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8 August 2015

não tenho mais dia dos pais (ou devaneios de uma saudosa)

Cadê painho que não volta? Essa viagem dele está demorando muito mais que as anteriores. Não desisto. Continuo à espera que ele chegue, naquele portão, da casa de número 80, de olho no fim da rua Marcelino Rosa, em Vitória da Conquista, Bahia, onde morávamos juntos e felizes: eu, meus manos, meus pais e minha avó Maria Costa. O tempo não vai conseguir apagá-lo da minha memória. Por isso escrevo.
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Ser pai é também ser mãe. É, sem dúvida, assumir a paternidade no mesmo dia/segundo da maternidade. Não acredito nem acho bonitinho o tipo "pai machista", que após um dia inteiro de ausência, chega em casa, faz gracinha no berço, depois vai para o seu "merecido" banho, e, depois de estar alimentado, liga a televisão, "segura" o filho (só) por 15 minutos, para que a coitada da mãe tome o seu próprio banho, ou prepare a mamadeira seguinte. Não acredito nem acho bonitinho muito menos um "bom exemplo" aqueles pais que fazem uso da máxima (de muitos professores, inclusive): "quebre a cara e se vire". Ser pai é estar presente, é fazer-se presente, com respeito, com educação, com diálogo, com incentivo, e muito abraço. ‪#‎felizdiadosverdadeirospais‬
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Acho tudo lindo... me emociono com as histórias, com as fotos, me delicio com as homenagens aos pais dos meus amigos, especialmente daqueles que conheço/conheci e percebi o quanto são mesmo amados e cuidados. Queria mesmo saber porque a maioria só faz isso uma vez ao ano, ou duas, no aniversário... eu que perdi o meu aos 12 (por isso sempre o 12), não esqueço de me lembrar da importância dele em minha vida. Enfim... fica a dica.... risos... vamos aprender a valorizar em vida... depois, depois... só restará a saudade, ou talvez a tristeza de não ter aproveitado mais a cia dos nossos pais, dos nossos irmãos, dos nossos amigos... enfim, validar SEMPRE será preciso.
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"Sem essa de que estou sozinho, somos muito mais que isso..."
‪#‎vamosfazerumfilme‬ ‪#‎LegiãoUrbana‬ ‪#‎RenatoRusso‬
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"Aceitar, né? Fazer o que?" ): Que lindo depoimento. Eu já gostava desse cara... agora gosto mais. Adoro gente simples, que é verdadeiro, que admite erros, que pede desculpas, que faz pensar, que faz sorrir, que faz chorar, que emociona.



20 November 2014

brincando de ter inverno

Faz mais frio por essas terras. Tem chovido mais do que deveria para nós, pedestres em Lisboa. Eu não sinto vontade de colocar os pés fora de casa. Mas insisto que a vida segue, faça chuva ou não. Ontem inventamos de ir ao cinema. Eu e Camila Silva, parceira bem humorada que topa [quase] todas as aventuras comigo. 
Estrago: eu saí do shopping com duas novas botas de plástico, mais meias e echarpes. Mas precisaríamos de roupas à prova d'água e de uma nave também, e claro, Matthew Mcconaughey, para nos conduzir mundo afora, com aquele olhar terno e sorriso quente.
Brincadeiras à parte, voltamos felizes, sem chuva por fora, mas em lágrimas por dentro. O filme é bem futurista, e se passa entre o espaço sideral, nas formas de vida inventadas, em diferentes planetas, com passagens paralelas sobre a vida na Terra.
Penso que a abordagem fílmica é mais amorosa que tecnológica. Amor que rompe barreiras físicas. Amor que rompe "bobagens" como tempos e espaços distintos. Amor que de tão grave, ressoa a partir da gravidade. Amor pela espécie humana, pelo outro. 

Ah... tem até diálogo entre pais e filhos. Lembrei do meu querido pai. Escrevo muito sobre [e para] ele. Um dia quem sabe, ainda lhe farei um vídeo também, ainda que não seja em tempo real. Melhor ainda seria receber um dele. Emocionante.
‪#‎dicaquente‬ ‪#‎amocinema‬ 

9 June 2014

dois filmes imperdíveis

A culpa é das estrelas é um filme lindo. Pouco importa se nasceu a partir de um best seller. Pouco importa se é americano demais ou de menos. É um filme sobre amor. Dos filhos pelos pais. Dos pais pelos filhos. Dos amigos pelos amigos. Do amor que nasce entre os que nem acreditam ser possível amar. Do amor pela leitura. Do amor pela vida.

