Hoje eu sou mais dendê que doutoranda faminta para concluir a tese. Hoje eu sou mais caruru que uma doutoranda gulosa pela reta final. Hoje eu sou mais vatapá que uma doutoranda que cheira a felicidade desse término. Hoje eu sou mais camarão seco que uma doutoranda que enlouquece só de ouvir falar em ABNT. Hoje é o dia que mais se parece comigo no ano. Uma chuva de pipoca pra comemorar! Hoje é o dia deles, São Cosme e São Damião, que amam festejar a alegria com doces e guloseimas, lá na nossa Bahia. #receitadeDonaCanô #testadapormim #minhafamíliaprovou
Showing posts with label viajenaimagem. Show all posts
Showing posts with label viajenaimagem. Show all posts
27 September 2015
22 March 2015
4 February 2013
"Mô blog" querido
Minha vida de blogueira não está com os dias contados. Cada dia vivencio coisas inusitadas, engraçadas ou super tristes, e a vontade de blogar surge quase que instantaneamente. Costumo até brincar que, muitas vezes, tenho a impressão de que certas ocorrências só se dão comigo por uma única razão: é lógico que depois vou escrever sobre.
Hoje, por exemplo, me despedi de um amigo querido e portanto, eu não poderia deixar de escrever sobre a nossa curta convivência. Justamente sobre ele, o visitante-viajante que recebi em minha casa, durante a última semana de janeiro, que vou narrar.
Hoje, por exemplo, me despedi de um amigo querido e portanto, eu não poderia deixar de escrever sobre a nossa curta convivência. Justamente sobre ele, o visitante-viajante que recebi em minha casa, durante a última semana de janeiro, que vou narrar.
4 September 2012
"...como ver o mar..."
Já li a mesma frase umas trocentas vezes. Já ouvi muitas pessoas também repetirem essa máxima. Não deve ser mentira. Como algo falso poderia ser propagado com tanta exatidão? Aposto que se dissessem isso, naquela famosa brincadeira "telefone sem fio", ainda assim, a mensagem seria idêntica: o amor chega quando menos se espera!
Ocorre que a maior parte das pessoas não está preparada para comemorar sua chegada, sem suportar a espera, sem criar expectativas, sem curvar-se à ansiedade. Mas concordo, ora bolas. Também acredito que paixões arrebatadoras, ou histórias lindas de amor, acontecem naturalmente, sem hora marcada, cabelos alinhados e unhas perfeitas. E geralmente nascem de repente, do nada, quando menos estamos adequados fisicamente. Pensando nessas coisas, resolvi narrar um encontro inusitado, que resultou em amor, só não sei se pra vida toda, ou "até que a morte os separem".
29 August 2012
[Para] uma menina-mulher, sonhadora e viajante
Não sei como os amigos blogueiros se inspiram para escrever. Se o título nasce antes ou depois da postagem. Se precisam de um "estalo" ou de algum elemento diferente, que esteja perto do ambiente aonde está o computador. Se escrevem e postam dias depois. Se revisam imediatamente ou se publicam logo, para garantir a sensação gostosa de um novo escrito. Se precisam de música tocando, de barriga cheia, de vinho, de chuva lá fora, ou sol brilhando.
Eu confesso que sou uma mistura disso tudo aí, mas publico imediatamente após escrever. Depois volto, reviso, capricho, passo glitter. Mas o que mais me motiva a escrever, sem dúvida, é o quanto estou afetada pelo objeto ou sujeito da minha escrita.
Pode ser derivado de uma experiência vivenciada num aeroporto, num ônibus, numa estrada, numa curva, ou parada, numa conexão forçada, que não temos o que fazer, senão esperar, esperar.
Pode ser num contexto outro, apenas por viajar nas memórias da minha vida em família. Sim, este é o caso da inspiração de hoje. Escrevo agora, por amor a alguém, que me pediu um texto de presente! Então, lá vai...
Eu confesso que sou uma mistura disso tudo aí, mas publico imediatamente após escrever. Depois volto, reviso, capricho, passo glitter. Mas o que mais me motiva a escrever, sem dúvida, é o quanto estou afetada pelo objeto ou sujeito da minha escrita.
Pode ser derivado de uma experiência vivenciada num aeroporto, num ônibus, numa estrada, numa curva, ou parada, numa conexão forçada, que não temos o que fazer, senão esperar, esperar.
Pode ser num contexto outro, apenas por viajar nas memórias da minha vida em família. Sim, este é o caso da inspiração de hoje. Escrevo agora, por amor a alguém, que me pediu um texto de presente! Então, lá vai...
9 April 2012
Estranho, hein?
| Visite JÁ |
Mas é possível casar viagem com turismo quando, antes de definirmos o próximo roteiro turístico, temos uma vasta referência do novo lugar, sobretudo quando elegemos num feriado prolongado, por exemplo.
Marcadores:
Diário de bordo,
viajenaimagem
Local:
Grande, Barra - BA, Brasil
11 September 2011
Ele é uma viagem
![]() |
| super figurinha man |
Presta atenção nessa imagem acima. Meu sobrinho é esse aí. Um menino espirituoso, hoje com três anos, nove meses e 26 dias. Contemplou o mar de Olinda, assim, como quem estivesse reflexivo, preocupado com algo, com um amor perdido ou, sei lá, com o pensamento longe.
