27 October 2026

reescreva-se com (c)alma

*Bom dia, Comunidade!* 

Ontem, 26/10/2026, um dia depois da virada, a gente voltou a sorrir com muito menos medo dentro de nós! O medo continua existindo mas deu lugar, a uma nova onda de esperança.

Vamos seguir com medo e isso é importante! Porque não podemos perder de vista que os bolsonaros são muitos entre vereadores e deputados estaduais e federais, entre senadores, prefeitos e governadores também. E temos os perdedores! 

Mas temos muito mais coragem que medo. E enfrentamos os ricos, Faria Lima, a META, os milicianos, os apoiadores cegos que viram no discurso falacioso do “Deus, pátria e família”, ventos de mudança e prosperidade. Tudo mentira! As urnas comprovaram que a maioria de nós não acredita e não apostou em nada dessa narrativa ensaiada e falsa!

Eu sou uma professora que estudo pra ensinar, que pesquiso antes de afirmar algo, que busco compreender o contexto, antes de julgar. São tarefas automáticas que procuro fazer antes de dar minha opinião ou apoiar algo que me parece importante.

Trabalho incansável que me faz ter mais olheiras e perder relações que agora entendo que se as perdi é porque não eram verdadeiras, então, tá tudo certo. Não  dependo de curtidas e comentários e nem de engajamento nas redes. Mas a minha arma é a escrita! Continuarei fazendo reflexões que julgo importantes. Continuarei lutando pelo que acredito. Mas jamais darei palco pra maluco, pra corrupto. Aprendi com o Janones que a gente deve se blindar de gente falsa e desonesta. Então não vou mais acessar conteúdos duvidosos e muito menos tentar dialogar com quem não me respeita mas quer me provocar sendo mal educado e grosseiro, ou sendo mal educada e grosseira. Infelizmente esse comportamento se manifesta com homens e mulheres, independente da idade.

Por fim, quero destacar o quanto aprendi nesses últimos 20 dias. E quero deixar aqui o meu agradecimento a todas as pessoas que interagi com respeito e que interagiram com respeito comigo. Agradecer muito a Janones! Conseguiu juntar esquerda e direita contra o Bolsonarismo e vencemos essa batalha!! Outras virão, com toda certeza, mas estamos conectados pelo fortalecimento da democracia, sem armas, com (C)alma e com nossos celulares.

*Texto originalmente divulgado no meu instagram.

25 October 2026

o segundo turno acabou

O dia mais importante chegou? Sim! Saberemos ainda hoje, 25/10/2026, se o conjunto de votos individuais, farão uma mudança coletiva pro bem ou pro mal. 

Se seremos uma (nova) colônia dos EUA ou se continuaremos sendo independentes, com leis, vontades e decisões próprias. 

Estamos a três cliques de apertarmos para um projeto democrático ou fascista disfarçado de “mudança”. (Dois dígitos, depois confirma).

Ou votamos pelo bem estar coletivo ou votamos pela oligarquia, onde apenas alguns serão beneficiados, mesmo com o discurso eleitoreiro de que todos terão “prosperidade”. 

Lutamos muito? Sim. Pararemos de lutar? Não, independentemente do resultado, continuaremos amando o Brasil e defendendo nossas riquezas, nossas conquistas e nosso povo. 

Nosso exército é de fato democrático e orgânico (sem armas, sem notícias falsas, sem censura, sem ameaças) e é muito mais que uma torcida por um campeonato. Não esqueçam disso. Votaremos pela lucidez, priorizando a manutenção da democracia, para que assim tenhamos o direito de votar de novo daqui a 4 anos.

16 October 2026

virar para sobreviver

Quando penso na palavra "vira" me vem com toda força a imagem de Ney Matogrosso em cima de um palco, com seu corpo musculoso, cheio de marcas do tempo e das fases distintas da sua longa trajetória como artista, como cantor, como ser humano. Ney resumiu em "vira, vira, vira, vira, vira, vira homem, vira, vira, vira vira lobisomem". 