......

Malévola é um filme muito lindo. Dá vontade de ser fada, dá vontade de voar e dá [até] vontade de ser mãe.

26 August 2013

mais alma que corpo

Onde quer que eu vá, com quem quer que eu vá, possa eu ver a mim mesmo como menos que os outros, e do fundo de meu coração, possa eu considerá-los, supremamente preciosos.
Dalai Lama

De férias, com um controle remoto na mão e vários canais à disposição. Os dias passam lentos. Ou rápidos demais. Logo escurece. Mais tarde sinto mais frio. Amanheço querendo adormecer mais. Penso no que está à minha volta. Lembro [com saudade] da minha mãe e dos meus manos, tão distantes. Não consigo me separar da minha realidade. Tenho compromissos assumidos, com prazo de validade para o fim do mês. 
Ouço Cold Play tocar Fix you, insistentemente. Talvez querendo chamar a minha atenção. Talvez. Decido decifrar a letra e me deparo com a tradução do título que diz "consertar você".

20 May 2013

♥...mudaram as estações, nada mudou...♥

Claro que já fiz posts demais dedicados ao legado de Renato, o Russo, e sua Legião, tão urbana e querida. Já ouvi suas canções em momentos diversos, ao longo dos anos. Já chorei e copiei versos em geladeiras, em espelhos, em cartas, torpedos, anotações avulsas de qualquer ordem. Sou o tipo de fã incondicional. 
Tanto faz que um novo filme ou documentário retrate bem ou mal, assim ou assado.

21 February 2013

"Moça, olha só o que eu te escrevi..."

Observo que a porção romântica das pessoas tem sumido gradativamente. Há quem não preste mais atenção às diferentes luas e estrelas que habitam, nos diferentes céus. Há quem nem percebe a mudança no clima, nas plantas, na temperatura de um lugar, com a chegada de uma nova estação. Há quem nunca visualiza arco-íris num céu, como efeito da mistura de uma chuva fininha com um sol tímido.
Há quem não preste atenção nas palavras ditas, musicadas, sussurradas. Há quem não se sensibilize com um olhar de alguém, ou com um sorriso sapeca de um bebê. Há ainda pessoas e pessoas, desprovidas de toda e qualquer sensibilidade para "perceber que a estrada vai além do que se vê*", como lindamente nos diz uma canção.

15 October 2012

"Me arruma, um espaço na van..."*

Estava ansiosa para narrar a viagem que fiz, nesse último feriado. Não viajei fisicamente, apenas em cenas bem filmadas, com personagens bem escritos e atuações impecáveis.
Claro que não sou crítica de cinema e, portanto, isso aqui não pretende ser resenha. Foi só um jeito que encontrei para registrar minhas impressões boas sobre o filme, que podem servir de estímulo [ou não] para que outras pessoas queiram assisti-lo, a qualquer tempo:


19 June 2011

"Os nomes do amor"