21 March 2011
Um Dia Especial do Viajante Neném
11 March 2011
27 October 2010
Uma carona, muitas viagens
Amor é amor, não se explica, apenas se sente. Isso todo mundo já sabe, não é mesmo? Bem, viajando nas imagens da net, encontrei essa. Fiquem com eles, que são eternamente inteligentes e espirituosos.
Meu amor por Snoopy é antigo...
Meu amor por Snoopy é antigo...
17 October 2010
As lembranças da bagagem- parte 2
Cada vez mais tenho consciência do quanto sou parecida com minha avó materna. Ela adorava guardar coisas em caixas.
Eu sempre penso que um dia vou precisar de tudo o que guardo. Tenho várias caixas, de tamanhos diferentes. Renovo-as por fora, com texturas novas, mas o conteúdo é quase sempre das antigas.
Tenho vontade de solicitar à minha irmã bibliotecária, para colaborar no meu "acervo", que dentre tantas informações estão presentes textos, comprovantes diversos de pagamentos feitos, provas elaboradas, fotos, bilhetes, cartas, canhotos de passagens aéreas, terrestres e marinhas.
A mais recente, localizei uma bem, momento chique: estive à bordo de um buque bus, uma espécie de catamarã/navio a la titanic, com direito à tapete vermelho e uma hora e meia de duty free. Até o momento, único roteiro internacional- Buenos Aires- Montevidéo, uma viagem dos sonhos que, diga-se de passagem, trata-se da primeiríssima narração desse blog.
Nessas tranqueiras todas, sabia que os desenhos estavam por lá. Felizmente, encontrei todos, dos meus tempos de pró, de pequenos. E como eles nasceram?
Foi assim:
Solicitei ao grupo da quarta série A, que ilustrassem um momento marcante de sala de aula.
A exposição seria apresentada para os pais em reunião de final de ano, além de serem inseridas no relatório geral das atividades desenvolvidas em 1999.
Além das boas surpresas sobre a percepção deles, restou a saudade, de um tempo bom, cheio de aprendizados sobre ensinar, aprender, conviver.
Uma viagem que faço, assim, sem sair de casa, só contemplando imagens, dessas boas recordações. Um filme, multicolorido, enfim.
Eu sempre penso que um dia vou precisar de tudo o que guardo. Tenho várias caixas, de tamanhos diferentes. Renovo-as por fora, com texturas novas, mas o conteúdo é quase sempre das antigas.
Tenho vontade de solicitar à minha irmã bibliotecária, para colaborar no meu "acervo", que dentre tantas informações estão presentes textos, comprovantes diversos de pagamentos feitos, provas elaboradas, fotos, bilhetes, cartas, canhotos de passagens aéreas, terrestres e marinhas.
A mais recente, localizei uma bem, momento chique: estive à bordo de um buque bus, uma espécie de catamarã/navio a la titanic, com direito à tapete vermelho e uma hora e meia de duty free. Até o momento, único roteiro internacional- Buenos Aires- Montevidéo, uma viagem dos sonhos que, diga-se de passagem, trata-se da primeiríssima narração desse blog.
Nessas tranqueiras todas, sabia que os desenhos estavam por lá. Felizmente, encontrei todos, dos meus tempos de pró, de pequenos. E como eles nasceram?
Foi assim:
Solicitei ao grupo da quarta série A, que ilustrassem um momento marcante de sala de aula.
A exposição seria apresentada para os pais em reunião de final de ano, além de serem inseridas no relatório geral das atividades desenvolvidas em 1999.
Além das boas surpresas sobre a percepção deles, restou a saudade, de um tempo bom, cheio de aprendizados sobre ensinar, aprender, conviver.
Uma viagem que faço, assim, sem sair de casa, só contemplando imagens, dessas boas recordações. Um filme, multicolorido, enfim.
By Igor- Momento IV Feira de Ciências
By May- Momento Leitura Compartilhada!
By JP- Momento Aula de História!
By Lá. Momento Silêncio (uma raridade)
By Fê- Momento Matemática
Na leitura compartilhada, o livro lido era "Volta ao mundo em 80 dias", de Júlio Verne. Então, desde o século passado, já me sentia uma típica viajante(:
16 August 2010
Beatles, para sempre.
Provoquei por email, e deu certo. Nem de longe imaginava que meu querido e pequeno blog fosse ganhar um texto tão interessante. Estilo textual fazendo analogia com o saudoso 'long play', disco de vinil, com seus dois lados...
Agora entendo mais Cazuza. Entendo que toda mãe- de gente, de planta, de animal, de blog, de livro- "todas elas são felizes". E eu? Sou uma mãe blogueira muito boba. Dessas que acreditam que o seu filho é o mais incrível, mais lindo, mais talentoso....
E para aumentar minha corujice, Marcelo, publicitário famoso, cheio de premiações e criativo por demais, e que tem um blog divertidíssimo, o Consoantes Reticentes, também presenteou o Foi assim:. Me autorizou a (re) postagem de uma crônica maravilhosa, que ele mesmo resenhou dizendo ser 'uma viagem, fictícia, à mais famosa faixa de pedestres do mundo'. Revelou também que, anos mais tarde à criação deste texto, em 2008, esteve lá, na terra dos Beatles.
