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22 August 2015

6 é metade de 12: quase na puberdade!

O aniversariante me forçou a dormir fora do horário habitual. A tarefa de casa era bem simples: listar as postagens que prometi fazer, das andanças que fiz pelo mundo afora, entre setembro de 2014 e junho de 2015. E exigiu mais: no mínimo 6 grandes postagens. O desafio foi aceito. Resolvi dar um intervalo na tese, de poucas horas, e resolvi voltar a sonhar com a escrita livre.


14 February 2013

um amor apurado

Ode ao Rio? Será isso aqui, de novo, mais uma declaração de amor ao Rio de Janeiro, FEVEREIRO e março? Será que cairei no lugar comum? O que importa o que será esse texto? Escrevo para mim, sobre mim, por mim. Não quero somar às falas alheias dos que criticam, dos que desdenham, dos que julgam conhecer. Eu não critico, não desdenho, não julgo. Sequer conheço. São ensaios ou apenas rascunhos deliciosos. Não sou tão pretensiosa, assim.
Pensando melhor, [para mim] o Rio não é só carnaval, nem sambódromo, não é a terra predileta dos globais e famosos, não é só zona sul, não se resume aos quinze maravilhosos minutos de fogos na praia de copacabana. O estado do Rio é muito mais. Belezas exuberantes, problemas latentes, gente que dança, que canta, que vende, que se enfeita, que sofre, que fala gíria e tem sotaque com melodia.
Não creio ser a terra dos cariocas. Talvez dos cariocas e demais moradores e visitantes dos quatro cantos do mundo que ajudam a valorizar a cidade, a cuidar do ambiente, a fazer crescer a economia, para além do turismo. Não, definitivamente não o lugar de cariocas não-éticos, que se vangloriam do rótulo de esperto, que cantarola que "malandro, malandro, e mané é mané", mesmo sendo eu a falar disso, contraditória por natureza, e fã incondicional do bom samba de Diogo Nogueira.
Simplesmente vivo o Rio, do jeito que se apresenta para mim: caloroso, aquecido com tantas possibilidades, culturalmente fervoroso. De certo, esse é um dos dois principais motivos de meu encantamento quando observo cenas, cenários, pessoas e pessoas; quando circulo por suas ruas.
O outro? Quando aqui estou, e mesmo estando longe, tenho uma família que me absorve e me emociona. Tenho uma tia-amiga linda, melhor parceira de qualquer programa e no meu predileto: conversar na cozinha da sua casa. Não há como ir embora sem querer retornar. Não há como experimentar petiscos e provar sabores, sem querer repeti-los. Não há como querer envelhecer longe disso tudo, que me faz bem e me banha a alma. Amo, amo, amo.

26 November 2012

"O que sou, onde vou?"

Todos que me conhecem sabem que sou uma farsa. Tento não demonstrar muito, mas torna-se cada vez mais evidente que sou uma saudosista "de carteirinha". Mal vivo uma situação, já quero repeti-la, e, se possível, [também] na escrita. Agora mesmo comentei no blog de uma amiga que é tarefa impossível isso de blogar [com exatidão] sobre o que vivenciamos. Claro que não revivemos situações somente por lembrá-las enquanto escrevemos. O instante passado já foi. O seguinte é um mistério. Mas posso brincar que consigo. Esse é mais um ensaio.

13 September 2012

Estradas, mares e corais

"Viajar é um ato de desaparecimento, escreveu certa vez Paul Theroux, um dos escritores mais bem-sucedidos na arte de narrar suas andanças pelo mundo. É uma frase ambígua, pois parece verdadeira apenas do ponto de vista de quem fica. O viajante realmente desaparece pra nós – aliás, desaparecia, pois nestes tempos cibernéticos ninguém mais consegue manter-se inalcançável. Já para aquele que parte, viajar não é um ato de desaparecimento. Ao contrário, é quando ele finalmente aparece para si mesmo."

