Eu decidi descolar esse papo de relacionamento do mês que vem, que temos o dia dos namorados por essas bandas, e o dia de Santo Antônio. Escolhi falar sobre essa pauta que ronda a vida de solteiros e solteiras ainda em maio, afinal, maio ainda existe... infinitamente, por sinal. Foi pior que março. Talvez só perca para agosto. Vamos ver lá na frente se minha hipótese se confirma(rá).
Entendi que a solteirice em meus dias está se arrastando em demasiado, assim como o mês de maio. Mas eu preciso dizer que eu já estou pronta para viver uma linda história a dois. Já sofri tudo o que poderia ter sofrido. Já me arrependi um bocado de ter aberto a guarda e dado guarita para quem já me havia provado que não poderia estar ao meu lado. Foram quedas, recaídas, términos e bloqueios de celular que me caducaram. E o meu basta definitivo já aconteceu e já é história para (me) ninar.
A minha porta se fechou. Não está mais entreaberta. Uma amiga me lembrou que esse vai-e-vém que permiti durante toda a minha vida teria que acabar um dia. Ela disse que eu teria que abrir mão e me despedir de verdade do que não deu certo, do que não funcionou. Pois bem. Aqui estou, completamente chamuscada, ainda me recompondo, mas de olhos abertos, coração aberto e ouvidos atentos. Por falar em escuta, quase ouço a minha saudosa tia Dau, que me perguntava sorrindo: "cadê o teu, véa?"
Olha, tia... sinto tanto! A senhora partiu cedo demais e não deu tempo de eu te responder que "está aqui do meu lado e quero muito que conheça "o meu", véa. Não consegui ter esse prazer e te dar esse prazer em vida. Não pude ver sua expressão de surpresa ou felicidade. A sua sobrinha aqui segue em carreira solo, mas com uma imensa vontade de ser par de alguém que também queira ser par dela.
Não sei quando isso vai acontecer, minha tia. Eu jurava que no próximo dia 12 de junho já estaria comprando e ganhando presente e fazendo promessas ao luar. Não vai rolar ainda. Vou guardar (de novo) esse desejo pra frente.
Quem sabe no ano que vem? Só mais um ano.… por isso talvez eu tenho que rever como ando me relacionando, o que estou fazendo que está me impedindo de conhecer o meu novo namorado, se é algo que quero tanto viver, de novo.
Será que devo mudar de academia? Não, não quero isso. Será que devo entrar em aplicativos? Já o fiz e odiei tudo, do momento de responder tantas perguntas bobas para montar o meu "perfil" e depois me “ver” na prateleira e não gostar nem do que vejo sobre mim, que é tão diferente do que sou, ao que vejo dos possíveis pretendentes.. não, não sou pra estar ou curtir esse universo. Vai ter que ser de outro jeito.
Será que devo ir para lugares novos? Conhecer os points da cidade? Ir para bares? Boates? Mas como eu farei isso se não curto dormir tarde e não gosto de bebida e nem de quem fuma e bebe (demais)? Só por isso já eliminei todas as saidinhas diferentes.
Será que devo entrar num clube de corrida? Não corro, gente…não suporto correr, não gosto de acordar cedo, não gosto de ficar suada, não gosto de competição.
Será que devo ir para um cruzeiro de solteiros? Ih... não curto ficar em embarcações. Amo o mar, mas amo mais contemplar o por do sol, em terra firme, na areia quentinha e com as ondas fininhas morrendo em meus pés.
Tia Dau, penso na senhora sempre, e fico me perguntando aonde é que está o meu, véa. Sei que ele já está entre nós, se possível solteiro e quem sabe fazendo as mesmas perguntas que eu. Em junho eu não vou perguntar nada disso para Santo Antônio. Vou só fazer a trezena pedindo saúde e paz para os meus. E quanto ao amor, acredito que vai chegar de repente, sorrateiro. Vai esbarrar em mim, como diria a sua irmã, minha tia Lola.
Meu novo amor vai me olhar nos olhos, exatamente como eu gosto. Nos reconheceremos e daí seremos par um para outro. E a senhora, minha querida tia Dau, do alto, vai aparecer pra mim numa enorme nuvem em forma de coração.
Que lindo! 😍
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