Chega de rodeios, apreciem e se possível, aumentem o volume com essa música de fundo, que amo de paixão 'all you need is love'!!
----------------
Consoantes Reticentes
20 Junho, 2010
ABBEY ROAD
(Texto publicado em 2005)
LADO 1
- Vou começar bem fácil, depois a gente vai esquentando.
- Manda.
- Faixa dois do Let it Be?
- Diga Pony.
- Quantas músicas tem o Álbum Branco?
- Trinta.
- Qual o fotógrafo da capa do Rubber Soul?
- Robert Freeman.
- Quem era a Martha, da música Martha My Dear?
- A cadela do Paul McCartney.
- Quem inspirou Something?
- Pattie Boyd.
- O que Tia Mimi disse para John Lennon, quando ele comprou a primeira guitarra?
- "Você nunca vai ganhar a vida com isso".
Não tinha jeito, ele sabia tudo. Era capaz de dizer nome completo e endereço dos avós da Barbara Bach, mulher do Ringo.
Gabava-se de conhecer e catalogar, num caderninho surrado com o selo da Apple na capa, todas as mensagens cifradas e alusões a drogas do Revolver e do Sargeant Peppers. As bem manjadas e as que ele, sozinho, jurava ter descoberto. Sabia também que Paul estava vivo, e bem vivo. Ele mesmo o tinha visto num show em 1990 no Maracanã. Ainda assim conhecia 72 pistas que indicavam o contrário.
Tal pai, tal filho. E o menino, de 8 anos, ia pelo mesmo caminho.
- Quanto é 64 dividido por 16?
- Four. Como os Beatles.
- A capital da Inglaterra?
- Londres, uma cidade que fica perto de Liverpool.
- Dê um exemplo de sujeito simples.
- George Harrison.
- E de sujeito composto?
- Lennon & McCartney.
Dos discos todos, o favorito era Abbey Road - o célebre álbum com os quatro na rua homônima, passando pela faixa de pedestres. Se além de tocar o seu Abbey Road falasse, teria muito o que contar. Idas e vindas, festinhas na garagem, quedas nas mãos de bebuns, mudanças de casa. No tempo da faculdade, foi com ele pra república. Fiel escudeiro, trilha sonora de bons momentos e maus bocados. Era com ele que espantava o sono nas vésperas de prova e embalava os sonhos nas vésperas dos encontros. Cheio de estalinhos, riscado no começo do "Come Together" e no fim do "Golden Slumbers", era sempre ele que encabeçava a pilha, com o papelão da capa já esfarelando. Uma marca de copo, em cima da cabeça do Ringo, formava uma espécie de auréola. Santo Ringo, que soube segurar a onda nas brigas e ameaças de separação. De tanto entrar e sair do prato da vitrola, o furo foi abrindo, laceando, ficando quase oval. Lá pelos anos 80, quando tinha aquele 3 em 1 da National, cansou de gravar suas músicas em fitas cassete para os amigos. Uma vez foi de empréstimo pra casa de uma paquera. Voltou com uma carta perfumada dentro. Almíscar.
O perfume durou pouco, a paquera menos ainda. Mas o velho Abbey continuou lá, igual aos Beatles - forever. Com o tempo, foi virando relíquia. Era a primeira prensagem brasileira, edição rara. Passou a guardá-lo no fundo do maleiro e comprou uma outra cópia mais recente. Em vinil, é claro.
LADO 2
Londres, 2004.
- Não é essa a rua, pai. A gente deve ter errado o caminho.
- Como não? Olha o mapa, é aqui mesmo. Abbey Road, aqui estamos nós!
Não queria dar o braço a torcer, mas a dúvida do menino era sua também.
Viu que o lendário fusca branco, placa 28 IF, estacionado à esquerda na foto da capa, não estava mais lá. Ele pensou alto:
- E nem poderia estar...
- Falou alguma coisa, pai?
- Nada não, filho.
Notou que faixa de segurança era igual a todas as que ele já tinha visto. Que quase nada restava daquele cenário mítico. A maçaneta da porta do estúdio, que a Rita Lee lambeu com adoração devota, provavelmente já tinha sido várias vezes trocada. Com a capa do bolachão nas mãos, ele comparava a foto com aquilo que via agora. As árvores certamente deviam ser outras, o trânsito era mais intenso. O céu também não era azul como naquele agosto de 35 anos atrás. Tirou os sapatos, para sentir a textura do asfalto e alcançar o estado de graça que tanto ansiava. Estava lá, exatamente onde eles estiveram. Em frente ao estúdio onde gravaram quase toda a sua obra, e nada de atingir o nirvana. O coração não disparou, ele não suou frio, as pernas não tremeram. Percebeu que perto da sua casa existiam ruas mais parecidas com a Abbey Road do que a própria Abbey Road. Por alguns minutos ficou ali, parado, como que esperando uma resposta ao próprio desencanto. E deu-se conta que Abbey Road era uma rua que ele mesmo havia pavimentado, ligando os Beatles às suas vísceras.
Entregou a câmera para o filho e pediu que ele clicasse no momento em que atravessasse a rua. Esperaram que alguns carros passassem e fez o mesmo com o menino. Mas bem rápido, porque um bando de turistas barulhentos, trazidos por um guia de sobretudo marrom, já tomava conta de toda a faixa.