Um autor dentro de outro. Agora, dois autores dentro de mim. Quando me ler, dois autores dentro de nós. Não é mesmo fantástico viajar pela leitura? Confesso que amei essa citação daí de cima. É exatamente assim que concebo uma boa viagem: quando me encontro, e melhor ainda, quando desapareço até para mim, tamanha a força de ser sugada pela experiência do novo lugar, da nova cultura, dos novos sabores, do povo que ali reside- com seus sotaques, rotinas, crenças, jeitos e trejeitos.
Concordo que o aparato tecnológico com direito à gps, whatsapp, facebook e câmeras, aplicativos ativados nos celulares, nos intimidam a nos mantermos "conectados". É como se para viajar, precisássemos também ser monitorados. Amigos e familiares cobram pelo "check in", pelo envio das imagens mais recentes. Talvez para acompanhar. Talvez por saudade. Talvez por segurança. E nós? Ah, talvez por vaidade. Ou tudo junto. Penso ainda que essa é uma realidade virtualizada que parece fazer parte do grande boom cibernético do século XXI.

25 September 2011

Sobre lá

Eu fui!
Pensei em não escrever mais nada acerca da experiência de ter vivido o meu primeiro Rock In Rio, aos 41 do segundo tempo. Mas a contagem regressiva, o antes, a véspera, o durante, e o que veio depois, tudo foi tão intenso que me rendi, sugestionável que sou, aos encantos e seduções da marca mais criativa e linda que existe.

Sobre minha percepção da Cidade do Rock, queria ter a capacidade de guardar na mala, tamanho GG da memória, todos os momentos vivenciados, dos memoráveis aos lastimáveis. Sim, existiram também. Claro que o mundo não é perfeito. Nem os que são projetados em maquete e coordenados por especialistas em eventos desta natureza.

A minha tentativa na escrita, daquele jeito que amo narrar o que me afeta, é, no mínimo, insuficiente para comportar com riqueza de detalhes, esses instantâneos vividos, de felicidade coletiva.

Como devem imaginar, eu era apenas uma na multidão de curtidores, fãs, artistas, fotógrafos, adolescentes, jovens, crianças, adultos, tios, primos, pais e filhos, de diferentes lugares, todos reunidos e cúmplices.

Cada espaço, uma história. Cada show, várias surpresas. Cada cantinho na grama artificial, delícias de descanso, de piqueniques ao céu aberto, alheios ao vento frio, do tardio inverno carioca, em plena primavera.

Sabem que mergulho, não sabem? Sentada, deitada ou em pé, acumulei milhas de observações sobre roupas, acessórios e trejeitos das diferentes pessoas, das 'n' tribos que transitavam, dançavam, dormiam, namoravam, ou atrapalhavam nossa visão, junto aos mega telões.

Cada ida a uma fila, muitas risadas e dores nos pés, de tanto ficar pra lá e pra cá. Foram quilômetros e quilômetros de caminhadas voluntárias, e outras forçadas.

Tive medo de não suportar esperas, entre as bandas. Apreensões descabidas. Eram tão rápidos os intervalos, que fiquei impressionada com a competência dos que fazem parte da ala 'por trás das câmeras', dada a agilidade nas trocas de cenários, e da pontualidade para cada show começar e terminar.

Fotografei até o que não vi, de verdade.

Curti as minhas e as alegrias alheias. Dos muito mais jovens, que talvez estivessem festejando o primeiro show das suas vidas, aos mais velhos, que acompanhavam as canções prediletas de olhos fechados, pele arrepiada, ouvidos atentos e braços abertos, como aquele Cristo, redentor de todas as nossas fraquezas e forças. Exatamente assim estive eu, no segundo grupo.

O Rock In Rio teve muito pop, teve muito rock, teve até axé, para minha tristeza. E mais um tantão de funk, música eletrônica, jazz, blues, reggae, pipoca, luz, fogos de artifício, tirolesa, e muita, muita emoção.

Sobre as incessantes chuvas e as capas, bem, aí teria que ser um capítulo à parte. Quem me conhece sabe que amo quando chove. Estar na chuva não me incomoda. Poças de lama não me incomodam. E quem está na chuva, sabe que é pra se molhar, ora bolas... não há pra onde fugir, nem porque fugir.

