEC, o MPOG ( ministério do planejamento).
Enfim, não conseguimos reverter quase nada dos nossos pleitos, todos legítimos. Mas ainda assim, havia empatia pela democracia. Havia mobilização nas ruas. As greves eram consideradas direitos trabalhistas respeitados. Havia o entendimento na presidência da república, que o ativismo político é legítimo.
Pois bem, após um #golpeparlamentar, novos golpes nasceram. Os diálogos pioraram. Os orçamentos para as instituições federais dimimuíram. Os concursos públicos diminuíram para educação básica. O sucateamento da educação pública também piorou.
O #temer aprovou reforma trabalhista, super danosa, gerando flexibilização o que ampliou o desemprego e a precarização das condições trabalhistas.
O #temer, senadores e deputados aprovaram a emenda constitucional 95, que limitou o teto de gastos na área social por 20 anos (eu disse 20 anos), o que em outras palavras, modifica o compromisso do Estado Brasileiro com as áreas sociais, especialmente educação e saúde, como a nossa constituição de 1988 determina.
O #temer e deputados também aprovaram a reforma do ensino médio, danosa demais, que dentre outros prejuízos, desqualifica as políticas curriculares especialmente das ciências humanas também estimula a valorização do ensino privado em detrimento do ensino público.
O #temer parou de investir em farmácias populares e no programa #maismédicos.
o #temer propôs a reforma da previdência que felizmente ainda não foi aprovada, mas que também prejudica enormemente a população que depende do Estado.
E chegamos em 2018, com todas essas medidas desastrosas provocadas por alguém que traiu a sua parceira de gestão pública apenas por vaidade, por poder, não pra cuidar do país e desfazer equívocos e diminuir a crise.
Tudo está sendo destruído por um DESGOVERNO que tem como um dos seus mais assíduos votantes o senhor #JairMessiasBolsonaroNUNCA.
Então, depois dessa exposição, eu só queria dizer que compreendo as mágoas com o PT, mas não compreendo a justificativa de votar em um cara que só quer aprofundar as nossas tragédias sociais.
Ele é homofóbico, odeia pretos, índios, gays, lésbicas, militantes, esquerdistas.
Ele é a favor do armamento.
Ele é um fascista confesso. Os vídeos e as falas dele e dos filhos revelam tratar-se de uma família apoiadora do fascismo.
#BolsonaroNUNCA representa a volta da ditadura, daí a minha aposta em #Haddad.
Daniel, meu sobrinho, é também por seu futuro que escrevo tanto, me preocupo tanto. Me importo com você, lindeza. Me importo com todas as crianças. Me importo com meu país. E amo a minha liberdade de escrever pra registrar a minha indignação frente a essa dura e triste realidade.
E sim, depois do dia 28/10, continuarei usando a cor que eu quiser e na defesa dos princípios que defendo no meu país que eu amo: democracia, amor, paz, justiça social e igualdade de direitos.
20 September 2018
ligação perdida
Recebo em média 3 ligações por dia e sequer me dão bom dia, boa tarde. Perguntam pela minha amiga querida, que infelizmente não está mais entre nós.
Eu e Ana nos tornamos amigas no dia em que nos conhecemos. Lembro que estávamos numa reunião de plenária do Centro de Educação e falávamos sobre o Enade em Pedagogia. O ano era 2011.
Nós éramos muito diferentes no modo de pensar e mais ainda de agir. Era até engraçado! E como aquarianas, não foi nenhum problema conviver, pois o respeito sempre norteou nosso afeto.
Dentre outros bons pactos, a gente incorporou a tradição de indicar a outra ao fechar algum contrato, serviço, e considero que isso é algo muito bacana entre amigos que residem fora dos seus estados e se apoiam mutuamente. Ana tinha minha chave de casa. Cuidava das minhas plantas e das correspondências. Ela tinha meu chaveiro com a torrezinha Eiffel.
Éramos irmãs.
Em nome de nós, de todas as pessoas que se irritam com ligações insistentes, eu gostaria de dizer a todas as empresas que me ligam que buscassem se informar sobre seus clientes. Mas que o fizessem com respeito e educação.
É sempre doloroso ter que dizer que ela faleceu. Isso agride. Porque eu quero me acostumar com a dureza da ausência dela em minha rotina, na UFAL, no café, no supermercado, na praia, e em todos os lugares que frequentávamos juntas.
A verdade é que ao indicarmos alguém como referência o fazemos porque nos exigem, e com certeza, imaginamos que nunca seremos importunados.
A ligação em si já é uma invasão, mas ter que repetir algo que dói, é uma desumanidade.