© Direitos Reservados
By Marcelo Pirajá Sguassábia
Agora entendo mais Cazuza. Entendo que toda mãe- de gente, de planta, de animal, de blog, de livro- "todas elas são felizes". E eu? Sou uma mãe blogueira muito boba. Dessas que acreditam que o seu filho é o mais incrível, mais lindo, mais talentoso....
E para aumentar minha corujice, Marcelo, publicitário famoso, cheio de premiações e criativo por demais, e que tem um blog divertidíssimo, o Consoantes Reticentes, também presenteou o Foi assim:. Me autorizou a (re) postagem de uma crônica maravilhosa, que ele mesmo resenhou dizendo ser 'uma viagem, fictícia, à mais famosa faixa de pedestres do mundo'. Revelou também que, anos mais tarde à criação deste texto, em 2008, esteve lá, na terra dos Beatles.
Chega de rodeios, apreciem e se possível, aumentem o volume com essa música de fundo, que amo de paixão 'all you need is love'!!
----------------
Consoantes Reticentes
20 Junho, 2010
ABBEY ROAD
(Texto publicado em 2005)
LADO 1
- Vou começar bem fácil, depois a gente vai esquentando.
- Manda.
- Faixa dois do Let it Be?
- Diga Pony.
- Quantas músicas tem o Álbum Branco?
- Trinta.
- Qual o fotógrafo da capa do Rubber Soul?
- Robert Freeman.
- Quem era a Martha, da música Martha My Dear?
- A cadela do Paul McCartney.
- Quem inspirou Something?
- Pattie Boyd.
- O que Tia Mimi disse para John Lennon, quando ele comprou a primeira guitarra?
- "Você nunca vai ganhar a vida com isso".
Não tinha jeito, ele sabia tudo. Era capaz de dizer nome completo e endereço dos avós da Barbara Bach, mulher do Ringo.
Gabava-se de conhecer e catalogar, num caderninho surrado com o selo da Apple na capa, todas as mensagens cifradas e alusões a drogas do Revolver e do Sargeant Peppers. As bem manjadas e as que ele, sozinho, jurava ter descoberto. Sabia também que Paul estava vivo, e bem vivo. Ele mesmo o tinha visto num show em 1990 no Maracanã. Ainda assim conhecia 72 pistas que indicavam o contrário.
Tal pai, tal filho. E o menino, de 8 anos, ia pelo mesmo caminho.
- Quanto é 64 dividido por 16?
- Four. Como os Beatles.
- A capital da Inglaterra?
- Londres, uma cidade que fica perto de Liverpool.
- Dê um exemplo de sujeito simples.
- George Harrison.
- E de sujeito composto?
- Lennon & McCartney.
Dos discos todos, o favorito era Abbey Road - o célebre álbum com os quatro na rua homônima, passando pela faixa de pedestres. Se além de tocar o seu Abbey Road falasse, teria muito o que contar. Idas e vindas, festinhas na garagem, quedas nas mãos de bebuns, mudanças de casa. No tempo da faculdade, foi com ele pra república. Fiel escudeiro, trilha sonora de bons momentos e maus bocados. Era com ele que espantava o sono nas vésperas de prova e embalava os sonhos nas vésperas dos encontros. Cheio de estalinhos, riscado no começo do "Come Together" e no fim do "Golden Slumbers", era sempre ele que encabeçava a pilha, com o papelão da capa já esfarelando. Uma marca de copo, em cima da cabeça do Ringo, formava uma espécie de auréola. Santo Ringo, que soube segurar a onda nas brigas e ameaças de separação. De tanto entrar e sair do prato da vitrola, o furo foi abrindo, laceando, ficando quase oval. Lá pelos anos 80, quando tinha aquele 3 em 1 da National, cansou de gravar suas músicas em fitas cassete para os amigos. Uma vez foi de empréstimo pra casa de uma paquera. Voltou com uma carta perfumada dentro. Almíscar.
O perfume durou pouco, a paquera menos ainda. Mas o velho Abbey continuou lá, igual aos Beatles - forever. Com o tempo, foi virando relíquia. Era a primeira prensagem brasileira, edição rara. Passou a guardá-lo no fundo do maleiro e comprou uma outra cópia mais recente. Em vinil, é claro.
LADO 2
Londres, 2004.
- Não é essa a rua, pai. A gente deve ter errado o caminho.
- Como não? Olha o mapa, é aqui mesmo. Abbey Road, aqui estamos nós!
Não queria dar o braço a torcer, mas a dúvida do menino era sua também.
Viu que o lendário fusca branco, placa 28 IF, estacionado à esquerda na foto da capa, não estava mais lá. Ele pensou alto:
- E nem poderia estar...
- Falou alguma coisa, pai?
- Nada não, filho.
Notou que faixa de segurança era igual a todas as que ele já tinha visto. Que quase nada restava daquele cenário mítico. A maçaneta da porta do estúdio, que a Rita Lee lambeu com adoração devota, provavelmente já tinha sido várias vezes trocada. Com a capa do bolachão nas mãos, ele comparava a foto com aquilo que via agora. As árvores certamente deviam ser outras, o trânsito era mais intenso. O céu também não era azul como naquele agosto de 35 anos atrás. Tirou os sapatos, para sentir a textura do asfalto e alcançar o estado de graça que tanto ansiava. Estava lá, exatamente onde eles estiveram. Em frente ao estúdio onde gravaram quase toda a sua obra, e nada de atingir o nirvana. O coração não disparou, ele não suou frio, as pernas não tremeram. Percebeu que perto da sua casa existiam ruas mais parecidas com a Abbey Road do que a própria Abbey Road. Por alguns minutos ficou ali, parado, como que esperando uma resposta ao próprio desencanto. E deu-se conta que Abbey Road era uma rua que ele mesmo havia pavimentado, ligando os Beatles às suas vísceras.