E Foi assim: um mundo à parte, recheado de boa música, alegria dos que juntos comigo partilharam essa fantasia. Me diverti demasiadamente em companhias de pessoas queridas como a priminha AnaLu, Tia Lola, Beta e a Carolzinha do Guile.

Por isso tudo, saio dessa viagem literalmente extasiada. E o melhor: cumpri a meta almejada: fiz a campanha de promoção da saúde!!! Basta de drogas, que são uma droga. Lei seca, JÁ!

Agora é voltar pra realidade. PUTZ!

5 March 2011

Charles Chaplin por um dia

Não consigo falar nada. Estou muda. Minha voz sumiu. Logo aqui, vivendo coisas tão novas, nesse lugar já tão velho pra mim. Logo hoje, com trocentas coisas para dizer, falar e falar...a verborréia toda aqui acumulada. Sabe-se lá porque, ou por tudo junto e misturado que me ocorreu nas últimas horas.

20 January 2011

Gotículas da nova paquera

By Viajante (no caminho)
"É que quando eu cheguei por aqui,
eu nada entendi..."

Enquanto o taxista nos enrolava, mais uma vez, com seus roteiros ultra secretos, fazendo nossos olhos revirarem com raiva das cifras no taxímetro, essa canção não me saiu da cabeça.
Parece repetitivo mas, estando em Sampa, sempre fico cantarolando baixinho, tentando entender porque Caetano Veloso, tão baiano quanto eu, soube definir esta cidade tão bem.
Vai saber? Talvez a percepção sobre um novo cenário depende apenas das intenções e experiências do 'descobridor'.

10 January 2011

Dia 12 vem aí...


E é pra lá que eu vou! 
Chega de nostalgia, aqui na Bahia. 
Em minhas férias? 
Vou sambando pro Rio, melhor, pra Lapa

10 October 2010

Entre as frutas, mamão havaiano

Essa é terceira vez que visito Itacaré, uma vila cercada de árvores seculares, muito verde, graças à reserva da mata atlântica, que contorna as suas lindas praias.

Sabem que não sou agente de turismo, mas pra quem curte sombra e água fresca, além do frescor e som que vem do mar, é sempre uma das melhores pedidas.

Comparada a outros lugares paradisíacos do estado, diria que difere bastante do estilo de Praia do Forte, e toda a extensão da linha verde, como Guarajuba, Itacimirim, Imbassaí e Costa do Sauípe. Talvez, lembra o estilinho pitoresco de Morro de São Paulo, embora lá, os carros, felizmente, não transitam pelas ruas.

Há outras semelhanças. Mesmo ainda não tendo tido o prazer de conhecer Barra Grande, para incluí-la nessa comparação, resumiria em três características: o encontro intenso com as belezas naturais, a sensação de férias permanentes, e por último, a percepção de como o ecoturismo tem crescido no litoral baiano. São diversas as opções de onde ficar, entre pousadas, hotéis e chalés, sempre convidativos e aconchegantes.

Me lembro que nas duas primeiras vezes que estive nesse pedacinho de céu, acompanhada da minha linda família buscapé, a dinâmica era outra: havia no máximo duas pousadas para os turistas. O forte, na época, era o aluguel de casas de veraneio. Tudo bem simples, sem confortos como ar condicionado e água à vontade (esse era um problema). A estrada de acesso era um caos.

Como podem concluir, motivos não faltavam para limitar a invasão e devastação do paraíso, mas sabem como o ser humano é, aonde encontra desafios, também identifica neles, novas oportunidades de gerar emprego e renda.

Com Itacaré, não foi diferente. Foi assim.

Resultado: hoje, além dos avanços citados, ainda sem uma rede de esgoto, temos uma infinidade de opções de restaurantes, barzinhos, pizzarias e afins. A população se multiplicou e o comércio também acompanhou o crescimento.

