Já tivemos corrida para o Oscar, com inéditas 4 indicações e muito amor pelo cinema brasileiro. Shakira em Copacabana, a América Latina em evidência e o Brasil em festa… haja quadril para dar conta dessa onda eletrizante impulsionada por mais uma pop star se consagrando em nossas areias.
E temos a corrida presidencial em curso, que só na praça dos 3 poderes, em Brasília, já conseguiram esgotar nosso fôlego com tantas notícias e tragédias anunciadas. Ou seja, o ano 2026 até aqui já entregou muito nesse pais que em tudo beira o exagero: o carnaval, o futebol e a política.
Fato é que temos motivos de sobra para torcer pelo nosso país, sempre. Mas esse ano exagerou. Eleições e Copa? Será que estaremos finalmente com o HEXA ou nos arrastaremos pelos próximos meses como se estivéssemos em luto?
Pelo sim, sempre, por bons ventos e boas novas sempre. Por novas taças para erguermos ou brindarmos. Se possível ambas. Por muitas premiações de nossos artistas, por políticas públicas que realmente sejam desenvolvidas para transformar vidas, destinos, pessoas, projetos. Por mais justiça social. Por menos desigualdades. Por mais acessos. Por mais oportunidades.
A gente aprende a torcer porque fomos ensinados (ou treinados) a sempre desejarmos vencer. O capitalismo estrutura a forma como pensamos, ou enxergamos o que somos capazes. Individualismo e competitividade, isso é ensinado desde a infância.
Não aprendemos na mesma intensidade sobre o que aprendemos nas baixas, nos momentos sombrios, que a gente lamenta ou se frustra ou se decepciona. Parece que perder é sempre feio. Um verbo proibido. Perder ou ganhar? Não existe aí um meio-termo ou estaremos sempre (engessados) nas polaridades, nos extremos?
Eu me perco com minhas perguntas, com os meus devaneios. Quando preciso esvaziar, descarrego tudo aqui e o leitor que se vire para encontrar nexo, sentido e empatia com essa alma que sofre com a dor alheia como se fosse a sua.
Eu já falei que choro quando algo me comove num filme? Choro muito. Outro dia dei uma pausa e chorei por minutos silenciosos que beiraram um colapso. Ou o fim do colapso. Mas também ouvi na mesma semana, num bate-papo na TV com mulheres, que se afastar da cena e chorar a sós é um jeito de se autoregular. Pois bem, eu enxuguei as lágrimas e retomei o episódio.
Não, não lembro qual foi a série nem o motivo do choro. Pode ser até numa cena cômica ou muito dramática. Eu chorei com Paulo Gustavo vivo, muito antes de ele partir por falta de cuidado coletivo do ex-governo que agora quer voltar pro Planalto. Se eu chorava antes, imaginem como fico quando me deparo com toda a sua potência roubada?
Era pra falar o quanto 2026 já me revirou os olhos e o estômago, mas como eu vivo dizendo, a política está em tudo. E eu prefiro crer em escolhas saudáveis, na hora de torcer pelo melhor aqui nesse país, abençoado por Deus e bonito por natureza.