Eu e Ana nos tornamos amigas no dia em que nos conhecemos. Lembro que estávamos numa reunião de plenária do Centro de Educação e falávamos sobre o Enade em Pedagogia. O ano era 2011.
Nós éramos muito diferentes no modo de pensar e mais ainda de agir. Era até engraçado! E como aquarianas, não foi nenhum problema conviver, pois o respeito sempre norteou nosso afeto.
Dentre outros bons pactos, a gente incorporou a tradição de indicar a outra ao fechar algum contrato, serviço, e considero que isso é algo muito bacana entre amigos que residem fora dos seus estados e se apoiam mutuamente. Ana tinha minha chave de casa. Cuidava das minhas plantas e das correspondências. Ela tinha meu chaveiro com a torrezinha Eiffel.
Éramos irmãs.
Em nome de nós, de todas as pessoas que se irritam com ligações insistentes, eu gostaria de dizer a todas as empresas que me ligam que buscassem se informar sobre seus clientes. Mas que o fizessem com respeito e educação.
É sempre doloroso ter que dizer que ela faleceu. Isso agride. Porque eu quero me acostumar com a dureza da ausência dela em minha rotina, na UFAL, no café, no supermercado, na praia, e em todos os lugares que frequentávamos juntas.
A verdade é que ao indicarmos alguém como referência o fazemos porque nos exigem, e com certeza, imaginamos que nunca seremos importunados.
A ligação em si já é uma invasão, mas ter que repetir algo que dói, é uma desumanidade.
7 August 2018
Moção de repúdio: em respeito à memória de Anamelea de Campos Pinto
Essa moção de repúdio é contra toda e qualquer forma leviana de exposição desmedida da vida privada de qualquer um de nós, em especial de Anamelea de Campos Pinto, que faleceu em 04 de julho de 2018.
7 July 2018
minha irmã partiu
Eu estive e continuo chorando todos esses dias. Anamelea era como uma irmã pra mim. A gente não tinha quase nenhuma característica parecida, além de sermos aquarianas e professoras do Centro de Educação da Ufal, mas nos tornamos grandes amigas, cúmplices, parceiras de caminhadas, de compras de supermercado, de baladinhas, de diálogos, de almoços, de muita troca e respeito.
Eu vou sentir muito a falta dela. Já estou seguindo, com esse vazio. Porque ela preenchia todos os espaços com sua amorosidade e alegria e mesmo quando estava triste, ainda assim era muito generosa.
Ana era amor. Só queria amar. Só queria receber amor de volta. Espero que ela esteja num lugar melhor.
Não entendo nada de vida após a morte mas só desejo que ela esteja em paz, que descanse desse mundo hostil.
Eu vou sentir muito a falta dela. Já estou seguindo, com esse vazio. Porque ela preenchia todos os espaços com sua amorosidade e alegria e mesmo quando estava triste, ainda assim era muito generosa.
Ana era amor. Só queria amar. Só queria receber amor de volta. Espero que ela esteja num lugar melhor.
Não entendo nada de vida após a morte mas só desejo que ela esteja em paz, que descanse desse mundo hostil.
5 July 2018
a saudade já é eterna
- Alô?
- Alô, o que amiga? Tu não tá vendo aí que sou eu? Pra que serve o identificador de chamadas?
- Oh Juju... eu sou da geração baby boom, anos 60...
- Sim, amiga, mas tu é das TICs... identificador de chamadas já existe... não seja contraditória...
- Mas é um hábito antigo... é tocar o telefone e digo "alô".
- Oh senhor...
- Mas diga aí, minha irmã.. o que você manda? Tá por onde?
...
...
Era assim que nos falávamos TODOS OS DIAS. Anamelea com suas idiossincrasias. Anamelea sendo Anamelea. Anamelea do signo de aquário e de ascendente em Peixes. Anamelea, a brasileira mais francesa, com descendência portuguesa e seu sotaque paulistano, com sua voz lindamente forte, quase uma locutora de rádio.
Eu vou me lembrar sempre disso, toda vez que alguém atender uma ligação minha no celular e me disser "alô".
Eu vou me lembrar dos nossos ricos diálogos, da nossa cumplicidade.
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28 June 2018
semear milho, colher canjica: por que não?
O mês de junho, melhor do ano depois de fevereiro, trouxe muita coisa boa, mais milho na comida (risos), mais milhas geradas nos ares e nas estradas, mais desejo de viver na simplicidade, sem querer nem mais nem menos, sempre em paz, torcendo por menos dor, mais saúde, mais torcida a favor que contra.
o mês dos santos prediletos me faz surpresa todo ano. O mês de Antônio, João e de Pedro (amanhã), gera milagre pra quem tem fé, pra quem acredita que o mundo pode ser menos hostil e que podemos confiar mais uns nos outros.