Os nativos, são muito mais compostos de pessoas e casais vindos do sul e sudeste do Brasil, além de estrangeiros. Todos desejosos por aumento do turismo e desenvolvimento local. O açaí está aprovado, o café com cacau, também. Mas a alimentação é cara, pra chuchu! Nunca mais tinha usado essa expressão...será que revelei minha idade?!

Isso, não importa...penso que, esta cidadezinha, cheia de história e culturalmente diversa, agrega mais valor ainda pelos amantes do surf. Há uma praia natural  e especialmente destinada aos fanáticos por ondas gigantes, donos de pranchas e pranchões. Parece até que estamos no Havaí:)

Estou adorando revisitar essa cidade, nessa terceira vez, com duas novas parceiras de viagens. Elas são divertidas, animadas, sem frescuras, do tipo que andam quadras e quadras, para eu encontrar o meu chiclete sabor melancia! E ainda me estimulam a ficar mais tempo off line.

Mas exatamente como imaginam, preciso estar conectada, para postar esse meu diário de bordo.

Enquanto escrevo, ouço o barulho do mar, misturado com o das folhagens das amendoeiras e coqueiros. O cheiro que sinto, vem da maresia e do orvalho das muitas flores, que estão saltitantes, com essa primavera toda, com gostinho de verão.

Agora chove, por isso estou na deliciosa varanda, deitada na rede, e não perto do mar...

"..se lembra quando a gente, chegou um dia a acreditar, 
que tudo era pra sempre, e o pra sempre, sempre acaba..."

22 September 2009

Entre pedras e vales

Nossa, que saudade daqui!

Quase duas semanas de inatividade e me senti culpada, como se tivesse abandonado pra sempre esse meu espaço, de tanta cumplicidade. Sei que para escrever minhas histórias, não me basta apenas observar os cenários e pessoas. Essa última, enquanto aguardava pacientemente o meu horário de partida, inventei que era a chegada a hora de conversar com meus botões. Então, comecei a gravar minha fala, ali mesmo, com os pés na mala e o telefone no ouvido, como se estivesse conversando com alguém do outro lado. Foi assim, muito quieta no meu canto, que me distanciei ainda mais e pus a refletir sobre minha vida, de novo e sempre.

Não foi nem é tarefa fácil essa de elaborar na escrita, o que sinto internamente. Não, não estou melancólica ou que coisa que o valha...isso foi lá atrás, no inverno. Agora, estou apenas reflexiva, pensando sobre meus dias, meu futuro, que ao mesmo tempo se apresenta tão certo, previsível, dada à rotina instalada e, por outro lado, me soa tão nebuloso, como se muito do que está por vir, ainda não sabe nem quando será a verdadeira hora de aportar.

E, mesmo com essa confusão, entre o que desejo e me move, e o que vivencio de fato, são nessas horas de solidão forçadas, no caminho de ida ou de volta, nas repetidas viagens para Seabra, neste mês de setembro, é justamente nesse trânsito de horas nas estradas, que a minha intuição se aproxima e ganha proporções assombrosas, me revelando tudo sobre o que ainda não sei lidar. Sobre isso, falo depois. Ainda está confuso em mim.

Tratemos de Seabra: uma cidade do interior da Bahia, com ares de cidade movimentada em virtude do seu entorno (o ar, o solo, tudo é Chapada Diamantina). Conversando com minha mais nova amiga de lá, soube que Seabra começou como nasce qualquer história de um novo mundo: homens garimpeiros deixavam suas minas, à noite, e buscavam outras minas na cidadezinha. Uma história interessante e simples.

Sua população, formada a partir dessa união de homens e mulheres, que formaram famílias, povoaram os quatro cantos de filhos, foi quem ajudou a tornar esta cidade a mais comercial da região porque, afinal, abastece as demandas locais com vários supermercados, feira livre (famosa por peças lindas e de preços baixos, que ainda não explorei), bancos, lojas, materias de construção....

A economia, e tudo o mais só faz sentido para munir de produtos e serviços os moradores de Lençóis (o meu atual sonho de consumo), Palmeiras (que teimo em chamar de Palmares), o iluminado Vale do Capão (eu já conheço, ufa!), Mucugê e outras tantas cidades, todas interligadas e esperançosas, com o mesmo objetivo de receber mais e mais turistas e ecologistas, e provocar, enfim, o desenvolvimento sustentável.