Confesso, no entanto, que esses versos e seus sentidos, me pareciam apenas um jogo, um trocadilho de palavras, que impulsionava um refrão, a sua melodia. Hoje, ao escrever sobre isso, já consigo ver além do óbvio. Precisei chegar aos 56 anos. Precisei me afastar de quem eu era nos anos 80, do que acreditava, do que sonhava com o futuro. 

Vejo o meu presente no meu passado? Claro que vejo. O que sou hoje foi sendo moldado com as minhas experiências sociais, familiares, laborais e sim, musicais. Ney Matogrosso sempre foi tido como exótico, diferente, o que foge da norma convencional para um homem. E claro, sempre foi valorizado e exaltado justamente por todas as pessoas que não o criticam, mas que o aceitam, o acolhem e agradecem por ser do jeito que é, aliás, por ser tantos, sendo um só corpo e uma só voz.

Então, virar homem ou virar lobisomem, são escolhas políticas que homens fazem ou não fazem. Assim como virar mulher ou virar uma loba, ou uma dona de casa, ou profissional bem-sucedida, ou super mãe, ou tudo isso junto, também são escolhas, mas só são escolhas porque vivemos numa sociedade democrática, que permite sermos do jeito que somos e se mudarmos de ideia, mudamos de novo.

Ocorre que tornar-se assim ou assado são evoluções que combinam com os avanços das ciências, com as descobertas científicas e com a superação das desigualdades de gênero, especificamente. Nascemos desiguais ou nos tornamos? Quem inventou essa história de que para sermos homem e mulher, precisamos combinar com carros e bonecas, com azul e rosa, com engenharia e bordado? De onde vem essa ideia tão naturalizada que exercemos papéis distintos e ponto? Quantos Neys e Anittas e Marielles, Paolas, Erikas Hiltons, Conceições Evaristos, Anas Elisas e Linikers e Marias Betânias, Fernandas (Torres e Montenegros) e Glórias Marias nos bastarão para pensarmos que mulheres podem tudo e não precisam pedir aprovação para existirem, para serem, para viverem do jeito que querem?

O "virar" é marcadamente feito por opostos. Ou você está de um lado, ou está de outro. Não há meio-termo, não há equilíbrio se escolhe ficar em cima do muro, para decidir para onde vai se jogar, para onde vai virar.

E escolher um lado não é doloroso. É somente necessário. Hoje estamos nessa onda avassaladora de escolhermos entre preservar a nossa democracia, inclusive para continuarmos exercendo o direito à fala, à escrita, ao voto, às oportunidades de trabalho, a decidirmos se queremos ou não gestar um filho ou se nos calaremos e aceitaremos a ditadura já discursada e praticada pelos extremistas da direita ultra conservadora. 

Escolher entre resistir ou aceitar passivamente é uma escolha que nós ainda podemos fazer em 25 de outubro de 2026. É repetitivo de dizer, mas é preciso: o voto é mesmo secreto. A escolha é entre você, a urna e dois dígitos. Seu marido não precisa saber. Seu patrão também não. E sua igreja, ah... a igreja há de respeitar o que cada um(a) escolhe de melhor para si, para sua família e para a vida em sociedade. 

Vamos VIRAR. Para não deixarmos o machismo imperar. Para evitarmos mais feminicídios, abusadores e estupradores. Para não deixarmos que o nosos país deixe de ser laico e passe a criminalizar escolhas religiosas diferentes da religião do presidente. Para não deixarmos os milicianos transformarem o nosso país em milícia. E que continuemos mulheres livres, lobas, feiticeiras ou do lar. 

