Agora tudo é muito mais sério. Ou ao menos parece que é. Qualquer decisão de sair de casa, abandonar o sofá e deixar o controle remoto de lado merece tempo para pesar os prós e os contras. A escolha da roupa é outro capítulo à parte.
Engraçado que com o passar dos anos, o nervosismo ainda insiste. Deveria ter sumido? É assim que descobrimos os sinais de uma nova paixão? Esse frio na barriga não me deixa respirar direito.
Procuro esquecer o "logo mais" e tento prestar atenção na rotina, nos afazeres em dias normais, sem "date" na agenda. Essa palavrinha é moderna. Não fazia parte do meu repertório. E preciso destacar: nem de longe é comum ser convidada para sair com alguém que pode vir a ser algo mais que um amigo... e percebo, com um certo desagrado, que parece ter saído de moda desejar uma nova relação, um namoro, algo assumido, mas ainda não sei se isso tem a ver com uma tendência. Tomara que não.
Um romance para começar precisa mesmo de uma espécie de ritual do primeiro encontro, que é aquele momento em que duas pessoas escolhem estar uma com a outra, seja para se conhecerem melhor ou para descobrirem se ali há mesmo liga, uma faísca, cumplicidade, um desejo mútuo.
Entre curtidas, emojis e likes, parece que novos casais já não se formam com tanta facilidade. Ou se escondem, ou se repelem, ou se distanciam, ou se isolam, ou desaparecem para sempre na vida um do outro.
Me parece que entre os solteiros (ou recém-separados) ninguém quer se ferir de novo ou magoar o outro. É uma situação estranha, beirando o artificial, já que a espontaneidade tem sumido das interações.
Estar disponível, em tempos como esses, é quase um perigo. Talvez seja mais interessante fingir desinteresse. Ou tanto faz?
Eu fico intrigada com determinadas posturas. Eu sempre fui intensa e decidida. Sempre soube reconhecer o que queria, quando queria. Nunca fui de fazer jogos. Quando sinto, sinto. De todo modo, a cautela agora, aos 50 mais, parece que é o mais adequado. Não tem receita, na verdade.
O convite para o café me soou como uma espécie de resgate de algo que aprovei no passado e que pode ser muito bom de ser vivido depois do fim de uma ressaca muito demorada.
Não faço ideia do que vem depois. Talvez nada. Talvez muito. Mas espero que o café venha quente e inebriante. Há momentos que nos aquecem e nos fazem acreditar em novos enredos. Ou, quem sabe, em recomeços.
Continue com esse frio na barriga e não pare de sonhar ! Escreva suas emoções … e a gente ee emociona também 👏🏼👏🏼
ReplyDeleteOh... obrigada pelo carinho!
DeleteTop ,mana!!
ReplyDeleteOi mana... obrigada, Leu!!
DeleteO café tem um gosto diferente para cada etapa da vida👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
ReplyDeleteJú, o amor está no ar??? Espero que sim!!!😊Fico aqui torcendo e rezando para dar certo!!!❤️🙏 Beijinhos
ReplyDeleteTomara... oremos... risos
DeletePro, boa noite!
ReplyDeleteEspero que esteja bem.
Desculpe o horário, mas eu li sua crônica e ela me tocou profundamente.
Estou tão desgastada de relacionamentos vazios nos quais somos descartáveis.
É sempre um eterno "será que dessa vez vai dará certo?"
Eu não consigo mais acreditar em nada disso.
Tenho evitado de todo modo aquele "friozinho na barriga".
Obrigada pelo texto.
Que bom que gostou! Desanima não… eu que passei por uma relação altamente abusiva, não desisto de ser feliz no amor também... porque já sou feliz em todos os demais aspectos da minha vida!
DeleteEstou na torcida! Que seus olhos nunca percam o brilho e o encanto por novos encontros.
ReplyDeleteObrigada! Oremos... risos
DeleteDesejo que os seu olhos nunca percam o brilho e continuem se maravilhando com o que a vida não para de oferecer.
ReplyDeleteOi Paulinha... sei que posso contar com sua torcida!! Amo você aqui... leitora importante! <3
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