E por mais que eu me esforce em falar do que vivencio por lá, além das aulas de pós-graduação e descobertas dos sabores e massas das pizzarias que frequento, na mesma rua dos garimpeiros do passado (a principal, lógico), concluo que, é na estrada, dentro do ônibus, que descubro muito mais sobre a chapada.

Aliás, os colegas passageiros me contam tudo, sem me dizer um '"olá, de onde você é? Ou está indo/vindo de onde?". Me traduzem quem são e como vivem suas vidas somente com suas roupas, mochilões, garrafas de água mineral, tatuagens de todos os tipos, de tribais, palavras em sânscrito ou latim, borboletas ou rostos de índias bravas, cabelos desalinhados e pares e pares de olhares curiosos, em busca do verde, da magia das montanhas, das pedras que brotam águas cristalinas, do espetáculo à céu aberto que existe, mesmo, por lá. Eles vivem e curtem a vida assim: com simplicidade, intensidade e receptividade a tudo o que é novo.

Por isso, creio que os viajantes europeus ou sulinos, em sua maioria, são muito diferentes e intrigantes. Não só porque estão descobrindo e valorizando esses lugares na Bahia, antes mesmo de mim e da maioria dos velhos e novos baianos. Uma verdade quase absoluta: se estão por lá, devem ser trabalhando em hotéis, pousadas, investindo em negócios próprios e buscando a tal qualidade de vida que nos grandes centros não encontram. Mas nunca encontramos aos montes, passeando muito menos perplexos, com câmaras fotográficas. Claro que existem e frequentam, mas em menores proporções.

E eu sou testemunha disso. Era uma vez...e faz muito tempo! Quando estive no Capão (já neste século, claro), fui convidada para participar de uma espécie de "retiro" com um grupo de praticantes de yôga, isso em plena folia carnavalesca. Mas ora, fui exatamente inspirada para descobrir o que há por trás e por dentro da chapada, que os meus tão desiguais turistas incansavelmente buscam.


Nessa simples montagem acima, de imagens bem antiguinhas, que vasculhei e resolvi divulgá-las para dar mais veracidade ao que narro, confesso que estive no topo do mundo, literalmente.

Além dos exercícios de respiração, fiquei sem comer carne vermelha ao longo dos sete dias (embora tenha pedido baixinho por ovo frito no café da manhã). Fiz trilhas maravilhosas, com um grupo animadíssimo e resistente, em todos os sentidos. Conheci lá de cima, na cachoeira da fumaça, como é a vista lá debaixo dos lindos campos de flores e pedras. Dormi cedo, acordei mais cedo ainda. Desafinei ao som dos mantras entonados pelos amigos cantores. Assisti rodas de capoeira no final da tarde. Cochilei na rede ouvindo o silêncio da noite e o cheiro do orvalho. E fui feliz, como estou agora, só de me lembrar dessa aventura maravilhosa.



E será que mistérios ainda guardam essa vastidão de beleza terrestre? Juro que vou tentar desvendar. Vou me apresentar e entrevistar os  silenciosos e exóticos passageiros, na próxima parada de 15 minutos para o lanche, na lanchonete mais badalada  em Itaberaba, com nome sugestivo: Portal do Sol. Em breve, relatarei novos pontos de vista, sobre essa mesma bela vista.

23 August 2009

Romance à moda capixaba

Viajar para lugares novos é sempre muito bom. E mesmo fazendo a velha busca anterior, em sites, fico com um misto de curiosidade e expectativa sobre o que vai me encantar, se o tempero local vai me agradar, se vou encontrar lembrancinhas criativas, e se vou querer voltar de novo, pra conhecer mais e mais da cultura, do povo...

Em fevereiro deste ano, nos últimos dias das minhas férias, me dei de presente uma viagem para a capital do Espírito Santo. Sendo o meu mês de aniversário, me parecia adequado gastar por conta, mas gastar no sentido de gastar as horas com festa, alegria e muita novidade.

