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1 July 2018

heróis não existem

Argentina e Uruguai foram os primeiros países que conheci fora do meu. França, o primeiro da Europa que ousei chegar. Portugal, lugar que escolhi pra estudar. Passei pelos 4 com muita humildade, respeito e curiosidade pelas suas culturas e povos. Não acredito em heróis e por isso não faço chacota dos seus jogadores. O futebol é um esporte que emana a paixão das crianças, dos jovens, dos mais velhos também. Ser brasileira em outras terras sempre me causou essa impressão. O fervor pelas ruas em dias de jogos é muito lindo. Como baiana que sou, amo as torcidas do BAVI e não compreendo um time por um único jogador bom de bola. Time é time. Cada jogo é um jogo. Não creio que Messi e Cristiano Ronaldo deixaram de ser melhores jogadores apenas por uma única partida!! Só não são a bola da vez, nesta copa. A mídia não sabe lidar com esse fato. É preciso criar uma cultura de ídolo? Não. Não precisa. Os torcedores continuarão amando o futebol, seus países e seus times.

6 February 2018

7 anos não são 7 dias

Hoje completo 7 anos que passei a residir nas Alagoas.
Me lembro bem que cheguei em Maceió de ônibus, após 16h de viagem e também de muito choro da família na despedida, lá mesmo onde a noite esfria, em Vitória da Conquista.
Cheguei com malas, caixas e muitas expectativas sobre a nova morada, o novo trabalho, os novos amigos, os novos sonhos.
Lá em 2011 eu tinha menos ousadia que hoje. Mas me sobrava romantismo. Ah, tá. Sigo romântica. Mas bem menos, com certeza.
Foram 7 anos bem vividos, com muitas conquistas pelo caminho: doutorado, um sanduíche em Portugal, viagens fantásticas, turmas lindas na Pedagogia e nas licenciaturas, amigos que eu ganhei.
Que eu possa continuar firme nas minhas lutas diárias.
Que eu possa sonhar muito ainda.
Que independente de onde eu esteja, que eu valorize as minhas memórias.
Que eu sempre comemore a minha história.
Isso é legitimar o que se vive.
É assim que acredito ser possível reunir trabalho e alegria.
Alagoas dos coqueiros mais altos e lindos.
Alagoas da minha amada Ufal, que mais do que nunca precisa concretizar uma Outra Ufal.

22 September 2015

metas e sonhos

concluir a tese
defender a tese
revisar a tese
virar doutora de papel passado (realizar progressão vertical)
de assistente II para adjunto I (realizar progressão horizontal)
dormir (e ver tv) sem culpa
aprender a tocar violão
voltar para o pilates
fazer ginástica (perder os quilos extras)
ir duas vezes ao cinema na semana
ler um livro de literatura por semana
postar meus diários de bordo daszoropa no bloguito
viajar com meus manos e manas
passar natal com a família
aprender a cozinhar
saber escolher vinho
preparar jantares com os amigos
voltar a caminhar sem pressa
treinar o inglês
deixar o cabelo crescer
eliminar a distância do meu amor
plantar um pé de carvalho
adotar um cachorro
comprar um apartamento
jogar baralho
gastar mais tempo com minha mãe, tios e tias
conversar ao telefone com meus sobrinhos
arrumar meu canto
cultivar hortelã, manjericão e coentro, numa mini-horta na varanda
cuidar da alma
desligar o celular durante as refeições
fazer um curso de decoração de ambientes
continuar militante (luta antirracista)
dançar capoeira
morar noutro lugar
elaborar projeto de pesquisa, para um pós-doc de seis meses (primavera-verão), num país de língua inglesa
escrever um romance

22 August 2015

6 é metade de 12: quase na puberdade!

O aniversariante me forçou a dormir fora do horário habitual. A tarefa de casa era bem simples: listar as postagens que prometi fazer, das andanças que fiz pelo mundo afora, entre setembro de 2014 e junho de 2015. E exigiu mais: no mínimo 6 grandes postagens. O desafio foi aceito. Resolvi dar um intervalo na tese, de poucas horas, e resolvi voltar a sonhar com a escrita livre.