Entregou a câmera para o filho e pediu que ele clicasse no momento em que atravessasse a rua. Esperaram que alguns carros passassem e fez o mesmo com o menino. Mas bem rápido, porque um bando de turistas barulhentos, trazidos por um guia de sobretudo marrom, já tomava conta de toda a faixa.
© Direitos Reservados
By Marcelo Pirajá Sguassábia
15 August 2010
As tantas viagens dele
Novo presente pro Foi assim:
Ele topou fazer um texto. Se empolgou em querer colaborar. Colaboração em rede. Aprendizados virtuais. Ao que parece, a ideia já colou. Kiko, adorei seu texto e sua percepção sobre viagens. Boa sorte aí, nessa companhia, que tarda mas não deixará de chegar! Só ter calma...risos... agora é só apreciar...
---------------
Lugares incríveis, eu já conheci. E em todos, fiz e deixei amigos. Alguns, trago sempre comigo no caminho da vida. Outros, sempre que preciso, sei onde encontrar. Espero que nos novos destinos da vida, eu possa fazer mais ainda. Sei que vou fazer, porque sempre é fácil conquistar amizades. Basta querer.
A cada momento, penso na próxima viagem que farei. O destino da viagem, eu deixo que o vento escolha. É tão gostoso ser levado na força do vento, porque ele sempre me leva para onde está o melhor lugar para relaxar. Independente de sua força, o destino sempre é bom.
A liberdade aí inclusa neste momento é a motivação para a viagem. Para cidades diversas, já viajei. Momentos, situações, foram tantas que eu pude viver com intensidade. E quero permanecer neste trilhar.
Agora, em busca de um novo destino, o vento me guia para uma cidadezinha aconchegante, para viver uma situação gostosa, que eu espero ser muito proveitosa. Porque no destino, na chegada, tem algo muito especial: um presente da vida.
Amizade é ele, carinho também. Cuidado, vem em conjunto com querer. Mas este querer é o início do parágrafo: amizade. O que vem depois? O tempo determina. Sei lá. Parece loucura, mas essa viagem toda é dentro da mente.
O início, por causa de leitura de livros. O meio, a vontade de estar do lado de alguém que gosto. E agora, a continuação.
Vivemos sempre nesta rotina, mesmo sem perceber. Quando ouvimos músicas no fone, e viajamos na letra e no ritmo, na melodia. Quando lemos livros, e nos transportamos ao local onde tudo acontece. Em um filme, que vemos e nos identificamos completamente com a cena, com o momento, com a situação. E até no teatro, sentimos na atitude do personagem, alguma passagem de nossa vida.
Viagens, nós sempre teremos. De verdade, ou de pensamento, viajar sempre é bom. A minha viagem agora é simples: ver um filme, sentir a mesma sensação da personagem, viajar na melodia da música, e estar no mesmo lugar de onde a história é contada. Queria companhia, mas...
By Kiko.
Ele topou fazer um texto. Se empolgou em querer colaborar. Colaboração em rede. Aprendizados virtuais. Ao que parece, a ideia já colou. Kiko, adorei seu texto e sua percepção sobre viagens. Boa sorte aí, nessa companhia, que tarda mas não deixará de chegar! Só ter calma...risos... agora é só apreciar...
---------------
Fonte: imagem reeditada da internet
A cada momento, penso na próxima viagem que farei. O destino da viagem, eu deixo que o vento escolha. É tão gostoso ser levado na força do vento, porque ele sempre me leva para onde está o melhor lugar para relaxar. Independente de sua força, o destino sempre é bom.
A liberdade aí inclusa neste momento é a motivação para a viagem. Para cidades diversas, já viajei. Momentos, situações, foram tantas que eu pude viver com intensidade. E quero permanecer neste trilhar.
Agora, em busca de um novo destino, o vento me guia para uma cidadezinha aconchegante, para viver uma situação gostosa, que eu espero ser muito proveitosa. Porque no destino, na chegada, tem algo muito especial: um presente da vida.
Amizade é ele, carinho também. Cuidado, vem em conjunto com querer. Mas este querer é o início do parágrafo: amizade. O que vem depois? O tempo determina. Sei lá. Parece loucura, mas essa viagem toda é dentro da mente.
O início, por causa de leitura de livros. O meio, a vontade de estar do lado de alguém que gosto. E agora, a continuação.
Vivemos sempre nesta rotina, mesmo sem perceber. Quando ouvimos músicas no fone, e viajamos na letra e no ritmo, na melodia. Quando lemos livros, e nos transportamos ao local onde tudo acontece. Em um filme, que vemos e nos identificamos completamente com a cena, com o momento, com a situação. E até no teatro, sentimos na atitude do personagem, alguma passagem de nossa vida.
