Eu amo refletir em datas importantes como a de hoje, o (especial) dia das mães. Não que uma mãe deixe de ser mãe nos demais dias. Isso é outro papo.
Amo refletir porque eu penso que é sempre um bom momento para que as pessoas se voltem para também refletirem sobre o assunto.
O que é ser uma boa mãe? Isso remete a outra pergunta: e o que é ser um bom filho?
Não é possível pensar sobre o que é ser uma boa mãe sem pensar sobre o papel do filho nesse jogo.
E se a gente concorda que ser presente, estar presente, ou querer ser presente e querer ser presente, é o que garante que mães e filhos se entendam e também se estranhem, podemos concluir que é muito comum que quem está distante, por escolha ou não, que só “mora” na fantasia, pode ser lido ou visto como perfeito.
E é aí que nasce um novo problema, o de romantizar. Aliás, romantizar relações amorosas é sempre um problema. Porque a realidade é muito mais complexa e dura, muitas vezes.
Amar uma pessoa em todas as suas versões, com as qualidades e os defeitos, só é possível na presença, na convivência, na tal história de comer uma saca de sal juntos.
Conviver é trabalhoso. Mas não é o caso de cobrar perfeição porque nunca deveríamos buscar por perfeição. Porque a realidade nua e crua nos conduz sempre a aceitarmos que por sermos imperfeitos, podemos nos melhorar como seres humanos e somente o amor verdadeiro, construído na presença, pode ajudar a moldar relações saudáveis e lindas entre mãe e filho.
Que esse dia seja um dia de abraçar a nossa mãe, aquela que é presente por vontade, para além da burocracia. E que ela encontre no abraço do filho, o mesmo compromisso, o de estar presente por amor e cuidado, nunca porque é o segundo domingo de maio, marcado como especial no calendário inventado pelo comércio.
Feliz dia das mães presentes e perfeitas por serem presentes! Feliz dia para essas mães, que também tem filhos presentes e perfeitos por serem presentes!
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