Muitas lágrimas secaram. Outras insistem. A luta não cessa.
Torcendo muito pela recuperação de minha amiga querida. Torcendo muito por todos os meus afetos. É que quando perdemos presenças lindas em nossos dias, devemos insistir por vida plena e feliz para os que estão vivos e presentes.
o mês dos santos prediletos me faz surpresa todo ano. O mês de Antônio, João e de Pedro (amanhã), gera milagre pra quem tem fé, pra quem acredita que o mundo pode ser menos hostil e que podemos confiar mais uns nos outros.
Muitas lágrimas secaram. Outras insistem. A luta não cessa.
Torcendo muito pela recuperação de minha amiga querida. Torcendo muito por todos os meus afetos. É que quando perdemos presenças lindas em nossos dias, devemos insistir por vida plena e feliz para os que estão vivos e presentes.
11 December 2016
Mensagem antecipada de natal (ou ainda acredito no poder das palavras)
Foi melhor fazer essa mensagem logo agora. Depois as mensagens natalinas ficam tão iguais.... depois ninguém vai notar, por exemplo, a diferença entre se desejar um Feliz Natal e um Natal Feliz.
Fato que esse mimimi da ocasião contamina toda a gente (como dizem os meus amigos portugueses). E o meu mimimi desse período, difere bastante dos demais períodos.
Fato que esse mimimi da ocasião contamina toda a gente (como dizem os meus amigos portugueses). E o meu mimimi desse período, difere bastante dos demais períodos.
18 April 2016
das faltas insuportáveis
Quando nos conhecemos, nos anos 80, nós estávamos saindo da adolescência, estudando para o vestibular, cheias de espinhas na cara e sonhos na cabeça. Passamos por fases. Passamos por farras. Frequentamos lavagens de medicina, de odonto, de direito. Viajamos com as outras amigas em réveillons, festas juninas. Curtimos em trupe todos os tipos de carnavais possíveis para uma única encarnação. Conhecemos a Argentina juntas. Temos fotos desses momentos todos. Temos memória para todo o sempre. Temos sorrisos acumulados. Atravessamos de um século ao outro. Nos mantivemos próximas, mesmo afastadas pela geografia.
Nunca duvidei nem questionei o valor que tenho por você, amiga. Ou que você tenha por mim. Então estar assim, distante de verdade, é estranho, doloroso, uma infelicidade. Todos os dias me levanto e peço a Deus para remover essa mágoa. Todos os dias peço proteção no seu caminho, como peço para todos os que amo. E, acredite, peço também para os que não amo. É a minha missão assumida semear amor, semear alegria, desejar a paz na humanidade.
Você me recebia na sua casa como se eu fosse parte de sua família. Nunca me senti hóspede. Nunca me senti rejeitada. Nunca me senti uma intrusa. As nossas novelas pessoais, dos amores e paixões, um capítulo que guardarei em segredo. Não imaginei que perderia a nossa cumplicidade. Espero que ainda dê tempo para dizer que lutar por justiça social, por democracia, pelo fim do preconceito racial, isso não faz de mim uma inimiga. Isso deveria fazer de mim mais amiga ainda. Porque se eu estivesse conspirando por coisas ruins, eu não estaria aqui apelando para a escrita, para uma rede social e declarando abertamente que te amo, amiga. E se me excluir da sua vida, como me deletou desse mundinho esquizofrênico pelos erros dos nossos políticos, a minha dor será pra sempre.
Dói muito não te dar o costumeiro bom dia ou mandar um áudio contando a resenha mais besta do dia ou da noite ou da madrugada. Seus olhos, seus ouvidos, seu coração, tudo isso me faz falta. Me deixa menor.
Nunca duvidei nem questionei o valor que tenho por você, amiga. Ou que você tenha por mim. Então estar assim, distante de verdade, é estranho, doloroso, uma infelicidade. Todos os dias me levanto e peço a Deus para remover essa mágoa. Todos os dias peço proteção no seu caminho, como peço para todos os que amo. E, acredite, peço também para os que não amo. É a minha missão assumida semear amor, semear alegria, desejar a paz na humanidade.