Viagens, nós sempre teremos. De verdade, ou de pensamento, viajar sempre é bom. A minha viagem agora é simples: ver um filme, sentir a mesma sensação da personagem, viajar na melodia da música, e estar no mesmo lugar de onde a história é contada. Queria companhia, mas...
By Kiko.
23 March 2010
A bordo de uma bicicleta
Fonte: imagem disponível na Internet
Enquanto estou no meu intervalo, entre um turno e outro de trabalho, 'viajei' nesse viajante. Fiquei imaginando seus sonhos, suas necessidades, suas aventuras. Tentei me colocar na pele dele. Tentei me imaginar viajando com tanta carga e com a brisa gelada no rosto, que o tempo frio da imagem me despertou. Pensei na sua solidão, no seu cansaço, do quanto deve ser prazeroso viver sob duas rodas, assim, sem depender de combustível, de sinaleiras, de engarrafamentos. Me imaginei com os músculos das pernas bem trabalhados, em constante atividade física (quem me dera). Confesso. Fiquei com inveja dele, que pousa para uma foto como essa, assim, completamente despretencioso, com um mundo de histórias divertidas para contar. Sorte a dele. Sorte a de qualquer ser humano, que pode contar com suas funções vitais para fazer o que quiser, inclusive pedalar, a esmo ou com tudo estrategicamente planejado. Sorte a minha, de contar com o recurso da escrita e da internet, para pensar e escrever sobre coisas aparentemente sem importância para a maioria, mas que para mim, representam, acima de tudo, minha liberdade: de pensar, de sentir, de querer...
17 February 2010
Cumplicidade
Faltam ainda dois dias.
Contagem regressiva para acabar com o meu inferno astral.
Enquanto isso, tento achar graça da 'viagem' de Charlie Brown, que amo de paixão...
4 January 2010
Ida pra lua
Começar o ano já alcançando metas é quase como ser vidente. Não é de hoje que me sinto uma perfeita visionária: que vê as coisas, que (pres)sente o que está por acontecer e tem até saudade do que está por vir, do que ainda nem se viveu.
Isso é recorrente em minha vida, em meus dias. Os meus amigos ficam impressionados. Me pedem para falar dos números da megasena, ou para prever o futuro. Não faço isso porque minha intuição não é mercadológica. Não ganho a vida com isso. Sou somente uma mulher com o sexto sentido aguçado.
Quem me dera poder facilitar tudo: resolver os problemas amorosos, financeiros e até de saúde. Se assim fosse, Rodrigo Santoro estaria em minha sala, rindo das minhas bobagens e me olhando nos olhos. Quem dera.
Brincadeiras à parte, de verdade eu sempre atribuí um significado diferente do normal, diria até excepcional, ao que vivencio. Como se eu fosse uma pessoa privilegiada, especial mesmo. Será que isso é viagem demais? Quem me mandou escolher ser uma viajante? Só poderia dar nisso.
É, posso ser apenas uma oportunista. Não em seu sentido perjorativo, e feio. Pelo contrário, daquele tipo de pessoa que quer viver as oportunidades em sua exaustão. E que bom que tenho consciência dessa minha facilidade em intuir e me lançar, oportunadamente, em tudo que me é apresentado.
Essa introdução meio filosófica, e diriam os adolescentes (ou emos), um tanto sinistra, é para narrar os dias de sol, de mar e de lua cheia, lá, no pedaço de paraíso terrestre, a 55km de Salvador.
Engraçado apresentar a praia do forte assim. Outro dia escrevi criticando a vila de PF, e todo seu cenário mágico que existe no ar, por lá.
Claro que não mudei de ideia. Mas possuo pontos de vista diversos sobre as coisas que gosto. De um lado as vejo em todos os seus aspectos positivos, de outro tão somente a (dura) realidade.
E foi assim: dia primeiro, pós impasse e divertida noite da virada, arrumei minha bagagem, coloquei no som do carro um pen drive com (boas) músicas selecionadas pelas sobrinhas, e segui sozinha para PF, confortável e já feliz por ter iniciado o ano com uma viagem curta, mas muito oportuna.
Uma hora e meia depois, cheguei lá e fui recepcionada pela anfitriã, mãe da futura Valentina e por seu par, uma pessoa maravilhosa, que de tão querido, sinto verdadeiramente o quanto ele é a alminha de minha grande amiga.
Fora essa avaliação criteriosa, curti (demais) toda a galerinha conhecida de sempre, e fiz o que mais gosto de fazer nas férias: joguei baralho com minha doctor, fiquei horas ao sol, fui à praia, e contemplei ele se pondo, longe, lá no horizonte, me deliciei com o churrasco de Nuno, com os trocentos mojitos (uma espécie de caipirinha com folhas de hortelã), brinquei com as crianças, fotografei muito os surfistas iniciantes (na câmera de Mai), e em meio às tantas caminhadas, pausa para saborear mais espumante à noite.
Na pracinha da vila, um show maravilhoso aconteceu, do velho e colorido Márcio Mello. Gritei com ele: "se você não me quer mais, por favor, me deixe em paz!!!!". Foi quase uma catarse.
Fiquei com uma vontade de reunir todos, amigos e familiares, para um novo itinerário: uma viagem (só de ida) pra lua, ou para qualquer outro lugar aéreo, flutuante, leve, que fosse suficientemente adequado para nos distanciar desse mundo sombrio, com tragédias absurdas envolvendo tantas perdas humanas.
