Cena 1
“Quando você está sozinha comigo você é um saco, fica reclamando o tempo inteiro”.
A menina ouviu calada e seguiram de mãos dadas, shopping a dentro.
A única melhor parte do que acompanhei: não soltaram a mão uma da outra. ❤️
Cena 2
-filho, senta aqui.
- e meu almoço?
- seu pai foi comprar.
(menino com cara de tédio,ficou em silêncio)
- quer meu celular?
(menino continuou indiferente, enquanto a mãe colocava um joguinho no celular dela pra ele)
- toma.
(o menino começou a jogar e ela ficou ali, olhando pro chão, batendo os dedos na mesa...)
Cena 3
Choro de bebê é batata! Não tem quem não olha curioso e segue o olhar acompanhando de onde vem o som até chegar no pranto desesperado.
E eu ali, à toa, filmando....
A mãe estava super arrumada para o passeio no shopping. Ela vestia uma saia longa com estampa de um felino. Seria uma estampa de onça? Não faço ideia, mas percebi que tentava distrair sua filhinha, que devia ter uns 7, 8 meses.
A garota chorava muito e notei rapidamente que também usava uma roupinha encomendada, só que com estampa de outro felino, que também não consegui identificar qual era!
É que tem detalhes muito parecidos, inclusive nas cores, a exemplo de muitas pintas pretas mescladas com tons de amarelo ou laranja. A guria também tinha um laço em volta da cabeça.
Eu não posso comprovar mas é muita coincidência: toda criança que chora muito e tem algo amarrado na cabeça, bem... penso logo que deve ser esse enfeite feio, exagerado, que pode estar doendo, machucando, irritando. Deu vontade de levantar rápido, dizer “oi, com licença” e retirar aquele laço antes da mãe reagir.... quem não??
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11 May 2019
11 September 2017
daí que ganhei o dia num banheiro público
Daí você entra apressada no banheiro, com muita vontade de encontrá-lo limpo, com papel e avança em direção à cabine disponível. Como não tem nenhuma livre, recua e fica ali, se apertando e torcendo pra vagar logo e chegar a sua vez.
Nesse momento de alívio (quase) imediato, a porta se abre e dá de cara com um lindo sorriso, seguido de:
- professora Jusciney?
- oi querida, como você tá?
- eu tô bem...
- que bom...
Daí você sai do "box" e o sorriso continua ali, presente, entre uma pia e outra e aí você se dá conta de que aquela menina quer continuar o papo do reencontro. Então você lava as mãos e pergunta:
- como está a turma?
- ah professora, eu não sei... já fiz mestrado e já estou no doutorado.
- hein? como é que é? quando você foi minha aluna?
- eu fui sua aluna em 2011, em Ciências Sociais.
- mas faz muito tempo... e lembrou de mim? Desculpa, mas são muitos alunos, muitas turmas...
- é, eu imagino... mas sua aula é ótima.. a senhora é inesquecível.
- ah... que lindo... assim eu fico emocionada... e veio visitar a Ufal?
- pois é... acabei de me inscrever num concurso pra substituto no Instituto de Ciências Sociais...
- ah... que legal, você vai passar! E como se chama?
- Noélia.
- Noélia... me conta aí do seu doutorado... o que está pesquisando? onde está fazendo?
- ah... uma pesquisa sobre o pensamento desviante na igreja universal do reino de deus, na Universidade Federal de Campina Grande.
- uau... o que será que vem por ai?
- ruptura, professora....
Daí que abri o meu sorriso também, desejei sorte no concurso e na vida.
Daí que num meio de uma segunda meio chuvosa, me apareceu Noélia e seu sorriso encantante com efeito dominó. Com tanta miséria humana alardeada pelos 4 cantos, eu penso que ainda é possível (e necessário) se animar.
#elaadoracausos #serdocenteéomáximo
(fim)
12 August 2017
transmimento de pensação
A primeira vez que falei com ela foi na noite anterior à viagem que faríamos juntos no dia seguinte. Ela me deu boa noite, muito gentil e me pareceu um pouco apreensiva. Ela questionou se eu estaria no horário marcado. Confirmei que sim. Ela insistiu, desconfiada: vai mesmo?
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