25 September 2026

sobre liberdade em tempos eleitoreiros

Essa última quinzena está assustadora em muitos sentidos. Não falo palavrão em sala de aula. Não escrevo palavrões na minha escrita. Conviver socialmente, e de forma adequada, faz muito bem no ambiente de trabalho e, talvez, muito mais ainda, nas redes sociais. As palavras voam. O que escrevemos permanece.

Acredito que a maioria que discursa sobre democracia talvez não saiba as muitas dimensões do que significa, e do quão importante é defendê-la, exaltá-la, valorizá-la e, com sorte, torcer que a democracia continue muito viva entre nós, nas nossas instituições públicas, no nosso país.

Veja: quem defende a volta da ditadura, não entende o quanto isso é contraditório, pois em regimes ditatoriais NÃO HÁ espaço para a LIBERDADE.

Quem estuda sobre democracia, como eu, no campo da educação, sobretudo, sabe bem que não é fácil ser praticada. No cotidiano é mais discursada, infelizmente. São muitos os mecanismos para tornar uma nação democrática. Não é só votando, em eleições, de tempos em tempos. Temos outras estratégias: monitorar os mandatos (mandos e desmandos de quem elegemos); acompanhar sessões públicas e prestação de contas; exigir que nossos gestores cumpram o que prometem em campanhas.

Ter direito a voz, além do voto. Mas é qualquer voz? Falar o que se pensa, sem medir as palavras? Podemos dizer tudo? E o que importa? Importa muito. Para conviver bem precisamos sim, firmar acordos, respeitar regras. Violências não são bem-vindas. Nunca. Xingamentos não são argumentos. Vamos tratar de fatos. Vamos tratar de dados. Escolher um lado nunca foi tão fácil. E não é o lado de quem mente, de quem rouba e de quem xinga.

Xingar é tarefa dos tolos, de quem não tem o que dizer. Xinga, grita, agride. Isso tudo diz respeito a quem escolhe o autoritarismo como lado, e não de quem defende a democracia, o direito de opinar, de ter liberdade para isso, mas sempre respeitando os limites.

Seria muito bom parar de odiar o partido dos trabalhadores e passar a amar o nosso país. É por isso que voto 13. Do lado de cá temos amor pelo povo, pela democracia. Pela liberdade de ser e existir, pelo respeito mútuo, sem precisar xingar nem agredir ninguém.

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