Isso é recorrente em minha vida, em meus dias. Os meus amigos ficam impressionados. Me pedem para falar dos números da megasena, ou para prever o futuro. Não faço isso porque minha intuição não é mercadológica. Não ganho a vida com isso. Sou somente uma mulher com o sexto sentido aguçado.
Quem me dera poder facilitar tudo: resolver os problemas amorosos, financeiros e até de saúde. Se assim fosse, Rodrigo Santoro estaria em minha sala, rindo das minhas bobagens e me olhando nos olhos. Quem dera.
Brincadeiras à parte, de verdade eu sempre atribuí um significado diferente do normal, diria até excepcional, ao que vivencio. Como se eu fosse uma pessoa privilegiada, especial mesmo. Será que isso é viagem demais? Quem me mandou escolher ser uma viajante? Só poderia dar nisso.
É, posso ser apenas uma oportunista. Não em seu sentido perjorativo, e feio. Pelo contrário, daquele tipo de pessoa que quer viver as oportunidades em sua exaustão. E que bom que tenho consciência dessa minha facilidade em intuir e me lançar, oportunadamente, em tudo que me é apresentado.
Essa introdução meio filosófica, e diriam os adolescentes (ou emos), um tanto sinistra, é para narrar os dias de sol, de mar e de lua cheia, lá, no pedaço de paraíso terrestre, a 55km de Salvador.
Engraçado apresentar a praia do forte assim. Outro dia escrevi criticando a vila de PF, e todo seu cenário mágico que existe no ar, por lá.
Claro que não mudei de ideia. Mas possuo pontos de vista diversos sobre as coisas que gosto. De um lado as vejo em todos os seus aspectos positivos, de outro tão somente a (dura) realidade.
E foi assim: dia primeiro, pós impasse e divertida noite da virada, arrumei minha bagagem, coloquei no som do carro um pen drive com (boas) músicas selecionadas pelas sobrinhas, e segui sozinha para PF, confortável e já feliz por ter iniciado o ano com uma viagem curta, mas muito oportuna.
Uma hora e meia depois, cheguei lá e fui recepcionada pela anfitriã, mãe da futura Valentina e por seu par, uma pessoa maravilhosa, que de tão querido, sinto verdadeiramente o quanto ele é a alminha de minha grande amiga.
Confesso. Sou quase uma guardiã das amigas casadas, afinal os escolhidos sempre precisam passar pelo meu crivo.
Também conheci umas criaturas muito interessantes por lá: dois paulos, pai e filho, um sergipano (ou baiano?) muito legal, que por morar na França, logo o apelidamos de 'ui petit petit', uma maneca idêntica à Barbie, que me fez as sombrancelhas, e Amandinha, sua amiga tranquilinha. Juntos, rimos muito.
Retornei para soterópolis com a certeza de que amizades, velhas ou novas, são imprescindíveis para mantermos nossa paixão pela vida. E que pena que a mídia nos revela atrocidades.
Fiquei com uma vontade de reunir todos, amigos e familiares, para um novo itinerário: uma viagem (só de ida) pra lua, ou para qualquer outro lugar aéreo, flutuante, leve, que fosse suficientemente adequado para nos distanciar desse mundo sombrio, com tragédias absurdas envolvendo tantas perdas humanas. Diria Gil, "vamos fugir, pro outro lugar, baby...".
Decidido. Em minhas férias, juro que assistirei menos televisão. Quem sabe assim as coisas ruins não páram de acontecer?
7 November 2009
As irmãs Cajazeiras
Hoje, diferente da maior parte dos meus últimos sábados, eu não estou deitada e escrevendo em nenhum quarto de hotel. Não viajei para nenhum lugar da Bahia, ou qualquer outro lugar desse mundo que ainda quero devastar... pelo contrário. Estou recebendo em meu canto, duas visitantes lindas: minhas adoradas manas. Uma é só alegria. A outra mais alegria ainda.
A viagem delas para cá, sempre tem esse gostinho bom de verão, de praia, de caranguejo à beira mar. Sempre que me visitam, trazem presente símbolo de Conquista: o biscoito avoador! E eu, me preparo para recebê-las com mimos: salada de fruta na geladeira, casa arrumada e sorriso nos olhos.
Enquanto escrevo, e descanso do dia inteiro de aulas de pós-graduação que ministrei, uma está ajeitando os cabelos, a outra nos reparos finais da maquiagem e ambas gritam insistentemente:
- Irmã, sai da internet...venha logo se arrumar!
- Tô indo, é que estou fazendo um novo post, sobre nós três! Algazarra geral!
Sim, vamos a um casamento de uma amiga de faculdade da minha mana Dinha. Não a conheço, mas já incluiu a placa do meu carro na recepção do evento, então...sei que nos divertiremos muito, como sempre! Fato é que juntas, formamos o trio mais divertido, já conhecidas como as irmãs Cajazeiras, de tão unidas e grudadas que somos.
Tive que interromper a escrita para atender minha Mãezinha, ansiosa pelo nosso reencontro, na próxima quinta, no Rio de Janeiro. Ai, ai...quanta festa!