Você me recebia na sua casa como se eu fosse parte de sua família. Nunca me senti hóspede. Nunca me senti rejeitada. Nunca me senti uma intrusa. As nossas novelas pessoais, dos amores e paixões, um capítulo que guardarei em segredo. Não imaginei que perderia a nossa cumplicidade. Espero que ainda dê tempo para dizer que lutar por justiça social, por democracia, pelo fim do preconceito racial, isso não faz de mim uma inimiga. Isso deveria fazer de mim mais amiga ainda. Porque se eu estivesse conspirando por coisas ruins, eu não estaria aqui apelando para a escrita, para uma rede social e declarando abertamente que te amo, amiga. E se me excluir da sua vida, como me deletou desse mundinho esquizofrênico pelos erros dos nossos políticos, a minha dor será pra sempre.
Dói muito não te dar o costumeiro bom dia ou mandar um áudio contando a resenha mais besta do dia ou da noite ou da madrugada. Seus olhos, seus ouvidos, seu coração, tudo isso me faz falta. Me deixa menor.
13 April 2015
das promessas
Todos os encontros são de despedidas. Até os reencontros. Verdadeiramente não dá pra saber se teremos outra oportunidade de estarmos com aquela(s) pessoa(s) de novo. Juro que vou [tentar] esquecer [mais] o celular guardado na bolsa e passar a viver e a curtir mais os momentos presenciais. É que me despeço até com o olhar.
20 December 2014
a fé move tudo
Procuro estar sempre perto dos meus. Busco desejar e emanar boas energias, dia após dia, dezembro após dezembro, a cada novo feriado ou segundona. Os janeiros começam e se despedem. Os fevereiros alegram e se despedem. Os marços afogam águas e se despedem. Quando chega abril, renasce a hora de apaziguarmos a fé e fugirmos da dieta, degustando novos punhados de chocolate. Cada mês inventamos motivos para juntarmos talheres e brindarmos à vida. É assim que vejo o ciclo de todo ano. Listas, metas, sonhos, projeções, realizações, novos desejos- e as fantasias- que são realmente as que nos governam em busca do tesouro [ou elo] perdido. Voto por um brinde ao que vem pela frente. Um momento de silêncio consciente, em agradecimento aos dias que já adormeceram. E lutemos, pela paz, por menos horrores, mortes, assassinatos, suicídios, preconceitos e intolerâncias.
20 October 2013
seu nome é MAGA
Ela é Ariana, mas é de libra. Tem um jeito especial de pensar e dizer coisas. Tem um blog inventivo e divertido, como só ela sabe ser. Tem paixões muito bem delineadas pela família e por animais. Se pudesse, guardaria todos embaixo das suas asas. Ela ainda não voa. Talvez nem saiba que tenha asas.
4 February 2013
"Mô blog" querido
Minha vida de blogueira não está com os dias contados. Cada dia vivencio coisas inusitadas, engraçadas ou super tristes, e a vontade de blogar surge quase que instantaneamente. Costumo até brincar que, muitas vezes, tenho a impressão de que certas ocorrências só se dão comigo por uma única razão: é lógico que depois vou escrever sobre.
Hoje, por exemplo, me despedi de um amigo querido e portanto, eu não poderia deixar de escrever sobre a nossa curta convivência. Justamente sobre ele, o visitante-viajante que recebi em minha casa, durante a última semana de janeiro, que vou narrar.
Hoje, por exemplo, me despedi de um amigo querido e portanto, eu não poderia deixar de escrever sobre a nossa curta convivência. Justamente sobre ele, o visitante-viajante que recebi em minha casa, durante a última semana de janeiro, que vou narrar.
19 December 2012
para ler antes de depois de amanhã
Despedidas nunca são tranquilas. Não conheço ninguém que tenha dito o contrário. Mesmo quando não temos outro jeito, se não o de encarar o fim, fato é que despedir-se é doloroso. Seja de um amor que não deu certo, de um emprego, de uma moradia, de um amigo querido que partirá para longe, de um parente que morre. São despedidas distintas, mas que carregam significados, tristezas, aprendizados, desejos ditos ou não ditos. E do fim do mundo? Como seria despedir-se dele? Sugestionada que sou, eu decidi fazer uma carta de [quase] despedida, recheada de [muitas] intenções, para esse meu querido mundo, que já habito a exatos 42 anos.
12 December 2012
Um sonho a 2, a 3, depois a 4...
Quando a gente ama, simplesmente ama... é impossível explicar...
21 September 2012
Um bate-volta
Estou com o pé na estrada nesse primeiro mês primaveril. Percorri algumas deliciosas e lindas praias de Pernambuco e degustei caranguejos magros em Sergipe.