Sobre os muitos significados do verbo VIRAR:

verbo transitivo

1. Voltar para a posição contrária ou inversa (ex.: vira a página; virei a garrafa para escorrer o azeite).

2. Pôr do avesso (ex.: virar a camiseta).

3. Voltar ou mover para um lado ou para uma posição diferente (ex.: vira mais o espelho).

4. Voltar para cima (ex.: virar as cartas do jogo).

5. Voltar, volver de um lado para o outro.

6. Dirigir ou apontar numa direção (ex.: vira a faca para o outro lado). = VOLTAR

7. Dar volta a (ex.: Bartolomeu Dias virou o Cabo da Boa Esperança). = DOBRAR, TORNEAR

8. Despejar o conteúdo (ex.: o cão vira a taça da água). = DERRAMAR, ENTORNAR

9. [Informal] Beber todo o conteúdo (ex.: viraram uma garrafa num instante). = DESPEJAR, EMBORCAR, ENTORNAR

10. Revirar, revolver (ex.: o arado vira a terra).

"virar", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2026, https://dicionario.priberam.org/pt-br/virar.


5 October 2026

toda cor é política

A neutralidade é uma postura adotada por pessoas cautelosas ou medrosas. 

Para quem é cuidadoso, em suas relações sociais, prefere, muitas vezes se omitir, não posicionar-se, já que tomar partido, escolher um lado, impõe ter que lidar com conflitos.

Para quem tem medo, optar pela neutralidade significa ficar em cima do muro mas evitar cair também assusta.

Nos dois grupos o lado político já está definido, ainda que camuflado. Não querer estimular um conflito, ao responsabilizar-se por suas escolhas, é possível que o medo até exista, mas o desejo de não pactuar com o que considera errado talvez seja maior.

O que é certo é que a neutralidade é apenas uma farsa. E nenhuma farsa se sustenta por muito tempo. 

Durante essa eleição tão polarizada a gente consegue perceber esse fenômeno pela cor que vestimos. Por falar em cor, até nos chás revelações o rosa e o azul, ou tonalidades próximas, mas que sempre tem o sentido binário, nós temos uma questão política em gestação, literalmente. A cor associada ao gênero carrega inúmeros significados, nem sempre idênticos entre os pais de um filho ou filha que vai nascer dali a alguns meses. 

A revelação da cor do bebê vai garantir o status de "menino" e "menina" e vai gerar inúmeras expectativas e sonhos dos adultos. Da decoração dos quartos aos nomes, tudo carrega sentidos, tudo é escolha, e toda escolha é política. 

É engraçado quando a gente observa que o casal decide comprar tudo branco ou amarelo ou verde, para não caracterizar a definição da cor com a máxima que determina “coisa de menino e coisa de menina”. Essa suposta neutralidade na escolha da cor, carrega em si o desejo (político) de não reforçar o machismo nem a misoginia, na vida de um novo ser humano, por exemplo. 

Neste caso, pais e mães escolhem que a criança vai crescer e vai escolher seu brinquedo favorito, sua cor favorita, sua forma de estar no mundo, sem a imposição prévia de como desejam que seja, desde muito cedo ou antes mesmo de nascer.

E sobre a cor da nossa pele? Já é consenso que a polícia entende quem tem um corpo suspeito de um corpo não suspeito. Se uma pessoa negra está correndo, ela pode estar em fuga, como primeira conclusão, e não apenas fazendo uma corrida esportiva. É assim que a banda toca para a população negra. 

E como seria ser neutro se a cor da pele negra não dá para esconder, falsear? Ah... as estratégias são muitas. Do que vestir e como se vestir, de como falar, em que lugares frequentar, com quem frequentar, como se comportar, se alisa o cabelo crespo, ou se o deixa preso, ou muito curto… existem inúmeras pesquisas e estudos que tratam sobre o preconceito de cor e a discriminação racial derivada do preconceito com a cor da pele.

Veja que são estratégias políticas para manter-se vivo, para garantir minimamente a proteção pessoal, e quando não são adotadas, podem virar mais um número na página policial ou no obituário do dia. Tem sido assim desde que o Brasil é Brasil.

E a cor que decidimos usar no dia da votação? Ela também revela que não somos neutros. Podemos ser cuidadosos, moderados, medrosos ou muito corajosos.

Ontem fiz essa observação "in loco", pelas ruas e em alguns locais de votação do primeiro turno... e também nas mídias sociais, quando percebi a escolha (política) de como as celebridades, políticos foram vestidos. Tudo planejado com cuidado afinal sabiam que seriam fotografados.