Esse foi o título traduzido, no Brasil, para uma comédia francesa que assisti recentemente. O correto seria "Os nomes das pessoas", já que o original é Les Noms des Gens. Mesmo com essa mudança, e talvez proposital, o filme aborda, no meu entendimento, com sensibilidade e beleza, ideias sobre o amor, em suas variadas formas, em seus variados contextos. 
Sabem que não sou crítica de cinema. Não fico atenta a quem é o diretor, ou quais foram os filmes que fez antes... não chego nesse grau de proximidade com as produções cinematográficas. Sou apenas uma consumidora voraz, uma cinéfila de plantão, sempre desejando assistir filmes extraordinários, que me façam viajar, de fato, mesmo que sentada e devorando pipocas. 
Neste caso, senti um desejo grande de comentar aqui sobre a viagem que fiz ao assistir "Os nomes do amor". Os protagonistas travam uma espécie de análise sobre suas histórias de vida, e nos convidam a conhecê-las, sob suas óticas. 
Adorei e me envolvi demasiadamente com o enredo. Quando terminou a 'sessão-regressão', entre boas risadas e lágrimas teimosas, concluí que as marcas do passado nem sempre nos aprisionam, mas são determinantes para direcionar, ou sugerir, nossas condutas, a maneira como nos comportamos ou agimos, sobretudo nas relações amorosas.
Entendo que o amor, embora não deva ser definido, é uma extensão do que somos, ou do que pretendemos nos tornar. Pra mim, a possibilidade de amar alguém, respeitando suas diferenças, nos aproxima desse estado de arte. A vida, pode passar a ser um filme, afinal, quando a gente ama as cores do mundo ficam muito mais atraentes. O que nos cerca, ganham um efeito especial. Tudo parece funcionar ou faz mais sentido, ainda que os males, as dores, as desigualdades estejam, contraditoriamente, demarcando as suas presenças. 
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Não deve ter sido à toa que uma das músicas mais lindas de Renato Russo, tem um título tão sugestivo: "vamos fazer um filme". Eu topo. Mas ele que me perdoe, pela correção. O nome correto para mim seria "vamos viver um filme". Eu continuaria topando. 

28 November 2010

Ela e os seus conflitos

Recomendo!
Quando o assisti pela primeira vez, fiquei arrepiada a cada cena. Parecia uma filmagem rodada intencionalmente para promover, à distância, a lógica de uma avaliação psicopedagógica. Parecia um laboratório para avaliar as três dimensões interelacionadas: escola, família e sujeito. O filme aborda com perfeição esse triângulo conflitante.
Depois, da segunda vez, pensei ser uma filmagem rodada intencionalmente para provocar outra investigação: sobre o quanto somos insensíveis ou o quanto banalizamos os sentimentos e os sintomas de dificuldades de relacionamento, que um indivíduo manifesta, sempre de forma evidente, mas que não enxergamos.
Ou por egoísmo, ou por preguiça.
Pensamos coisas como: isso é manha, é chantagem emocional, é 'meninice', é capricho, é bobagem.
Pior quando verbalizamos: isso logo passa!
Deixo então a dica desse filme, rodado em 2009, direto em dvd.
Deixo também o meu desejo de estimular a análise fílmica no contexto escolar, por considerá-la uma das estratégias mais potentes e capazes de despertar novas percepções sobre o mundo que nos cerca, ou sobre realidades invisíveis para pais, professores, diretores...
A crítica negativa é que retrata uma realidade bem diferente da nossa sociedade, sobretudo se focarmos no cenário educacional brasileiro, carregado de particularidades e (muitos) equívocos.
Ainda assim, isso não compromete a obra.
Juro. A pipoca é realmente dispensável. Já o lenço, não.

9 October 2010

O encontro da estreia

Não sou como José Wilker.  Ele, além de ator, também faz críticas e resenhas fílmicas. Por isso, ama dar pitacos sobre produtores e demais artistas do mundo cinematográfico. Eu sou, tão somente, uma cinéfila apaixonada. O único programa que jamais recuso. Quem me convida, sabe disso.

Tento me apaixonar e sair com uma boa impressão, a cada novo filme visto. Bem parecido com o que sinto quando estou enamorada. Dá vontade de me arrumar, ficar bonita, nasce aquela sensação gostosa, talvez única, com o primeiro encontro, e o segundo, e o terceiro...

Hoje eu tive um encontro desses. Assisti hoje, na estreia, a continuação de Tropa de Elite. Gostaria de falar sobre o enredo, mas me pediram para manter segredo. Feito.

Me preparei, como de costume: roupa confortável, casaco pra me aquecer, echarpe na bolsa, para me aquecer mais ainda. Pipoca, refrigerante e os olhos grudados na telona. Enfim, ficamos a sós. Todo o resto do público, que lotou a sessão, desapareceu. 

O processo não foi assim... é sempre assim:  sorridente, com os olhos fixos na tela, fico arrepiada quando as luzes se apagam, e vem o silêncio de toda boa plateia madura. Nem sei se faço parte dela, já que converso e comento as cenas, ao longo da projeção. Mas falo baixinho...