Viajar dirigindo é diversão e tensão, constantes. Observar as mudanças nas paisagens, checar horário e nível do combustível, ouvir baladinhas, dar umas pausas para esticar as pernas, pro xixi, além dos lanchinhos.... todo esse conjunto de situações, me estimulam a prosseguir com o pé no acelerador, e o foco no trânsito pesado das rodovias no nordeste.
Viajar dirigindo é diversão e tensão, constantes. Observar as mudanças nas paisagens, checar horário e nível do combustível, ouvir baladinhas, dar umas pausas para esticar as pernas, pro xixi, além dos lanchinhos.... todo esse conjunto de situações, me estimulam a prosseguir com o pé no acelerador, e o foco no trânsito pesado das rodovias no nordeste.
10 September 2012
O amor é mágico
Um amigo querido me disse que essa viajante que vos escreve anda muito romântica. Que há uma certa dose de autobiografia em meus devaneios. Ai, ando sim. E tenho muitos bons motivos para isso. Descobri, a tempo, que o amor se manifesta de vários jeitos e formas. Que devemos todos estar atentos aos sinais lançados no tempo, no espaço, até numa canção. Hoje vou narrar sobre uma história bem real, que mais imita um lindo romance, desses de encher os olhos d'água e o coração de esperança. Me lembra muito O amor nos tempos de cólera, de Gabriel Garcia Marques. Me afeta tanto, que parece ser minha a história também, tamanho o envolvimento nesse enredo recheado de encontros memoráveis, muita cumplicidade, despedidas e partidas. Meu desejo é que haja sim, um reencontro logo, para acabar com a sofreguidão que [nós] sentimos.
1 September 2012
"Depois do inverno, a vida em flores..."
Que mágico seria se, ao iniciarmos um novo mês, também pudéssemos eliminar [ou enterrar] todos os dissabores de antes. Que maravilhoso seria que o frio antecedesse o calor, sempre. Ou o contrário. Dependendo da perspectiva de quem fala ou vive uma situação, há calor no frio, ou vice-versa.
Tenho passado por tantas mudanças, dentro de mesmas estações, que hoje estou receosa, ou melhor, desconfiada, de que há temporadas e temporadas, bem divididas no tempo e no espaço. Começo a duvidar de que dias e horas seguem, necessariamente, alguma lógica.
O mês de agosto, por exemplo, foi muito atípico.
Tenho passado por tantas mudanças, dentro de mesmas estações, que hoje estou receosa, ou melhor, desconfiada, de que há temporadas e temporadas, bem divididas no tempo e no espaço. Começo a duvidar de que dias e horas seguem, necessariamente, alguma lógica.
O mês de agosto, por exemplo, foi muito atípico.
29 August 2012
[Para] uma menina-mulher, sonhadora e viajante
Não sei como os amigos blogueiros se inspiram para escrever. Se o título nasce antes ou depois da postagem. Se precisam de um "estalo" ou de algum elemento diferente, que esteja perto do ambiente aonde está o computador. Se escrevem e postam dias depois. Se revisam imediatamente ou se publicam logo, para garantir a sensação gostosa de um novo escrito. Se precisam de música tocando, de barriga cheia, de vinho, de chuva lá fora, ou sol brilhando.
Eu confesso que sou uma mistura disso tudo aí, mas publico imediatamente após escrever. Depois volto, reviso, capricho, passo glitter. Mas o que mais me motiva a escrever, sem dúvida, é o quanto estou afetada pelo objeto ou sujeito da minha escrita.
Pode ser derivado de uma experiência vivenciada num aeroporto, num ônibus, numa estrada, numa curva, ou parada, numa conexão forçada, que não temos o que fazer, senão esperar, esperar.
Pode ser num contexto outro, apenas por viajar nas memórias da minha vida em família. Sim, este é o caso da inspiração de hoje. Escrevo agora, por amor a alguém, que me pediu um texto de presente! Então, lá vai...
Eu confesso que sou uma mistura disso tudo aí, mas publico imediatamente após escrever. Depois volto, reviso, capricho, passo glitter. Mas o que mais me motiva a escrever, sem dúvida, é o quanto estou afetada pelo objeto ou sujeito da minha escrita.
Pode ser derivado de uma experiência vivenciada num aeroporto, num ônibus, numa estrada, numa curva, ou parada, numa conexão forçada, que não temos o que fazer, senão esperar, esperar.
Pode ser num contexto outro, apenas por viajar nas memórias da minha vida em família. Sim, este é o caso da inspiração de hoje. Escrevo agora, por amor a alguém, que me pediu um texto de presente! Então, lá vai...
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