Não é uma reflexão sobre quem está certo ou quem está errado em ser do jeito que se é. É só um devaneio meu, mais um, num momento difícil, cheio de tensão. Decidir pelo cinza, bege, vermelho, verde e amarelo, ou até a mais neutra, a cor branca, sempre associada a uma tão sonhada pacificação, são escolhas políticas que nos anunciam na chegada, durante ou na saída. Importa muito que tenhamos consciência de que somos seres políticos e nada é neutro. 

Há um movimento politizado em nossas formas de viver em sociedade. É preciso descortinar nossas intenções e revelarmos quem somos e o que desejamos enquanto sociedade. O chá revelação de ontem, pelo que entendi, revela que desejamos muito mais do que um Brasil livre. Acho que estaremos muito mais presos a um certo modo de governar, do que exercendo a liberdade. 

Você pode se vestir de branco e escolher um batom vermelho ou um sapato vermelho. É alguém com medo e com vontade de ousar, mas só um pouquinho? Na discrição? Ou apenas dizer que ama a cultura e vestir-se de preto. Talvez em luto por não aguentar mais atacarem a lei rouanet sem nem entender dela? Ou só uma insurgência, insubordinação contra a ordem. São muitas possibilidades.

Você pode se vestir de verde e amarelo e dizer que a família em primeiro lugar, seu país em primeiro lugar, e considerar razoável que o candidato prometa entregar o Brasil para os EUA, e também faça farras com drogas e outras mulheres, que não é a sua, que defenda porte de arma para quem não é policial e filme crianças fazendo arminha com as mãos. 

Você pode nem ir votar, dizer que não se sente representado por nenhum lado, mas usar seu dedinho mágico e publicar uma imagem, um vídeo e vibrar com os 47% do candidato que segue para o segundo turno sem nenhum compromisso com o país, com nós, povo brasileiro, que somos diversos, que amamos todas as cores e não idolatramos torturadores.

Que a escrita continue me salvando porque em tempos acinzentados (tem política aí) é preciso encontrar luz, força, sol. As tempestades não duram pra sempre.

25 September 2026

sobre liberdade em tempos eleitoreiros

Essa última quinzena está assustadora em muitos sentidos. Não falo palavrão em sala de aula. Não escrevo palavrões na minha escrita. Conviver socialmente, e de forma adequada, faz muito bem no ambiente de trabalho e, talvez, muito mais ainda, nas redes sociais. As palavras voam. O que escrevemos permanece.

Acredito que a maioria que discursa sobre democracia talvez não saiba as muitas dimensões do que significa, e do quão importante é defendê-la, exaltá-la, valorizá-la e, com sorte, torcer que a democracia continue muito viva entre nós, nas nossas instituições públicas, no nosso país.

Veja: quem defende a volta da ditadura, não entende o quanto isso é contraditório, pois em regimes ditatoriais NÃO HÁ espaço para a LIBERDADE.

Quem estuda sobre democracia, como eu, no campo da educação, sobretudo, sabe bem que não é fácil ser praticada. No cotidiano é mais discursada, infelizmente. São muitos os mecanismos para tornar uma nação democrática. Não é só votando, em eleições, de tempos em tempos. Temos outras estratégias: monitorar os mandatos (mandos e desmandos de quem elegemos); acompanhar sessões públicas e prestação de contas; exigir que nossos gestores cumpram o que prometem em campanhas.

Ter direito a voz, além do voto. Mas é qualquer voz? Falar o que se pensa, sem medir as palavras? Podemos dizer tudo? E o que importa? Importa muito. Para conviver bem precisamos sim, firmar acordos, respeitar regras. Violências não são bem-vindas. Nunca. Xingamentos não são argumentos. Vamos tratar de fatos. Vamos tratar de dados. Escolher um lado nunca foi tão fácil. E não é o lado de quem mente, de quem rouba e de quem xinga.