Não sei se estou certa em pensar assim, mas penso que todas as coisas giram em torno disso, em querer festejar...por isso, todo ano tento me agradar mais ainda, como se aquela data no calendário que separa um ano do outro, merecesse ser lembrada e comemorada o mês inteiro, logo após meu inferno astral!

Então, movida por um instinto de aventura resolvi me presentear com um final de semana começando na sexta, para Vitória. Claro que esse movimento todo tinha, na ocasião, um certo romance no ar....isso mesmo, estava envolvida o suficiente para seguir adiante...e como diria Marcelo Camelo "e ir onde o vento for, que pra nós dois, sair de casa, já é, aventura, ahhhhhh..."

Confesso que sempre me considerei muito passiva, nada aventureira, porque sempre fui muito racional, com os dois pés atrás, mas, depois dessa viagem, fiquei mais leve, me senti dona das minhas vontades, ao menos de ir e vir ao sabor do vento...

Ao lado desse 'meu' par, conheci a brisa da orla, uma delícia...nossa que cidade limpa...me impressionei! Conheci também o Triângulo das Bermudas, à noite. Muita gente solteira, homens e mulheres muito bonitos, assim, andando no meio da rua, com muita tranquilidade e segurança, como se ali, naquele pequeno universo, a violência nunca nem tivesse existido.

No dia seguinte, decidimos explorar a região, e de ônibus, conhecemos a famosa Guarapari, em especial a praia de Baicutia. E como poderia descrever o paraíso? Ele existe e é lá. Encontramos um restaurante, com uma banda que tocou, sem parar, por mais de seis horas seguidas, com mais gente bonita, de um lado, do outro e por trás, aos montes! Sempre regados a várias rodadas de roskas de abacaxi e de limão, e muito samba no pé. Muito bom!!!

Retornamos à noite para Vitória, e pela manhã, fomos conhecer Vila Velha e degustar o caranguejo mais delicioso que já comi! Atenção baianos: perdemos feio!!

O triste foi que a aventura acabou e não provei a famosa moqueca capixaba. Mas, claro, trouxe um imã de geladeira com uma panela de ferro, em miniatura. Linda!

Finalizo aqui, pois não dá para revelar mais sobre essa história, porque o envolvimento também terminou, e a melancolia assola quando me lembro de coisas tão prazerosas. E me pergunto: fazer o que? Ainda não sei.

22 August 2009

Minha viagem dos sonhos

Em janeiro de 2008, partimos para a tão esperada dobradinha Argentina-Uruguai: eu, e duas amigas irmãs, muito queridas, numa viagem bem corrida, e intensa. Ainda em Salvador, os problemas comigo, marinheira em primeiríssima viagem internacional, começaram: minha sacola de mão, foi junto com a bagagem, por conta do meu perfume de 100ml; no vôo, uma quase briga com um americano pedante, muito grosseiro. Mas, enfim, deu tudo certo. Conseguimos chegar rumo ao inusitado!
                      
Na quente Buenos Aires visitamos os lugares que todos os turistas visitam: Casa Rosada, museus e igrejas, Puerto Madero (melhor lugar não há), Caminito...

Ousamos conhecer a costa leste do Uruguai. Conhecemos a Casa Pueblo, e chegamos até Punta Del Leste. Foi muito rápido, mas muito legal...conhecemos muitas imagens de Sto. Antônio em tamanhos e esculturas bem distintas. Foram tantos os pedidos, tadinho deles!

Essa viagem foi mesmo um marco para as três viajantes, já que neste ano muitas mudanças aconteceram, dentre elas uma que está a 912 km da soterópolis, eu, de trabalho e, quem diria, tem até quem já está casadíssima!

Entre compras insanas, micos, jantares, tangos, vinhos, argentinos e uruguaios, ficou a sensação de que preciso voltar lá...não me imagino igual, vivendo coisas parecidas...me vejo ousando mais, realizando coisas que ficaram pela metade...ah...

El Tocororo, me aguarde!!!