Bem ao meu lado, a vizinha me dispersou, a contragosto. Ela prestava mais atenção nos torpedos e horário, do que nas imagens rápidas, bem feitas e narração sedutora de Vagner Moura, na pele, mais uma vez, do personagem Capitão Nascimento.

Agora, estou completamente acesa, sem sono. Descubro que gosto tanto de cinema, e gosto tanto de escrever, que me dou conta do horário, ou seja, dormirei pouco, para amanhã pegar estrada rumo ao mar de Itacaré, sul da Bahia, às cinco e meia da matina.

Impressionante e imperativo o meu desejo, o meu vício nesse micro universo, quando fico mais "autista" que o normal, alheia ao tempo, ao clima, ao que acontece externamente.

Quem for sugestionável, assista rápido, porque o filme é muito bom. Como diria o global Wilker (quanta intimidade), "gostei da evolução das personagens, de perceber que o cinema brasileiro tem superado e produz bem, muito bem. E é reflexivo."

Não é que a ficção me deu uma vontade de votar, no dia 31? Vou pensar sobre. Agora me deu sono. Esse papo de política (ou milícia) me dá sono. Mas é fuga, vocês já sabem. E Freud já explicou o mecanismo do ser humano, pra fugir da realidade. Ou dorme demais, ou de menos, ou come demais ou de menos, ou se vicia em drogas, em cigarro, em álcool, em música, em cinema, em blog...

Polêmicas à parte, as músicas são ótimas também. 
Vou comprar dvd e cd, assim que lançarem. 

1 October 2010

"Vamos fazer um filme?"

 
Minha irmã ficou preocupada. Me pediu pra eu parar de ver filmes românticos. Teme pela minha realidade, tão diferente das telonas. Me assistiu chorando, ao narrar o enredo de mais uma história linda, em "Noites de Tormenta", com Diane Lane e Richard Gere. Quem não choraria, com aquele final, gente?

14 August 2010

Uma visão ímpar da Toscana

A narrativa aqui é de outra autoria. Trata-se de uma amiga-irmã, blogueira, dona dos Tropos Líquidos.
Divirtam-se! Me retiro, porque a vez é dela!!
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Chegar na região da Toscana é quase como repetir a experiência da Mia Farrow no filme “A Rosa Púrpura do Cairo” – e se ver, repentinamente, dentro de um filme. Apesar de servir à ambientação estrangeira da novela das oito, nem por um minuto reconheço aquele lugar como o que se reproduz nos cenários do Projac, nem mesmo nas cenas filmadas na Toscana real. Minha estada por lá, me lembra mais algumas cenas do filme Beleza Roubada do Bertolucci, que, aliás, é ambientado no interior da França. Vá entender!

Ficamos hospedados em um hotel rural, que é também a casa de campo de uma bela família italiana. Trata-se de uma propriedade antiga, com uma casa principal de grossas paredes de pedra e explosões de flores por todos os lados. O lugar é cercado de campos verdes que se estendem por colinas que mais parecem almofadas arrumadas cuidadosamente em torno das várias propriedades tradicionais da região e das belíssimas cidadezinhas que surgem sucessivamente para qualquer lado que se vá. E falar os nomes dessas cidades é um prazer à parte: Certaldo (Tchertáallldo ), Montespertoli, Castelfiorentino, San Giminiano...
  
Toda a paisagem é arrematada por ciprestes que ora contornam os campos, delimitando os espaços, ora salpicam graciosamente, assim como os clássicos rolos de feno, os raros campos não fertilizados com uvas e oliveiras. E registro aqui minha emoção em ver uma oliveira de verdade, quase saí correndo pra abraçar uma.

Era verão, por isso o sol se deitava às dez noite e nós, que queríamos aproveitar o clima mais fresco, já que os dias ficavam em torno de 35°, podíamos esticar em torno de uma longa mesa de madeira ao ar livre. Ao anoitecer, se reuniam por lá os hóspedes apreciadores de uma boa conversa e da deliciosa e ritualística comida italiana que não dispensa entrada, primi piatti, secondi piatti e sobremesa, sempre indefectíveis. Pra acompanhar, eles servem sempre o vinho da casa que, óbvio, não levanta dúvidas quanto à procedência e que nos poupa de qualquer preocupação, ou discussão, sobre o que beber.