Xingar é tarefa dos tolos, de quem não tem o que dizer. Xinga, grita, agride. Isso tudo diz respeito a quem escolhe o autoritarismo como lado, e não de quem defende a democracia, o direito de opinar, de ter liberdade para isso, mas sempre respeitando os limites.

Seria muito bom parar de odiar o partido dos trabalhadores e passar a amar o nosso país. É por isso que voto 13. Do lado de cá temos amor pelo povo, pela democracia. Pela liberdade de ser e existir, pelo respeito mútuo, sem precisar xingar nem agredir ninguém.

31 August 2026

exatamente assim


Eu poderia ter escrito isso e ia ficar feliz de assinar, mas não fui eu! Está tudo bem e isso não me impede de propagar essa ideia tão incrível, e ao mesmo tempo, tão óbvia… porque é importante a gente aprender a reconhecer o nosso valor e saber quando é a hora de desistir de quem não o reconhece ao escancarar a sua indiferença. 
Esse momento importa muito mas importa mais ainda o depois, e também aprender a (re)dimensionar o lugar de todas as pessoas na nossa vida - amigos, amores, familiares, colegas - de cada um que escolhe ou não continuar construindo pontes, caminhando ao nosso lado. 
Quem me prioriza? Quem eu priorizo? Saber quem priorizar é tudo num mundo com relações tão fluídas e descartáveis! Ser prioridade pra alguém é lindo… quando isso acontece, e se é recíproco é muito bom, mas ser prioridade pra si mesmo… isso não tem preço!! 
E navegar rios, atravessar oceanos, marés, vulcões ou brisas, estradas… é também tarefa necessária, até o reencontro com a nossa alma, com a nossa essência. O resto é só o resto, quando a gente se reencontra (finalmente) com quem nos tornamos depois do caos.

22 August 2026

17 anos depois…

Há 17 anos atrás eu já gestava você, em pequenos ensaios de textos que eu ousava escrever. O primeiro publicado foi feito exatamente no dia em que “pari” o blog, para que eu pudesse ter um espaço onde guardar novos textos.

De lá para cá, são anos de muitos diálogos, alguns vácuos, mas nunca de abandono ou desamor. Aliás, a minha escrita tem sido muito terapêutica e me salva de mim mesma em muitos momentos tensos e angustiantes.

Eu gosto muito de escrever na primeira pessoa. É isso que me dá liberdade para trazer, a partir do meu lugar, como sinto e penso as coisas, sem me preocupar tanto com o julgamento alheio.

O exercício da escrita tem me levado muito longe! Isso não quer dizer, no entanto, que esteja me afastando dos meus valores ou dos meus objetivos. Pelo contrário. Sinto-me mais livre e independente, porque a escrita me assegura a possibilidade de materializar meus sentimentos com liberdade e autonomia.

São 17 anos reinventando modos de me expressar, com escritos que nascem sem cerimônia ou planejamento. Simplesmente fluem, com naturalidade, sem artificialismos. O foiassim continua sendo o meu canal de conexão, aquele que me move a repensar minhas experiências. As memórias que acumulo nessa jornada são fruto do meu desejo de expor o que sinto, como sinto, sem a pressão de prazos, sem a cobrança de ninguém.

Seu aniversário hoje não vai ter festa nem roupa nova. Esta semana foi marcada por despedidas muito difíceis de processar. A mamãe aqui está mexida. E deixemos para outro momento a escrita sobre essas dores recentes. Vou ficar mais quietinha, por ora. Mas não poderia deixar de reafirmar o meu compromisso contigo e comigo.

Amo você, meu bloguito!

Parabéns por me ensinar tanto. Por me impulsionar a escrever mais e melhor. Por me fazer conquistar leitores que me motivam a continuar investindo nessa tarefa deliciosa de escrever.

Um dia você vai virar livro.

E o presente é sempre você, com o link ativado, atravessando os anos.

Que venham muitos mais.

Quero te ver adulto, cheio de escritos autorais ainda mais incríveis, verdadeiros e inspiradores! Em tempos de IA, é muito bom ser sua mãe. 

Viva sempre 22 de agosto de 2009! Parabéns, filho!