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13 April 2017
historinha de uma tarde chuvosa
- você já viveu uma história de amor?
- já.
- foi um conto de fadas?
- foi sim, e lindo!
- teve príncipe?
- um lindo cavalheiro muito gentil.
- montava um cavalo branco?
- acho que ele nunca montou num cavalo, de nenhuma cor.
- então tinha um carro super cheio de cilindros?
- ele nem sabia dirigir.
- ele entendia e respeitava o seu jeito de ser?
- sim, mesmo falando língua diferente da minha.
- acabou como todo bom conto de fadas?
- não.
- por que acabou?
- acabou porque acabou.
- do que mais sente falta?
- do olhar dele sobre mim.
- como faz pra resolver isso?
- não faz.
- o que mudaria, se pudesse mudar?
- nada, não mudaria nada.
- então foi um final feliz?
- não.
- como foi o final?
- infeliz.
- quer dizer algo mais?
- eu sinto mais falta de "nós" do que dele.
FIM
18 September 2014
hoje o dia é dele
Happy birthday to you, Marco!
I'd love to be beside you, today, in your birthday, as in all others. I've asked God and to Saint Anthony to protect you too. I wish you peace, success, health for you, your father, your mother, your brothers, cousins and uncles. I am very happy to have you in my life and I hope that very soon we can meet again in Melbourne. I do not like promises, but I will do my best to pass the end of year with you! I love you very much! Miss you! I'm your Juicy. Love.
I'd love to be beside you, today, in your birthday, as in all others. I've asked God and to Saint Anthony to protect you too. I wish you peace, success, health for you, your father, your mother, your brothers, cousins and uncles. I am very happy to have you in my life and I hope that very soon we can meet again in Melbourne. I do not like promises, but I will do my best to pass the end of year with you! I love you very much! Miss you! I'm your Juicy. Love.
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| Praia do Gunga/Alagoas- Jul/2014 |
16 September 2014
Happy Birthday to you, Marco!
My neighbour!
I'd love to be beside you, today, in your birthday, as in all others. I've asked God and to Saint Anthony to protect you too. I wish you peace, success, health for you, your father, your mother, your brothers, cousins and uncles. I'm very happy to have you in my life and I hope that very soon we can meet again in Melbourne. I don't like promises, but I will do my best to pass the end of year with you! I love very much! Miss you! I'm your Juicy. Love.
19 August 2014
dois em um
"Lembra de mim
Nós dois nas ruas provocando os casais
Amando mais do que o amor é capaz
Perto daqui há tempos atrás..."
Agora eu passo a entender porque é tão importante validar o amor, através de textos escritos e imagéticos. Amar nos transforma em seres menos egoístas. Não acredito que amamos para causar inveja. E se causamos, tomara que todos consigam amar e viver o amor em sua plenitude. Oceanos podem até separar corpos. Corações, não.
Faz pouco tempo que alguém me disse: "é estranho um casal que se ama não exibir fotos deles juntos, nas redes sociais". Discordei veementemente. Hoje já penso diferente. Não sei se pelo fato de estar desejando exibir a minha felicidade aos olhos alheios; não sei se por passar a acreditar que o amor é possível de existir em dois corações em sintonia, e não apenas em um, sofredor.
Os amores platônicos sempre fizeram parte de mim. Sempre amei, me apaixonei, fantasiei o amor, com todo o romance possível.
E não havia fotos lindinhas, nem declarações do outro lado. Era eu me doando, insistindo, desejando. Um ser solitário, numa namoradeira numa varanda com chuva caindo e encobrindo a lua cheia. Contemplar a lua a dois, ou o pôr do sol, só em filmes.
E percebi que isso tudo pode ser real. Para nós dois está sendo real. O nosso amor pode tudo. A gente deseja e briga por isso.
Faz pouco tempo que alguém me disse: "é estranho um casal que se ama não exibir fotos deles juntos, nas redes sociais". Discordei veementemente. Hoje já penso diferente. Não sei se pelo fato de estar desejando exibir a minha felicidade aos olhos alheios; não sei se por passar a acreditar que o amor é possível de existir em dois corações em sintonia, e não apenas em um, sofredor.
Os amores platônicos sempre fizeram parte de mim. Sempre amei, me apaixonei, fantasiei o amor, com todo o romance possível.
E não havia fotos lindinhas, nem declarações do outro lado. Era eu me doando, insistindo, desejando. Um ser solitário, numa namoradeira numa varanda com chuva caindo e encobrindo a lua cheia. Contemplar a lua a dois, ou o pôr do sol, só em filmes.
E percebi que isso tudo pode ser real. Para nós dois está sendo real. O nosso amor pode tudo. A gente deseja e briga por isso.
Ivan Lins, você agora não me provoca mais. Citação da música "Lembra de mim" (1997).
28 July 2014
anybody in home?
Era assim que ao abrirmos "nossa casa" buscávamos descobrir que realmente estávamos à sós, protegidos de olhos e ouvidos externos. Era desse jeito que nos descobríamos trancados. Dia após dia, noite após noite. Tornou-se nosso código secreto. O nosso "enfim sós".
O tempo passou rápido. É difícil aceitar que agora a casa só conta com um coração. Os corpos não se encontrarão mais na varanda. A mesa do café não contará com duas xícaras ansiosas por doses de calor. A quem mesmo desejar "bom dia, meu amor"?
Depois de ontem, descubro hoje que a vida segue sim, mas não com a mesma dinâmica, com o mesmo ritmo e muito menos com o entusiasmo da véspera. As lágrimas correm soltas. Um luto que resisti e ainda resisto. O sentimento não morreu. E quer sobreviver. Oceanos se apresentam agora, mas, cá entre nós, eles sempre existiram. De que são feitos os sonhos, se não nos movemos [até o fim] para merecermos vivê-los?
Não, não há mais ninguém em casa. Nem eu existo mais sozinha. Está tudo inundado de dois: dois pares de olhares perdidos, por aí, dois corações tristonhos, relembrando coisas lindinhas, duas almas que se desejam muito mais que antes. Se em inglês ou em italiano ou em português, declarar já não nos basta. Nenhuma tradução nos basta. Será mesmo preciso emitir novos bilhetes internacionais.
O tempo passou rápido. É difícil aceitar que agora a casa só conta com um coração. Os corpos não se encontrarão mais na varanda. A mesa do café não contará com duas xícaras ansiosas por doses de calor. A quem mesmo desejar "bom dia, meu amor"?
Depois de ontem, descubro hoje que a vida segue sim, mas não com a mesma dinâmica, com o mesmo ritmo e muito menos com o entusiasmo da véspera. As lágrimas correm soltas. Um luto que resisti e ainda resisto. O sentimento não morreu. E quer sobreviver. Oceanos se apresentam agora, mas, cá entre nós, eles sempre existiram. De que são feitos os sonhos, se não nos movemos [até o fim] para merecermos vivê-los?
Não, não há mais ninguém em casa. Nem eu existo mais sozinha. Está tudo inundado de dois: dois pares de olhares perdidos, por aí, dois corações tristonhos, relembrando coisas lindinhas, duas almas que se desejam muito mais que antes. Se em inglês ou em italiano ou em português, declarar já não nos basta. Nenhuma tradução nos basta. Será mesmo preciso emitir novos bilhetes internacionais.
5 July 2014
"...do visgo que me prendeu..."
Nunca mais tinha sentido vontade de escrever meus [quase] contos! O doutorado e suas obrigações me desviaram desse interesse. A copa no Brasil também desviou a minha atenção. Bastou eu aportar no Rio de Janeiro e tudo mudou.
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