Apesar de esse ritual todo poder parecer uma grande frescura diante dos nossos costumes, o clima era simples e descontraído, sobretudo pela presença do Davi, assistente da Nona e mineirinho doce, que no dia da minha chegada insistiu em me emprestar seu cartão telefônico para eu falar com minha filha e avisar que estava tudo – muito - bem. Eu já tinha comprado um desses cartões no aeroporto de Roma e não acertara usar, acredite.

Valeu a pena. E digo isto, porque, apesar da licença poética no início do post, minha chegada não foi como um passe de mágica, muito menos rápida. Na verdade precisei pegar um avião em Frankfurt até Roma, num intervalo de troca de avião apertadíssimo, por causa do atraso em Salvador, depois tomar dois trens para chegar em Firenze, um para o terminal de Roma e o Eurostar, para então encontrar os amigos que me levaram de carro até o hotel que ficava em Castelfiorentino, numa região chamada Il Grande Prato. Mas depois de chegar lá, parece que toda essa saga aconteceu em um segundo apenas.

E, sim, não vou resistir em terminar essa minha passagem aqui no Foi Assim: sem usar aquela expressão adorável: Arriverderti!
By G.

21 February 2010

Imersão no mundo líquido

Vivo criticando o mundo líquido. Critico também os individualistas, quem se isola do mundo, das pessoas, da realidade. Critico quem se refugia na internet, quem vive atrás de uma tela de computador.

Dessas críticas severas, cá estou eu, prova viva que ando fugindo não sei bem do quê ou de quem. Talvez de nada. Mas sei que estou muito mal acostumada e viciada nos sons, formas e cores acessíveis num bater de teclas, do notebook ou do controle remoto.

Definitivamente, não poderei usufruir de uma tv a cabo. Não sairia mais do meu canto. E gosto de rua. Gosto de gente. Sou sociável, sim. Afora as muitas redes de relacionamento virtuais, mantenho as reais. Aquariana como sou, sou gregária, por natureza.

Enquanto teclo e busco novidades aqui e ali, na tela maior assisto filmes antigos. Creio que a indústria cinematográfica está meio repetitiva. São muitas cenas de natal, muita neve, casamentos, encontros e desencontros.

São muitos os desfechos lindos, ultra românticos. Até os cenários se repetem. Os personagens também. Cinderelas do mundo contemporâneo. Mulheres na crise dos trinta ou dos quarenta, com relações desfeitas, e lá aparecem eles: altos, charmosos, educados, encantadores, e o mais importante, disponíveis.

No cinema é assim. Da metade pra trás, vejo essas cenas se repetindo comigo, amigas e vizinhas. Do meio pro fim, só no cinema. Com direito a vistas de cima da linda Manhattan...um dia chego lá...ah se chego...

Minha mãe ama cinema. Ama assistir filmes comigo, de mãos dadas. Nos reunimos em volta da telona e as horas parecem nem fazer sentido. Disso sinto falta. Da companhia dela, dos manos, dos sobrinhos, para provarmos das mesmas sensações, dos mesmos sustos, comentarmos sobre as mesmas coisas, para rirmos das mesmas besteiras que sempre rimos.

E por falar na magia da vida e do cinema, claro que não quero nenhum ogro por perto, mas agora tenho que continuar a assistir Shrek 3, com meu dindo, que apesar dos dezesseis, só cresceu no tamanho. Ele odeia quando o chamo de dindo e me mata se souber que pra mim ele ainda é um guri, apesar da voz já tão grossa...
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Hoje retorno para soterópolis e para a rotina de sempre. Mais oito horas de estrada. Mais uma pausa para eu tentar sonhar com a mudança que desejo ver em mim, com a solidez que espero plantar em mim.

27 December 2009

Sessão Pipoca

A viagem para Vitória da Conquista- Salvador nunca foi tão divertida e prazerosa. Minto. Já tive uma experiência, nesse trecho, que posso defini-la como única, diferente e inusitada. Mas isso foi muito bom, mas é passado, não vem ao caso.

Vou falar do presente.