Então...voltando ao casamento de hoje. Vamos lá, literalmente, para viajar na festa e na história de amor dos noivos! A mana Lila vai observar os vestidos, comentar sobre as comidas, músicas, decoração... já a mana Dinha vai rir dos comentários dela, e completar com uma das suas máximas: rir de tudo é desespero, Mah!
Quanto a mim, vou fazer as mesmas coisas, porque somos idênticas, e felizes de sermos tão cúmplices. Hermanas: saibam que amo (muito) vocês, por aqui. Estou na tentativa de me tornar uma anfitriã cada vez melhor...é difícil, mas... eu tento!
E viva o amor incondicional!
---------------
Algumas horas depois...
Concluí que realmente aconteceu tudo como foi previsto ontem. E a festa rolou até o raiar do dia...muito bom!
A viagem delas para cá, sempre tem esse gostinho bom de verão, de praia, de caranguejo à beira mar. Sempre que me visitam, trazem presente símbolo de Conquista: o biscoito avoador! E eu, me preparo para recebê-las com mimos: salada de fruta na geladeira, casa arrumada e sorriso nos olhos.
Enquanto escrevo, e descanso do dia inteiro de aulas de pós-graduação que ministrei, uma está ajeitando os cabelos, a outra nos reparos finais da maquiagem e ambas gritam insistentemente:
- Irmã, sai da internet...venha logo se arrumar!
- Tô indo, é que estou fazendo um novo post, sobre nós três! Algazarra geral!
Sim, vamos a um casamento de uma amiga de faculdade da minha mana Dinha. Não a conheço, mas já incluiu a placa do meu carro na recepção do evento, então...sei que nos divertiremos muito, como sempre! Fato é que juntas, formamos o trio mais divertido, já conhecidas como as irmãs Cajazeiras, de tão unidas e grudadas que somos.
Tive que interromper a escrita para atender minha Mãezinha, ansiosa pelo nosso reencontro, na próxima quinta, no Rio de Janeiro. Ai, ai...quanta festa!
Então...voltando ao casamento de hoje. Vamos lá, literalmente, para viajar na festa e na história de amor dos noivos! A mana Lila vai observar os vestidos, comentar sobre as comidas, músicas, decoração... já a mana Dinha vai rir dos comentários dela, e completar com uma das suas máximas: rir de tudo é desespero, Mah!
Quanto a mim, vou fazer as mesmas coisas, porque somos idênticas, e felizes de sermos tão cúmplices. Hermanas: saibam que amo (muito) vocês, por aqui. Estou na tentativa de me tornar uma anfitriã cada vez melhor...é difícil, mas... eu tento!
E viva o amor incondicional!
---------------
Algumas horas depois...
Concluí que realmente aconteceu tudo como foi previsto ontem. E a festa rolou até o raiar do dia...muito bom!
9 October 2009
Sobre lá
Dentre muitas coisas, me lembro que ensaiei exaustivamente a música "PAI" de Fábio Jr, no último dia dos pais, em 1982. Ele me descobriu num dos ensaios, escondida na sala de portas estilo bang bang, que só era visitada por visitas, e me abraçou forte, orgulhoso da filhota. Ai, ai. Tempos perfeitos, que não voltam mais, mas estão eternizados em mim.
Lá tive a conquista dos meus primeiros amigos, primeiras escolas, lá atrás, nos tempos das primeiras grandes bandas do bom (pop) rock nacional, em que descobri e me apaixonei por Renato Russo e sua legião.
Lá, em Vitória da Conquista, tive o prazer de ir para a inauguração do Cristo (sempre achei ele muito magrinho, tadinho). O evento foi um marco, e deixou a cidade eufórica. Me lembro que todos lá em casa se prepararam para o grande dia. E seguimos juntos, em mutirão, rumo ao topo.
Nossa, me dou conta agora, que lá também descobri o meu primeiro amor, namorei anos a fio, nas noites frias e até usei alianças de compromisso e depois de noivado (!). É, não podia mesmo omitir essa parte. Fazer o que?![]()
Então, puxar tanta história da memória, me força a repensar o futuro. Dizem que tenho estado melancólica, distante, séria e triste. Verdade. Ando muito quieta, literalmente, sem ânimo para novas baladas. Talvez tenha amadurecido minhas percepções, e por ora, o reflexo tenha esse ar pesado sobre meus olhos, no meu silêncio.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Amo essa citação de Camões. Penso assim, também. Fato que ouvir mais e falar menos tem sido a minha tônica, descoberta recentemente, depois de anos e anos de verborréia. Chegou um momento em que ordenei pra mim mesma: bastou! Agora, quero aprender a ouvir mais, para aprender mais e, óbvio, escrever mais sobre tudo que aprendo e vivencio. E isso tem me dado muito prazer. Tento renovar diariamente as esperanças, me fazendo crer que depois de tudo, haverá diversão garantida, e outros tantos bons momentos de alegria, riso solto e, de novo, olhos sorridentes.
Por isso, decidi que vou enfrentar tudo outra vez, nesse feriado, e me presentear com a viagem para lá. Vou conseguir rir alto, planejar novas viagens e projetos, em volta da mesa, jogando baralho. Lá em VC, para encurtar o nome, encontro sempre o que sinto falta por aqui: paz, amor fiel, e muita cumplicidade com minhas manas e sobrinhos. Preciso comprar as passagens, JÁ!
Subscribe to:
Posts (Atom)


















